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Atletas da Metodista/São Bernardo retornam para casa com o ouro do Pan de Toronto

31/07/2015 19h20 - última modificação 03/08/2015 19h21

Célia e Diogo voltam para casa com a medalha de ouro do handebol no Pan de Toronto (clique para ampliar) - Foto: Marcello Ferreira

O mundo, e principalmente as Américas, viram o handebol brasileiro dar mais um passo importante no cenário internacional. A Seleção Brasileira Feminina e Masculina conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de Toronto, Canadá, dando sequência aos resultados positivos que vêm ganhando notoriedade desde o mundial inédito do time feminino em 2013.

A Metodista/São Bernardo tem parte nesta história. O capitão do time masculino, Diogo Hubner, e a ponta direita da equipe feminina, Célia Costa, estavam lá em Toronto nos elencos “de ouro”. A conquista das medalhas veio em duas finais emocionantes, ambas contra a Argentina, adversário que, no âmbito esportivo, a rivalidade vai se estendendo em quase todas as modalidades. Os duelos na decisão foram acirrados e o Brasil venceu por 25 a 20 no feminino e 29 a 27 no masculino. Este último, a tensão durou um pouco mais, pois o vencedor foi definido somente após a prorrogação.

A Seleção Feminina foi a primeira a garantir o título. A final aconteceu no dia 24 de julho, no Centro de Exposições de Toronto, que estava lotado na maioria por torcedores brasileiros, que ajudaram a empurrar o time. A vitória trouxe o quinto ouro consecutivo da competição, a equipe verde e amarela também venceu as edições de Winnipeg (1999), Santo Domingo (2003), Rio de Janeiro (2007) e Guadalajara (2011).

Célia, que também esteve no elenco campeão em Santo Domingo (2003), República Dominicana, comemora duplamente a conquista de 2015. A ponta direita da Metodista voltou a ser convocada pelo técnico Morten Souback há pouco mais de um ano, depois de ter ficado três anos sem ser convocada. A última participação da jogadora pela Seleção foi no Sul-americano de Handebol de Medellín, Colômbia, em 2010, que aliás, o grupo perdeu na final para a Argentina. O retorno não poderia ser melhor, com mais uma medalha nos Jogos Pan-americanos e sobre as “hermanas”.

“Isso é coroar todo um trabalho que tenho feito no clube e toda a dedicação, tudo o que abdiquei e me esforcei durante esse período, que me colocou de volta na Seleção, podendo defendê-la no Pan-americano. É muito gratificante ter esse reconhecimento do técnico”, disse a atleta.

Um dos aspectos que Célia acredita que trouxe a conquista do título no Canadá foi a união do grupo. “O clima estava muito gostoso entre as jogadoras. Fomos muito companheiras e quando o grupo é assim, unido, as coisas fluem e isso também nos fez jogar bem”. Ela também atribui ao trabalho de Souback o resultado atingido. “O Morten tem o grupo na mão. Ele ‘roda’ todo o time, coloca todas as jogadoras para atuar e isso deixa todo mundo com ritmo. Assim, ele sabia que podia contar com todas e isso também gerou um clima de confiança entre nós”.

No dia 25, foi a vez da Seleção Masculina levar a medalha dourada, mas não sem antes passar por uma partida dramática. Para começar, a Argentina também foi o adversário do Brasil na final do Pan de Guadalajara, México, em 2011 e levou a melhor naquela ocasião. No reencontro, com gosto de revanche, o jogo foi difícil e terminou empatado no tempo regulamentar, deixando a decisão mais tensa ainda, com a questão sendo resolvida nos dez minutos extras, quando o time brasileiro conseguiu dar o troco no selecionado vizinho.

Diogo foi o jogador que provavelmente mais sentiu o peso da prorrogação. O central da Metodista teve a chance de encerrar o duelo antes do tempo extra. Quando faltavam seis segundos para terminar a etapa final do tempo regulamentar, com o placar em 24 a 24, o Brasil tinha um lance de sete metros (equivalente ao pênalti no futebol) a seu favor. Coube a Diogo, que acertou todos os dez lances de sete metros que havia cobrado durante a competição, três deles nesta mesma final, fazer o arremesso que acabaria com a partida, mas o goleiro argentino Matias Schulz dessa vez defendeu.

“Foi como se tivesse o mundo nas minhas costas e, de fato, eu não conseguia assimilar na hora. Vivi dez minutos de terror na prorrogação, não que eu seria o único responsável pela derrota se tivéssemos perdido, mas tive a chance de colocar o Brasil como campeão no tempo normal e isso ficou na minha cabeça. Mas éramos uma equipe e conseguimos reverter a situação e sair campeões”, lembrou o jogador.

Mas Diogo, assim como todos seus companheiros e torcida, prefere ter na lembrança o empenho que teve de modo geral – ele foi o artilheiro daquela partida com seis gols, junto de Thiagus Petrus – a superação no tempo extra e a boa campanha da seleção. “Quando o jogo já estava nos últimos instantes (já na prorrogação), o Zeba acertou um lance de sete metros e foi quando abrimos, enfim, dois gols de vantagem. Ainda deu tempo de a Argentina fazer um arremesso no contra-ataque, mas o Maik (goleiro) defendeu e o Teixeira ficou com o rebote e ainda recebi a bola e a segurei nos últimos segundos e, então, ouvimos o apito final e pensei, aliviado, que tudo aquilo tinha passado”.

“São poucos os que têm esse privilégio, pois este é o terceiro Pan que o Brasil conquista no masculino e é uma honra participar disto, porque não é uma coisa qualquer”, comemorou Diogo, que ainda completou, dizendo que “o grupo que disputou esta edição estava bem e forte. Tínhamos duas gerações ali e mais o Maik, que era o mais velho de todos. Depois dele vinha a minha geração, o grupo que era a Seleção no Mundial de 2003, e o pessoal que disputou o Mundial de 2009. É um pessoal que se conhece há bastante tempo e isso, com certeza, foi um fator que nos levou a vencer”.

Já em casa, tanto Célia, como Diogo são unânimes na hora de dedicar as medalhas, dizendo que “seria uma injustiça nominar pessoas, pois são muitas ao nosso redor que nos apoiam”, como afirmou Diogo, que ainda agradeceu ao clube, a Metodista/São Bernardo, aos familiares, esposa e filha, “além de todos os que me dão suporte. Mas também dedico a todos os que torcem por mim e torceram por nós”. Célia ainda dedicou o ouro "à luta diária, junto a todas as pessoas que nos ajudaram a estar aqui hoje".

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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