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Exigência por governo eficiente e idôneo faz crescer importância do gestor público, diz especialista

Aula magna do curso de TGP trouxe presidente da Sociedade Brasileira de Administração Pública

16/08/2016 20h10 - última modificação 16/08/2016 20h36

Gestor deixou de ser burocrata e passou a ser gerente, diz Fernando Coelho, recebido pela coordenadora do curso, prof. Sibelly (foto Malu Marcoccia)l

A crise moral que afeta boa parte do Estado brasileiro e o crescimento do controle social por meio de cobranças da sociedade por administrações públicas com substância abrem oportunidades jamais vistas para a carreira de gestor público. Cada vez mais governantes e políticos precisarão cercar-se de profissionais competentes, até mesmo para cargos de livre provimento, acossados pela Lei de Responsabilidade Fiscal, de um lado, e pelas exigências dos brasileiros por mandatos e políticas públicas eficientes, transparentes e idôneas, de outro.

“Políticos precisam apresentar resultados, sobretudo os gestores, porque estão incomodados com a eficiência da educação em suas cidades no ranking do Indeb, o planejamento urbano com responsabilidade socioambiental, a crise que reduz arrecadação e exige ações mais estratégicas e racionais. Nos próximos 10 anos abre-se um mercado imenso para secretários municipais e outras subfunções de gestão pública altamente profissionalizados”, previu Fernando de Souza Coelho, presidente da Sociedade Brasileira de Administração Pública, ao falar na aula magna do curso de Gestão Pública da Universidade Metodista de São Paulo na noite de 12 de agosto. Segundo ele, estudantes de GP estão na crista da onda e a graduação “é a prancha para surfar”.

Doutor em Administração Pública e Governo pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (EAESP-FGV), com aperfeiçoamento em Desenvolvimento Local, entre outras especializações, Fernando Coelho entende que foi-se o tempo em que gestão pública era meramente a máquina estatal. Há hoje o que se chama de Estado-rede, ou seja, o horizonte aberto a partir das relações que o Estado passou a ter com o 2º e 3º setores (iniciativa privada e entidades não governamentais), além de organismos internacionais. Novas veredas também se abrem com o denominado setor 2-e-meio, representado pelos negócios sociais, e pela academia na figura de professores e pesquisadores.

“Todos esses braços são mercados de trabalho em aberto. O gestor público deixou de ser o burocrata que predominou até meados dos anos 1960, ancorado em normas e procedimentos, para assumir um perfil técnico-político, que passou a articular e a negociar processos e conflitos”, definiu o dirigente, que discorreu sobre o tema “Profissão de gestor público no Brasil: formação acadêmica e inserção profissional”. A mudança de atuação na carreira se deu sobretudo a partir da Constituição de 1988, que transformou o então Estado desenvolvimentista em Estado provedor, regulador e indutor. Os direitos sociais garantidos pela Constituição foram transformados em políticas públicas e a gestão deu origem ao que se conhece hoje como governança pública.

Gestor-gerente

O presidente da Sociedade Brasileira de Administração Pública explicou que o conceito policêntrico da gestão pública decorre de quatro grandes áreas do conhecimento com as quais guarda relação e que lhe fornecem ferramentas de ação: direito, ciências sociais, administração e economia.

Dentro do novo perfil técnico-político da profissão, Fernando Coelho destacou 3 grandes subfunções de atuação hoje em evidência: o gestor organizacional, o gestor de políticas públicas e o gestor social. O primeiro atua como gerente dos processos administrativos, com intervenções em atividades-meio como recursos humanos, tecnologia da informação, orçamento e logística, entre outras. O segundo é espécie de gerente de programas governamentais, atuando na implementação de políticas de educação, saúde e segurança, por exemplo. E o gestor social é o responsável pela interlocução entre a administração e a sociedade, debruçando-se sobre iniciativas socioambientais, de associativismo e conselhos participativos. “Faltam profissionais para todas essas áreas”, encorajou o dirigente na exposição aos alunos da Metodista.

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Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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