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Mercado de ações não é só para os grandes, dizem corretores em aula de Gestão Financeira

Dirigentes da Lifetime fizeram palestra sobre mitos e verdades do mercado de capitais

15/02/2016 20h15 - última modificação 15/02/2016 20h20

Prof. Klaus (à esq.) recebe equipe Lifetime, que abordou mitos e verdades das bolsas (Foto Malu Marcoccia)

Mesmo com movimentos frenéticos e geralmente na casa dos bilhões, o mercado de ações no Brasil é acessível ao pequeno poupador que dispõe, por exemplo, de R$ 3 mil a R$ 5 mil. E a pecha de que é manipulável devido ao universo restrito de investidores sucumbiu. Grandes investidores – mais da metade estrangeiros – atuam diariamente na BMF-Bovespa, o que significa que têm os olhos (e os bolsos) sempre vigilantes.

Foi assim, tirando dúvidas e derrubando informações consideradas equivocadas, que dirigentes da Lifetime Investimentos conduziram a palestra “Investindo em Ações: Mitos e Verdades” aos alunos do curso de Gestão Financeira EAD na noite de 12 de fevereiro. Eles mostraram como o mercado de capitais é um ambiente sensível e antecipa-se às nuances econômicas. Desde pelo menos 2010 as ações andam em baixa porque farejaram o tombo da economia brasileira a partir de 2015.

“Quando a economia patina, a bolsa não sobe e o investidor fica com medo da gangorra financeira. A bolsa antecipa cenários. Mesmo nos tempos bons do real, na década de 2000-2010, já se previa que nos anos seguintes a economia cairia e as empresas seriam afetadas. E isso afugenta investidores”, explicou Fernando Katsonis, sócio-diretor da Lifetime.

Em evento encabeçado pelo coordenador do curso, professor Klaus Suppion, que contou com transmissão direta aos alunos a distância, além dos presentes no auditório Capa do polo-sede do Rudge Ramos, a palestra reuniu também Vitor Carettoni, Luis Almeida, Vitor Gustavo e Luisa Tosi da equipe da Lifetime.

Todos querem ganhar     

O mercado de ações no Brasil ainda é restrito por falta de conhecimento. Houve movimento pela popularização entre 2003 e 2008, quando a bolsa apresentava fortes altas, mas de lá para cá o número de investidores diminuiu. A Bovespa chegou a empreender esforço de massificação ao levar para as cidades trailer com equipes e material de divulgação. O intuito era chegar a 5 milhões de CPFs-investidores, conseguiu subir de 300 mil para 500 mil, mas parou por aí.

A ideia de que, por ser um mercado operado por poucos, seja manobrado foi descartada. “Não é mais. Até houve época de manipulação nas décadas de 1980/90, com especuladores como Naji Nahas. Mas hoje a BMF-Bovespa é uma das cinco maiores do mundo, com movimento financeiro de R$ 7 a 8 bilhões por dia. Quando se tem muita gente negociando e pouco mais da metade nas mãos de estrangeiros, é muito difícil qualquer manipulação”, explicou Fernando Katsonis, que ponderou:

“Obviamente uma ação que negocia R$ 50 mil ou R$ 100 mil por dia está sujeita a alguma manobra. Mas as de maior movimento, como as bluechips (que têm mais liquidez e ganhos), que chegam a R$ 40 milhões/dia, contam com grande acompanhamento. No mercado financeiro, na verdade, ninguém é amigo de ninguém, um quer ganhar do outro. Então, dois ou três podem se juntar, mas os demais 30 vão em outra direção”, exemplificou.

Não é possível aplicar diretamente no mercado acionário. Entra-se pela porta de um corretor: independente, ligado a uma instituição financeira ou o chamado homebroker (que conecta via internet usuários ao pregão eletrônico, possibilitando que sejam enviadas ordens de compra e venda através do site da corretora).

Um mito comum é o de que a bolsa é um cassino. Não é, mas pode ser. “Pode-se entrar na bolsa simplesmente para jogar, porém isso não faz da bolsa um cassino. A bolsa é um veículo para investidores e para especuladores também. Entra-se esperando um retorno. Obviamente, como os preços se movimentam de maneira muito forte para cima e para baixo, quem quiser entrar simplesmente para se emocionar e ficar jogando como em uma roleta, pode. Mas ele não vai transformar o mercado em uma montanha-russa porque grandes investidores estão ali fazendo posições de prazos mais longos”, explicaram os dirigentes da Lifetime.

Para o pequeno poupador, a indicação é um fundo de ações ou um ETF (Exchange Traded Funds). Trata-se de um fundo de índices que se espelha justamente em índices e suas cotas são negociadas em bolsa da mesma forma que as ações.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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