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Encontro de Jornalismo debate oportunidades e papel de comunicadores no universo dos games

Bate-papo contou com jornalistas especializados em jogos

19/09/2018 16h25 - última modificação 21/09/2018 20h55

Pablo Miyazawa, Barbara Gutierrez e Henrique Sampaio participam de bate-papo mediado pelo aluno Daniel Vila Nova

Como parte da programação do III Encontro de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo, o auditório do Edifício Iota recebeu na última terça-feira, 18 de setembro, uma mesa-redonda sobre jornalismo de games. 

O bate-papo foi mediado pelo aluno Daniel Vila Nova, membro do Centro Acadêmico Inês Etienne Romeu, e contou com três nomes importantes do jornalismo de games no Brasil: Pablo Miyazawa (Chief Pop Culture Officer na Webedia), Barbara Gutierrez (editora-chefe do Versus) e Henrique Sampaio (sócio-fundador do Overloadr).

Os participantes iniciaram compartilhando sobre suas trajetórias profissionais no segmento. Barbara Gutierrez detalhou, por exemplo, a rotina no jornalismo de e-Sports (termo utilizado para esportes eletrônicos) e o crescimento desse meio, que envolve grandes investimentos e premiações. “A cobertura de e-Sports é uma mistura do jornalismo esportivo com o de games. Ao mesmo tempo em que é preciso entender do jogo, também precisa lidar com jogadores profissionais e a cobertura de campeonatos”, explicou.

Os três profissionais destacaram as habilidades necessárias para atuação na área. Além de qualidade na produção do texto jornalístico, competências como inglês avançado, conhecimento aprofundado de jogos, desenvoltura na frente das câmeras e experiência com plataformas de mídias sociais são indispensáveis para ingressar e se destacar no segmento. "Isso não é mais pré-requisito, a gente já espera que você tenha tudo isso. A concorrência está muito pesada e, se você não tiver atributos que antigamente eram 'plus', infelizmente não conseguirá trabalhar dois dias com a gente", revelou Miyazawa. 

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Barbara fala sobre sua experiência como editora-chefe do maior site sobre e-Sports do Brasil
Função do jornalista

Os palestrantes ainda trataram sobre características específicas do jornalismo digital, como a velocidade das interações, a proximidade com o público e a necessidade de acompanhar novos fatos em tempo real.

Outro aspecto abordado foi a relação emocional envolvida nos jogos – o público de games é conhecido pelo engajamento e identificação com produtos e marcas específicas. "É uma das relações mais fortes existentes entre consumidor e empresa", definiu Henrique Sampaio.

Essa característica exemplifica como os jogos são elementos culturais, compostos pelo talento e pela ideologia de escritores, artistas, programadores, animadores e produtores sonoros. A partir dessa realidade, surge a função do jornalista, cuja missão é aprofundar os elementos envolvidos nos games e tratar de aspectos pouco abordados pela divulgação oficial das produtoras.

A posição dos profissionais diante de temas como machismo, homofobia e racismo, bastante presentes nos ambientes relacionados aos jogos, foram discutidos sob a ótica do acesso direto dos consumidores às novidades do mercado, o que diminui a função do comunicador nesse processo. "Como hoje há muitos eventos que as companhias fazem direto para o público, os jornalistas têm a função de mostrar ao jogador porque aquele jogo é divertido, real ou polêmico. É um momento de desconstrução para o jornalismo, em que precisamos pensar qual é o nosso papel", compartilhou Sampaio.

O III Encontro de Jornalismo seguiu até a noite de quarta-feira (20), no auditório do Edifício Iota. 

Leia também: Meio jornalístico discrimina mulher negra, apontam repórteres

Veja mais fotos do bate-papo: 

Encontro de Jornalismo (Games)

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