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Modelo de governabilidade esgotou e população se afasta do poder, diz cientista político

Ex-aluno de Gestão Pública diz que população não é atraída a participar nem políticos respondem às demandas sociais

17/08/2015 22h05 - última modificação 18/08/2015 19h22

Mesmo sendo uma democracia representativa, em que a população elege grupo de pessoas para agir em seu nome, é cada vez maior no País o fosso que separa a classe política dos brasileiros. Instituições públicas que não sabem responder às demandas sociais, minorias tomando decisões que afetam milhões de pessoas, muitos partidos e pouca ideologia, promiscuidade entre poder público e iniciativa privada, além do individualismo da população – que a afasta de participar das esferas de poder – ajudaram a esculpir a mais nova crise institucional.

“Em junho de 2013 tivemos os protestos de rua contra a qualidade dos serviços públicos e contestando as instituições. Mas não foram suficientes para formar uma consciência social, já que não fizeram crescer o número de brasileiros que participam dos Conselhos Municipais de suas cidades nem aquelas reclamações se tornaram pautas públicas – a saúde, o transporte e a educação continuam ruins”, exemplifica Rodrigo Paixão, cientista político e ex-aluno de Gestão Pública, que comandou dia 14 último a aula magna do curso no segundo semestre.

Segundo Rodrigo, há um grande vazio de representatividade – seja da classe política seja da população, porque ambos se entregaram ao distanciamento absoluto. Os políticos, porque a baixa mobilização da sociedade civil os coloca numa zona de conforto; os brasileiros porque entendem que o modelo se esgotou. Rodrigo Paixão é vereador em Vinhedo (SP) e historiou que desde a transição colônia-Império, escravatura, Revolução de 1930 e golpe militar de 1964 o Brasil é levado a rupturas, crises e sensação de que não há saídas.

Estado patrimonialista

O resultado disso é que o Estado patrimonialista aumenta de tamanho na mesma proporção da má relação entre política e população. A seu ver, há caminhos para aproximar os brasileiros das instituições que os representam, começando por ampliar a transparência do setor público -- o que incomoda quem sempre tirou proveito de informações escondidas – e por aperfeiçoar a representatividade política por meio de uma reforma que fortaleça os partidos, e não que acabe com eles. Rodrigo Paixão classifica de “absurda” a personalização do poder em uma única figura, como ocorre com os presidentes da Câmara e do Senado, “algo impensável em outras democracias”.

O ex-aluno da Metodista também exorta a população a ser mais participativa, já que dispõe de instrumentos para isso, como plebiscitos, referendos, ações de inconstitucionalidade e propostas de projetos de lei. Ele entende ainda que se deveriam abrir canais mais fáceis de denúncias, para que o brasileiro se sinta atraído a fazê-las. A aula magna, cujo tema foi “Governabilidade: Entre o Executivo e o Legislativo”, foi seguida de blocos de perguntas dos alunos, intermediadas pela coordenadora do curso, professora Sibelly Resch.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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