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Instituições fazem a diferença no progresso das nações, explica palestrante no curso de Gestão Pública EAD

Professora da FGV também condicionou o crescimento econômico a instituições inclusivas

16/08/2017 22h10 - última modificação 16/08/2017 22h09

Prof.Joanna Douat e o coordenador de Gestão Pública EAD, Vinícius Schurgelies

Nem clima, nem localização geográfica, tampouco a religião ou a ignorância dos mandatários explicam a prosperidade de algumas nações diante da pobreza de outras. São as escolhas políticas e institucionais as grandes matrizes do progresso econômico e do bom padrão de vida dos países. “Não à toa a lista dos mais ricos e mais pobres continua a mesma desde a Revolução Industrial, ou seja, há 150 anos”, pontuou professora Joanna Douat, da Fundação Getúlio Vargas, na aula magna do 2º semestre do curso de Gestão Pública a distância da Universidade Metodista de São Paulo, em 11 de agosto.

Tomando como base a obra “Why nations fail” (Por que as nações falham?), do economista Daron Acemoglu e do cientista político James Robinson, a professora incluiu no rol de instituições que traçam o destino de uma nação desde o Congresso e o ordenamento de leis até políticas públicas, comportamento social dos cidadãos, igrejas, escolas e policiamento, entre outros. E condicionou o crescimento econômico a instituições que sejam inclusivas, em que a população faz parte.

“Entenda-se como inclusivas as instituições que contemplam o direito de propriedade, uma Justiça confiável, serviços públicos de qualidade, estímulo à economia e a um ambiente de educação e inovação. No oposto, temos instituições extrativistas, em que a riqueza está concentrada na elite política e econômica e na exploração da maioria”, definiu Joanna Douat, doutoranda em Gestão Internacional com ênfase em Comportamento do Consumidor e mestre em Gestão Internacional. Ela falou a alunos da Metodista no módulo Economia, Poder e Cultura na Governança Local.

A hipótese de o clima e a geografia serem determinantes na desigualdade social é descartada pelo exemplo das cidades fronteiriças Nogales (Sonora, México) e Nogales (Arizona, EUA). Têm a mesma área geográfica e a mesma herança cultural, separadas por apenas 5 quilômetros, mas a cidade americana apostou no planejamento e progresso econômico. Sua renda familiar é de US$ 28 mil, contra US$ 10 mil da irmã mexicana.

A hipótese de a religião determinar o crescimento de uns e as falhas de outros também não se sustenta, segundo expôs a palestrante, citando que Inglaterra (protestante), Itália e França (católicos) são países igualmente prósperos. “O raciocínio vale para o fator da herança cultural: tanto Estados Unidos quanto Canadá foram colônias inglesas, semelhantes à pobre Serra Leoa, na África”, apontou.

A importância das instituições para o progresso econômico tem nos EUA um grande exemplo: os colonizadores ingleses perderam 90% de suas forças para o frio e a fome e em 1720 decidiram vender terras para qualquer interessado. Logo surgiram 13 colônias e, como proprietários, começaram a se estruturar com governos e assembleias. Em 1788 já possuíam suas Constituições. “Já no Brasil, ainda éramos império”, lamentou.

Inclusão e inovação

Se a chave está nas instituições, por que não mudar? A professora de Economia da FGV diz que a tarefa não é simples: “Pessoas que controlam a política e essas instituições se beneficiam delas e não querem sair”, respondeu.

Joanna Douat também tomou os apontamentos do economista Daron Acemoglu e do cientista político James Robinson sobre como as escolhas políticas e institucionais elevam a qualidade das nações enfatizando que essa prosperidade depende, sobretudo, da inclusão das instituições econômicas e políticas. As instituições são "inclusivas" quando muitas participam de decisões políticas, ao contrário de países onde pequeno grupo controla instâncias políticas e não está disposto a mudar.

Os autores de “Why nations fail?” argumentam que um estado democrático e pluralista em funcionamento garante o estado de direito. Também apontam que as instituições inclusivas promovem prosperidade econômica porque fornecem estrutura de incentivo a talentos e ideias inovadoras. Já instituições “extrativistas” estão no lado oposto, pois permitem que a elite governe e explore os outros. Nações com histórico de instituições extrativistas não prosperaram porque empresários e cidadãos têm menos incentivos para investir e inovar.

Professora Joanna Douat citou que as duas instâncias – política e econômica – devem estar sintonizadas para uma nação ter prosperidade sustentável. Citou o exemplo da China que, apesar do invejável desenvolvimento econômica, é governada com mãos de ferro pelo Partido Comunista.

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