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Além do que se vê: livro de egressos de Jornalismo conscientiza sobre doenças como depressão e ansiedade

Publicação traça perfis de diferentes pessoas que sofrem com as doenças

30/03/2017 17h08

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) referentes a 2015, a depressão afeta cerca de 11,5 milhões pessoas no Brasil e os transtornos da ansiedade atingem 264 milhões de brasileiros. Mesmo sendo tão comuns, as doenças mentais ainda são pouco discutidas na mídia, nas escolas e até dentro de casa.

“Da jovem descolada de cabelos coloridos ao garoto tímido. Do rapaz recém-formado à mulher bem-sucedida. Apesar de suas realidades sociais, familiares e profissionais tão diferentes, eles enfrentam todos os dias a mesma batalha: a depressão”, diz a sinopse do livro-reportagem “Além do que se vê”, escrito por egressos de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo.

Para conscientizar as pessoas sobre as dificuldades vividas por quem sofre de ansiedade e depressão, Amanda Goulart Fraga, Bruno Diniz Yonezawa, e Marcella Blass Matias, de 22 anos, reúnem perfis de pessoas bastante diferentes que sofrem com o mesmo problema. “Nós sentimos que já passou da hora de gerar informação em uma linguagem acessível a respeito desse tema para que as pessoas levem a saúde mental a sério e percebam que ela é determinante para ter uma boa qualidade de vida”, relata Marcella.

“É um tema com uma certa complexidade cujo silêncio e tabus precisam ser quebrados. Para tratar as doenças da forma apropriada, é importante que sejam encaradas, pelo paciente e pelo o seu círculo familiar/social, como uma doença. Com o reconhecimento há a possibilidade de tratamento”, complementa Yonezawa.

Essa dificuldade em falar sobre o assunto foi um dos desafios encontrados pelos alunos durante as entrevistas. “A maioria de nossos entrevistados se viu com medo/vergonha de assumir a doença, retardando ainda mais o processo de tratamento. A conscientização das doenças mentais ainda é necessária, para que não sejam vistas como ‘frescuras’”, diz Amanda.

Outro obstáculo foi escrever os perfis de maneira sensível, compreendendo a luta de cada uma dessas pessoas. “É uma temática sensível e difícil de ser abordada e retratada. É delicado descrever para um leitor leigo o que se passa na cabeça de outra pessoa, sensibilizando-a e sendo fiel às informações obtidas”, explica Yonezawa.

Foram dois semestres de trabalho intenso, sobretudo de pesquisas, como conta Amanda: “no primeiro semestre nos aprofundamos em dados, pesquisas e fundamentações teóricas que pudessem embasar nosso projeto. Já no segundo semestre foi o momento de colocar nossos planos em prática, então tivemos todo um processo de entrevistas com as fontes, edição dos textos e estruturação do livro”.

Agora, os autores planejam realizar alterações no livro e buscar publicação junto com editoras, mas o aprendizado do TCC realizado na Metodista é um grande diferencial para os alunos. “Não é todo mundo que tem vinte e poucos anos e pode dizer "eu já escrevi um livro". A produção do livro também trouxe uma carga de informações e aprendizado que com certeza mudou a nossa forma de encarar desafios e lidar com eles. Posso dizer que, hoje, temos uma visão muito diferente sobre saúde mental e pretendemos passar isso para frente e ajudar pessoas a procurarem ajuda para que elas possam viver suas vidas por completo”, finaliza Marcella.

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