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Servidores buscam aprimoramento com curso de Gestão Pública

16/12/2014 13h21

Quase dois-terços (61%) dos alunos de Tecnologia em Gestão Pública da Universidade Metodista trabalham na administração pública e buscam na graduação aprimoramento para alavancar a carreira.

A pesquisa foi conduzida pela coordenadora do curso, professora Sibelly Resch, e mostra também a preocupação em estar capacitado profissionalmente seja da parte de quem já é servidor público ou de quem quer entrar na área: 28% dos alunos declararam que desejam aprofundar conhecimentos na área pública visando a prestar concurso e 12% objetivam redirecionar a carreira para outras áreas públicas. Pelo menos 9% têm outro curso superior e 62% estão na faixa dos 31 a 50 anos.

Os módulos que mais despertam interesse ao longo do curso são Gestão Pública no Brasil, Direito Constitucional, Política Pública e Gestão Organizacional e de Pessoas. O levantamento também indica que, dos alunos que trabalham na administração pública, predominam os que estão no Executivo (64%) e, destes, os que atuam no governo municipal (63%).  

                     

     

            

O curso superior de Tecnologia em Gestão Pública da Universidade Metodista de São Paulo tem duração de dois anos e é ministrado em sistema EAD (Educação a Distância), atraindo alunos de todo o País. Já formou mais de 700 profissionais. Além da praticidade para quem busca aperfeiçoar a formação acadêmica e não dispõe de tempo para locomoção, o perfil da EAD mudou de dinâmica com a facilidade de acesso a videoaulas proporcionada pela web e por softwares que simulam várias teorias, cita a professora Sibelly.

Levantamento recentemente divulgado pela Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância) apurou que em 10 anos a quantidade de alunos na área cresceu 23 vezes. A oferta de vagas diversificou — saltando de 8 para 84 cursos. Os 4 mil formandos de então alcançam hoje 161 mil. Em 2003, a EAD contabilizava 50 mil matrículas —1,3% do total da graduação. Em 2013, foram 1,15 milhão — 15,7%.

"É uma tendência mundial e irreversível. As empresas também estão investindo em treinamento a distância, em cursos corporativos. Elas estão acreditando nisso", diz Ivete Palange, consultora da Abed.

Na Universidade Metodista de São Paulo, 24% dos alunos que atuam na gestão pública ocupam cargos de assistente, 14% são técnicos e 6% são gestores. Saúde e Educação empregam a maioria (18%), seguidos de Segurança (15%) e Transportes (6%).

Governos eficientes                 

Um funcionalismo público capacitado é quesito básico para bons governos, aposta o economista Valdemir Pires, professor do curso de Administração Pública da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara. Em recente artigo no portal da Universidade do Estado de São Paulo, ele lamenta que a boa formação de agentes públicos é tema pouco frequente nas campanhas eleitorais no Brasil.

“Com uma equipe mal dimensionada, mal preparada ou insubordinada, não há bom governo possível, mesmo com abundância de recursos materiais e financeiros. De fato, o principal insumo da atividade governamental são as pessoas disponíveis para realização das tarefas da administração pública: elas devem estar disponíveis em quantidade suficiente, estando bem preparadas, sendo adequadamente alocadas e envolvendo-se com responsabilidade e compromisso com seus fazeres. Por isso, plataformas eleitorais ou planos de governo que não proponham nada com relação a este tema não podem ser levados a sério, mormente num país em que a administração pública, enquanto estrutura, precisa ser repensada e readequada, não obstante as ondas reformistas recentes”, escreveu o professor.

Segundo Valdemir Pires, é provável que muitos dos atuais governantes sequer tenham conhecimento do que ocorre há pelo menos 10 anos na formação de profissionais para a administração pública. Há uma verdadeira revolução silenciosa, afirma.

“Em 1995, havia no país 13 cursos de graduação em Administração Pública, com baixa capacidade de atração de candidatos; em 2013, os cursos chegam a mais de 200, envolvendo quase 50 mil alunos. Além disso, eles deixaram de ser apenas cursos de Administração Pública, surgindo cursos de Gestão Pública, Políticas Públicas, Gestão de Políticas Públicas, Gestão Social e outros. A ponto de recentemente surgirem Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) próprias para eles (Resolução CNE/CES 01, de 13 de janeiro de 2014)”, elenca o professor.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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