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Alunas do curso de jornalismo têm matéria publicada no Diário do Grande ABC

18/01/2010

18/01/2010 17h37

Redes Sociais ajudam o trabalhador?

O número de brasileiros com acesso à internet cresceu 4%. Isso significa, segundo o Instituto Ibope, que 62,3 milhões de pessoas se conectaram à rede no Brasil em 2009. E os ambientes são os mais diversos: residências, trabalho, lan houses, escolas.

A pesquisa também mostra que 44,5 milhões dos usuários acessam a internet em casa e no trabalho, e o tempo médio de navegação individual chega a 71 minutos e 30 segundos.

Nas residências a navegação é livre, mas será que existe limite para o acesso à web no ambiente profissional? De acordo com pesquisa feita pela In Press em parceria com a E.Life, os endereços virtuais mais acessados no Brasil são os de blogs e os de rede social, como Orkut, MSN, Twitter e e-mail pessoal. Aliás, esses também são os mais visitados durante o expediente. E, por isso, que algumas empresas bloqueiam esse tipo de navegação.

Waldir Arevolo, consultor sênior da TGT Consult, empresa de consultoria de TI e Gestão de Negócios, é a favor do uso das redes sociais no trabalho, mas com bom-senso. Para ele, a proibição não impede a propagação da imagem da empresa de forma correta ou incorreta por outros meios e eventos. "A maioria das empresas desconhece os benefícios dessas ferramentas e não faz orientação aos colaboradores de como devem utilizar esses meios."

A assessora de negócios e finanças Vivian Alves de Souza, 19 anos, concorda com a liberação do acesso no ambiente de trabalho. "A liberação traz a sensação de confiança e liberdade aos funcionários."

Na empresa de sistemas de informação na qual trabalha, a assessora pode usar redes sociais e serviços de mensagens instantâneas, como MSN. Mesmo com toda a liberdade, Vivian tenta não abusar e procura usá-las somente pela manhã e no fim do expediente. "Os funcionários podem ter um momento para relaxar. O ambiente se torna mais agradável e as pessoas trabalham mais felizes", completa.

Regras - Para o contador Nailson Nunes Junior, o acesso aos sites de uso pessoal durante o expediente é incerto. Na empresa onde trabalha, o MSN é sempre liberado, mas a navegação em alguns sites é imprevisível. Normalmente, redes sociais estão liberadas em uma semana e proibidas em outra.

Nailson não sabe explicar o motivo dessa determinação por parte da empresa, mas acredita que a proibição é a saída ideal para o melhor desempenho dos funcionários. Para ele, o rendimento do profissional cai quando tem a possibilidade de acessar esses sites, pois tira o foco do trabalho.

O MSN é a única ferramenta que está sempre liberada, mas o contador diz que somente a utiliza para fins profissionais. "Por meio dele entro em contato com os colegas de trabalho em outros países, como Cingapura, onde fica o servidor do sistema da empresa", justifica Nailson.

Como as redes sociais podem ajudar a empresa

Auxiliam nas ações para promoção dos produtos comercializados pela empresa.

Por meio da interatividade, é possível chamar a atenção de novos clientes e ainda fidelizar os antigos.

Fica mais simples conhecer as preferências do mercado, o que possibilita respostas mais ágeis, antes das empresas competidoras.

Com essa ‘inovação'', surge mais um canal para comentários, reclamações e sugestões aos lançamentos de produtos novos e antigos.

Com o acesso a essas ferramentas da web, a empresa pode utilizar os colaboradores e a própria imagem para atrair e contratar novos talentos.

Cada escola estabelece regras para o uso.

O dilema sobre a proibição ou não do acesso a alguns sites atinge também os centros educacionais do País. Hoje, além das universidades, que bloqueiam a maioria dos sites de redes sociais em laboratórios de informática em período integral, as escolas públicas e privadas também precisam tomar uma decisão sobre o assunto.

Com a implementação de salas de informática, essas instituições precisam decidir qual é a melhor opção para impedir que os alunos se dispersem e mantenham o foco no conteúdo da aula, sem a intervenção da possibilidade da conexão às redes sociais.

Uso em dupla - Na escola Alberto Francia Gomes Martins, em Santo André, as professoras das 4ª séries do Ensino Fundamental levam os alunos esporadicamente à sala de computação. A aula dura cerca de 50 minutos, e eles, que normalmente sentam-se em duplas, realizam pesquisas sobre o tema que foi trabalhado ou está sendo desenvolvido em sala de aula, sempre monitorados por um mestre.

Os computadores da sala de informática não possuem nenhum sistema que bloqueia o acesso a e-mail e a sites como o Orkut. Não há proibições, apenas orientações verbais para que os estudantes não fujam da proposta da aula.

A professora Márcia Helena Beraldo Dourado, 52 anos, não critica o acesso irrestrito aos sites na escola. Ela acredita que a facilidade para se conectar a esses endereços eletrônicos não atrapalha o desempenho das crianças, mas faz uma ressalva: "Desde que o professor esteja junto, não há nada a temer".

Curiosidade - Companheira de trabalho de Márcia, a professora Rosana Aparecida de Lima de Oliveira, 41, também leva os alunos para a sala de computação. Rosana também é favorável à liberação do uso de e-mail ou do Orkut, desde que seja com acompanhamento de um educador.

Ela fez questão de explicar por que é totalmente contra ao bloqueio. "Proibir é abrir uma porta para a curiosidade dos alunos", disse.

E, ao que parece, os estudantes, que têm em média 10 anos, lidam bem com essa liberdade. As duas professoras garantem que, mesmo trabalhando com crianças que nasceram na era da tecnologia, nunca flagraram nenhuma tentando se conectar a um dos sites proibidos, nem ouviram reclamações por parte dos alunos.

Lazer virtual no trabalho aumenta produtividade

Um estudo realizado pela Universidade de Melbourne aponta o uso da internet por lazer no trabalho como ponto bastante positivo, e revela que as pessoas que têm essa liberdade são quase 9% mais produtivas do que as que não têm. Mas mesmo com pesquisas que mostram o contrário, há funcionários que não acreditam que a liberação possa ser positiva e concordam com a proibição nas empresas.

Tatiana Regina do Amaral, 27, é bancária e convicta de que as redes sociais no trabalho não trazem benefício algum para a empresa. No banco, os sites são todos bloqueados, exceto os de e-mail pessoal. "Acho correta por tratar-se de um período que estou sendo paga para prestar serviços à empresa e não para fazer consultas pessoais na internet."

A bancária usa a oportunidade de acessar o e-mail pessoal apenas para manter contato com os amigos, e, se houvesse a liberação das redes no ambiente profissional, as usaria para o mesmo fim. Quanto à possibilidade de usar essas ferramentas com fins profissionais, Tatiana não acredita que ajudaria, já que em um banco há uma distância ética entre funcionários e clientes.

Nesse meio, há quem concorda com a proibição imposta pela empresa, mas sempre dá um ‘jeitinho'' de acessar as redes sociais. Carlos Eduardo Ribeiro Junior, 20, estagiário de segurança da informação, acredita que a proibição seja a única saída para evitar o mau-uso dessas ferramentas.

Mesmo assim, o estagiário acredita que a utilização de alguns desses sites durante o expediente de trabalho ajudaria a distrair e poderia deixá-lo mais disposto no trabalho. Ele conta que usa o MSN em alguns momentos do dia, sem deixar interferir nas atividades dele. "Uso no meu horário de almoço e, eventualmente, em outros horários, me conecto para usar a ferramenta para fins pessoais, quando preciso falar com alguém", revelou.

Para não perder a produtividade e não prejudicar a empresa, o consultor Waldir Arevolo aposta nas redes sociais como ferramenta de trabalho e integração. "O ideal é encarar como canais de relacionamento. Mas isso só acontecerá se for estabelecido um objetivo comum e claro entre empregador, colaboradores, parceiros e clientes", explicou.

Matéria produzida pelas alunas Aline Torrieri e Nathália Salvado, do curso de jornalismo (orientação Margarete Vieira Pedro), publicada em 11 de janeiro no Diário do Grande ABC

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