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Curso de Gestão Pública ajuda administradores em todo País

19/12/2014 16h55 - última modificação 13/01/2015 13h41

O que transparência em uma escola de Itaquaquecetuba (São Paulo) tem em comum com gestão de pessoas em Riacho Grande (São Bernardo) e com resíduos sólidos em Candeias do Jamari (Rondônia)?

Agentes e administradores públicos em várias localidades do Brasil estão enriquecendo conhecimentos e ações práticas com um importante atalho na formação profissional: o curso de Tecnologia em Gestão Pública da Universidade Metodista de São Paulo, ministrado em sistema EAD (Educação a Distância). Na maioria das experiências vivenciadas por ex e atuais alunos – 61% atuando no serviço público, segundo pesquisa interna --, o curso abre horizontes para que a administração da coletividade se torne mais eficiente e profissional.

Roseli Salvador, gestora na Escola Estadual Condomínio Residencial Village, em Itaquaquecetuba, obteve um ganho pessoal e outro coletivo a partir dos saberes adquiridos na Metodista. Ela desenvolveu projeto de transparência administrativa que foi abraçado pelo grupo diretivo, corpo docente e todos os alunos. O envolvimento foi tanto que também resultou na criação de um site da escola.   

“Com os conhecimentos adquiridos em aula, desenvolvi um projeto de transparência na gestão. A ideia principal do projeto é formar cidadãos conscientes. Preparei aulas sobre orçamento público, ensinei como consultar sites de transparência governamentais, passei a eles os limites legais de gastos e o conteúdo sobre notas de empenho e montagem do processo de prestação de contas. Após a teoria, partimos para a prática, com análise das prestações de contas da escola, elaboração de balancetes e formulação do site”, descreve a gerente escolar. Um relato da experiência e um artigo foram escritos para o Seminário de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (SEPPI 2014).

A próxima etapa da escola estadual de Itaquaquecetuba será a análise das contas municipais, comparecimento à Câmara Municipal para acompanhar a votação da LDO e LOA (Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual, respectivamente) e fiscalização do dinheiro público, adianta a gestora escolar.

A contribuição do curso de Gestão Pública da Metodista também reforçou a vida profissional de Roseli Salvador. Os conhecimentos a ajudaram a passar na prova do mérito da Secretaria de Educação do Estado e receber 35% de aumento de salário. “O curso contribuiu muito para meu desempenho no trabalho, me deu ferramentas para uma melhor gestão dos funcionários, ampliou conhecimentos sobre o modelo moderno de gestão, ajudando a me enquadrar na reestruturação da Secretaria da Educação”, cita a gerente. Roseli deu continuidade aos estudos e hoje cursa MPA (Master Public Administration) também da Metodista.

Responsabilidade com protagonismo     

Já Wagner Lino, advogado e subprefeito de Riacho Grande, em São Bernardo do Campo, cita entre os principais conhecimentos capturados do curso as ferramentas modernas de gestão de pessoas, as quais aplicou na estrutura funcional da administração municipal.

“No último PAP (Plano de Ação Profissional) estudamos de forma detalhada a estrutura da nossa Subprefeitura e temos certeza de que conseguimos ter um ótimo diagnóstico da situação. Construímos propostas para otimizar a estrutura funcional e avançamos do ponto de vista teórico na nossa crítica ao modelo concorrencial de sociedade”, cita o subprefeito, de 67 anos, que já foi vereador na cidade.

Wagner Lino acrescenta que melhorou seu conceito de administração, mas sobretudo reforçou a visão a respeito de formas ultrapassadas de gestão de pessoas que há longo tempo combatia. “Quando falo de métodos antiquados de gestão de pessoas, quero dizer do espírito geral que habita diversas administrações com o slogan ‘Quem tem poder manda e quem tem juízo obedece’. Isso se contrapõe ao sentido do que aprendemos com o termo compatibility, que significa responsabilidade com protagonismo, liberdade de discutir, falar, pensar e agir criticamente em busca de um resultado positivo”.

O subprefeito afirma que procurou o curso de Gestão Pública da Metodista, a princípio, para se disciplinar. Ele se declara um leitor assíduo, de conteúdos abrangentes e temas multidisciplinares. Como o trabalho na Prefeitura exige foco, determinadas questões acabavam sempre em segundo lugar.

“Com o curso, me obriguei a colocar em primeiro plano as matérias curriculares”, afirma Lino, acrescentando: “Minha formação em Direito me ajuda muito, mas a legislação muda rápido e a leitura de todas as novas leis e mudanças constitucionais nos mantém qualificados para os desafios presentes. Além desta ‘obrigatoriedade’ de estudar as novas legislações, pudemos conhecer importantes políticas e programas governamentais. Isto tudo é um grande ganho”, descreveu sobre o curso de Gestão Pública.
Outro exemplo citado pelo subprefeito de Riacho Grande foi a elaboração dos PAPs (Planos de Ação Profissional) de cada semestre, que proporcionam ferramentas teóricas para pensar a prática cotidiana.

Cargos e carreiras     

Foi por meio dos PAPs, por sinal, que o vereador Izídio de Brito Correia, de Sorocaba, São Paulo, diz ter reforçado suas ações sociais nos últimos anos, entre as quais como ex-presidente da ONG Ceadec, que organiza cooperativas para coleta de materiais recicláveis.

Como vereador, ajudou a estruturar a rede CataVida de Sorocaba, que reúne hoje cerca de 300 catadores em um programa de inclusão e renda e que serve de referência para várias cidades brasileiras. “Sonhei com isso no final da década de 1990 e o curso da Metodista me ajudou a participar da montagem de uma rede que caminha para ser uma central de redes no Brasil”, cita ele, ao explicar que entre as bandeiras que abraça está a da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos).

Outro Plano de Ação Profissional do curso de Gestão Pública que vai impulsionar projeto do vereador Izídio Correia é o de Plano de Cargos e Carreiras na Câmara Municipal de Sorocaba. Segundo ele, a pesquisa que realizou para o PAP deste último semestre de 2014 do curso -- de cargos e carreiras na saúde pública -- pretende aplicar no Legislativo de Sorocaba, onde esse tema não é muito debatido.

“Já estabelecemos como porta de entrada a exigência de escolaridade mínima de Ensino Médio. Vamos valorizar a meritocracia estabelecendo possibilidades de ascensão na carreira a partir do crescimento nos estudos, o que pode aumentar os salários de 5% até 35% conforme o grau de conhecimento adquirido. Tenho exemplo aqui na Câmara de uma funcionária que iniciou na copa e, após anos de estudos, está no comando do Cerimonial”, exemplifica.

O vereador Izídio de Brito Correia, 53 anos, termina o curso na Metodista em 2015. Eleito quatro vezes consecutivas presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, ele afirma que sempre se interessou por políticas públicas mas nunca buscou uma graduação superior. “Agora, na Metodista, me chamam muito a atenção os ensinamentos sobre orçamento público, em particular o participativo, e a transparência administrativa. Os módulos abordam temas atuais e de interesse nacional que me dão subsídios para estruturar projetos aqui em Sorocaba, como o Plano Nacional de Educação”, aponta o vereador, eleito pela primeira vez em 2008.

Um dos referenciais do curso de Gestão Pública da Metodista é justamente qualificar o profissional com ferramentas necessárias para análise e prática da gestão pública, como conceitos de ciência política, administração pública, economia, ciclo orçamentário e contabilidade pública, direito constitucional e administrativo, além de ferramentas de planejamento público, como explica a coordenadora da graduação, Sibelly Resch.

Consórcio eliminou lixão          

Foi essa plataforma curricular que também enriqueceu as ações do deputado federal pelo Estado de Rondônia, Lindomar Barbosa Alves, o Lindomar Garçon. Ele cita que quando fez o Plano de Ação Profissional do curso sobre a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) também estudou consórcios públicos. A partir disso, conversou com o prefeito de Candeias do Jamari e conseguiu articular ação conjunta com a Prefeitura de Porto Velho para coleta e destinação do lixo. “Hoje não tem mais lixão a céu aberto lá”, garante.

Segundo Garçon, o que o motivou a entrar para a carreira pública foi atuar em favor da comunidade de Candeias do Jamari, onde iniciou sua trajetória como vereador. Foi presidente da Câmara de Vereadores e prefeito da cidade antes de se eleger deputado federal. Também concorreu à prefeitura de Porto Velho, mas não foi eleito. Foi nesse momento que decidiu cursar Gestão Pública.

“Precisava de mais conhecimento para dar consistência às minhas propostas e para enfrentar o debate eleitoral”, justifica, destacando que muitos momentos marcaram o curso da Metodista, desde assuntos complexos como estudar e entender melhor a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) até coisas simples, como a palavra burocracia. “Achava que se dizia borocracia. Imagine a vergonha num debate falando borocracia", diverte-se.

O deputado afirma que uma das qualidades do curso é que ajuda a pensar políticas públicas com foco no interesse da coletividade. Garçon ganhou em 2003 a etapa estadual do prêmio Sebrae de “Prefeito Empreendedor” com projeto de geração de renda por meio de criação de peixe em tanques-rede. Um grupo de 25 pescadores da Colônia Z-6 forneceu mão-de-obra após um treinamento de 96 horas. O governo estadual entrou com filhotes de tambaquis e a tecnologia, e a Eletronorte com R$ 96 mil para construção e manutenção da estrutura, montada no município de Candeias em apenas 32 dias.

Cada um dos 28 tanques tinha 900 tambaquis, que foram colocados em novembro de 2003 como filhotes de oito gramas de peso e dois centímetros de comprimento, após terem recebido ração especial com teor de 32% de proteína bruta. Em dezembro de 2005, os tanques-redes de Candeias do Jamari bateram recorde nacional de piscicultura atingindo 135,54 quilos de pescado por metro cúbico de água, em torno de 135 mil vezes a produtividade natural do rio Candeias.

O sucesso do programa salvou os pescadores, que passavam dificuldades devido à diminuição do volume e do peso dos peixes

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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