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Divisão geográfica limita igualdade racial na África pós-apartheid, explica antropólogo

Especialista em Políticas Públicas falou no encerramento do semestre do curso de Gestão Pública

26/06/2017 18h17

Marcos Toffoli foi recebido pelo coordenador do curso de Gestão Pública, prof. Vinícius Schurgelies (Foto Malu Marcoccia)

Não bastaram a brutalidade da separação de seres humanos pela cor da pele durante 46 anos nem a tentativa de pacificação entre brancos e negros por meio da principal vítima desse período, o líder rebelde Nelson Mandela, preso durante 27 anos. O passado ainda está bastante presente na África do Sul atual, onde o fim do apartheid não ocorreu como preconiza o ano de 1994 e só reforça que esses dois mundos jamais se tocaram.

“Os bairros continuam divididos geograficamente entre centros brancos e periferias negras, assim como o país mantém a segregação de populações negras em cidades chamadas homelands, que abrigam os nativos. Por mais que haja escolas mestiças, os espaços sociais limitam a interação racial”, explica o antropólogo Marcos Toffoli Simoens da Silva, que estudou in loco o país para seu mestrado e falou no encerramento do semestre do curso de Gestão Pública a distância da Universidade Metodista de São Paulo, na noite de 23 de junho. Ele falou sobre “África do Sul pós-apartheid e a construção da igualdade racial” dentro do módulo de Políticas Públicas.

Segundo o especialista, o que impede a África do Sul de avançar para uma sociedade mais igualitária é a definição essencialista de raça, segundo a qual cada grupo deve viver em um universo próprio diferente dos demais. Essa cultura arraigada mantém vivo o principal marcador do regime segregacionista que durou de 1948 a 1994 e que reservava à minoria branca de 17,5% da população condição social e econômica superior à esmagadora maioria de 70% de negros. Os brancos detinham os melhores empregos, total acesso à educação e moradias em condomínios de luxo – cenário que persiste hoje.

Nova identidade

Desracializar a nação e criar uma nova identidade baseada na diversidade, como sonhava Mandela, ficaram só na letra da nova Constituição. “Mudou o poder político, mas a estrutura econômica é a mesma. Os brancos dominam 80% do território sul-africano, o mais rico do Continente, e a maioria negra está confinada em 13% das terras”, exemplificou Marcos Toffoli, bacharel em Ciências Sociais, mestre em Antropologia Social, pesquisador associado do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP) e especialista em políticas públicas com atuação voltada para coordenação e monitoramento de projetos estratégicos em segurança pública.

Mesmo com políticas afirmativas que contemplam negros com cotas de empregos e leis que agora permitem casamentos mistos, o critério étnico-racial ainda é o principal cordão social que mantém vivo o sistema de dominação racial, expôs o palestrante, que também falou da alta criminalidade e de registros de estupros no país.

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