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Formandos de Jornalismo escrevem livro com perfis de imigrantes africanos em São Paulo

“Africanos Além do Mar” é um retrato das pessoas que buscam novas oportunidades no Brasil

25/04/2017 19h51

Imigrantes de diferentes nacionalidades chegam ao Brasil anualmente e a dificuldade de aprender um novo idioma, o preconceito e a falta de oportunidades são alguns dos desafios em comum enfrentados por quem busca reconstruir a vida por aqui. No livro “Africanos Além do Mar”, os jornalistas Caroline Gomes, 22, Kaique Barion, 21, Letícia Albuquerque, 23, e Teófilo Efrahin, 23, formados em dezembro pela Universidade Metodista de São Paulo, traçam perfis de africanos que fizeram do Brasil seu novo lar.

Em dez anos, o número de imigrantes cresceu 160% no Brasil, segundo a Polícia Federal, e somente em 2015, quase 120 mil estrangeiros deram entrada no País. Com esse crescimento, é necessário voltar a discutir as políticas públicas para imigrantes. A Nova Lei da Migração, aprovada neste mês no Senado Federal, derruba o Estatuto do Estrangeiro, criado durante a ditadura militar, e estabelece direitos e deveres dos imigrantes, regula a entrada e estada no Brasil e define diretrizes sobre políticas públicas destinadas a eles.

“Ainda que do mesmo continente, os africanos com quem conversamos eram de nacionalidades diferentes, o que faz deles - independentemente se do mesmo país ou não - pessoas ímpares. Mais ainda pelo fato de terem que reconstruir novas etapas de suas vidas longe de onde nasceram, de seus familiares, de sua cultura, de seu idioma”, contam os jornalistas.

Não foi fácil conversar com todos os africanos a respeito de suas experiências no Brasil: “o mais importante, durante todo o processo, foi a aproximação com os protagonistas do livro. Conquistar a confiança dos migrantes africanos foi um desafio. Esse contato nos ensinou a lidar com as diversas personalidades e a conhecer um pouco sobre a situação de seus países de origem, quais são suas expectativas e sonhos, como pensam e vivem, entre outros aspectos”.

Durante o processo de reportagem, os profissionais notaram que os envolvidos na causa por direitos dos migrantes “compõem um círculo”, trabalhando em conjunto, em locais em comum, como o Prof. Dr. Sergio Ferretti e Prof. Me. Ailton Santos, fontes do livro, que foram orientados de Kabengele Munanga, primeiro africano a concluir doutorado na USP. “Também notamos que a maioria dos personagens entrevistados conhece ou já passou pelas mesmas instituições de acolhida e de prestação de serviços aos migrantes em São Paulo, adotando-as como referência na capital paulista”, completam.

Agora, os profissionais buscam oportunidades para publicar o livro e conscientizar um grupo cada vez maior a respeito das mazelas encontradas pelos imigrantes no Brasil. “O livro é composto por histórias muito ricas em cultura e queremos fazer com que elas cheguem ao máximo de pessoas possível”, conclui o grupo.

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