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Desigualdade ainda é o grande desafio do Brasil, afirma especialista em história e gestão pública

Professor da Unifesp fez uma cronologia da formação econômica no curso de Gestão Pública EAD

15/12/2017 16h32

Prof. Stanley: concentração fundiária e globalização também impactam políticas de bem-estar social

Nem os ciclos da cana, café e ouro na época colonial ou a ferrovia como fator desenvolvimentista no Império, nem a política de nacionalização da produção da Era Vargas ou o plano de 50 Anos em 5 do governo JK, sequer o milagre econômico do regime militar ou a sucessão de seis planos econômicos que mudaram a moeda várias vezes culminando com o real, nada – ou quase nada – alterou uma grande feriada aberta no Brasil: a desigualdade social e de renda.

A esse desafio histórico somam-se novos agravantes como o desemprego atual atingindo 13 milhões de brasileiros, o envelhecimento da população demandando mais complexidade em saúde e mais recursos da previdência, a ampliação de direitos em educação e moradia e, na outra ponta, um orçamento estatal cada vez mais comprometido com gastos “carimbados”.

“E então volta o velho questionamento de termos um Estado mínimo, só regulador, ou um Estado grande, provedor em todas as frentes da comunidade. Acho que o ideal é o equilíbrio: nem deixar tudo solto, fazendo concessões sem critérios de serviços públicos para ter uma intervenção mínima, nem abraçar e prover tudo. Acho estratégico o Estado explorar o petróleo, mas precisa ter posto combustível?”, questiona o professor Stanley Plácido da Rosa Silva, que historiou as transformações econômicas do Brasil na aula de encerramento do semestre de Gestão Pública EAD, na noite de 8 de dezembro.

Segundo ele, o fundamental é a promoção de uma política de desenvolvimento que contemple a todos, garantindo a vida e a livre iniciativa e também o bem-estar social. Desde o Brasil colônia, o que se viu foram períodos de crescimento econômico sem desenvolvimento social, ou seja, sem geração de riqueza para todos, expôs professor Stanley, especialista em História do Brasil Pós-1930 e em Gestão Pública, e docente em cursos de especialização em Gestão Pública Municipal e Gestão Estratégica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A seu ver, duas outras ocorrências impedem o combate à desigualdade brasileira: a concentração fundiária também histórica e pouco enfrentada e, mais recentemente, a globalização econômica fazendo com que qualquer instabilidade internacional impacte no mercado interno.

10% cada vez mais ricos

Dois estudos divulgados neste início de dezembro endossam o problema da diferença de classes no Brasil. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) anunciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil encerrou 2016 com 24,8 milhões de brasileiros vivendo com renda inferior a ¼ do salário mínimo por mês, o equivalente a R$ 220. O resultado representa um aumento de 53% na comparação com 2014, quando teve início a crise econômica no País. Isso significa que 12,1% dos brasileiros vivem na miséria.

Já o World Wealth and Income Database, instituto de pesquisa codirigido pelo economista Thomas Piketty, conhecido pelos estudos sobre desigualdade com a obra "O Capital no Século 21", mostrou que a disparidade de renda no Brasil não caiu entre 2001 e 2015 e permanece em níveis "chocantes": os 10% mais ricos da população aumentaram sua fatia na renda nacional de 54% para 55%, enquanto os 50% mais pobres ampliaram sua participação de 11% para 12% no período. Esse crescimento foi feito às custas de uma queda da participação de dois pontos percentuais dos 40% que estão entre os dois extremos (de 34% para 32%).

A conclusão do estudo é de que o crescimento econômico observado no Brasil no período teve pouco impacto na redução da desigualdade porque foi capturado principalmente pelos 10% mais ricos, que ficaram com 61% da expansão observada no período. Já a metade mais pobre da população foi beneficiada com apenas 18% desses ganhos.

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