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Trabalho voluntário agrega valor ao currículo, dizem especialistas

Ex-aluna de Marketing da Metodista, Roberta Attene atua hoje no 3º setor

26/03/2018 18h25 - última modificação 26/03/2018 18h23

Coordenadora de Gestão de RH, professora Valéria Calipo, recebe palestrantes Roberta Attene e Sílvia Naccache (Foto Malu Marcoccia)

Empresas brasileiras crescem não apenas em trabalhos de responsabilidade social que organizam por iniciativa própria, mas valorizam cada vez mais funcionários que se envolvem com alguma causa do bem. Trabalho voluntário tornou-se espécie de senha que abre perfis de pessoas com valores, que enfatizam a solidariedade e sabem interagir com as diferenças.

“Quando você vai para um plano de carreira ou candidata-se a uma vaga e seu currículo tem as mesmas competências de outros concorrentes, o voluntariado é um diferencial, um critério de desempate”, incentiva Roberta Beatriz Attene, relações públicas pós-graduada em Marketing pela Universidade Metodista de São Paulo. Ela falou a convite do curso de Gestão de Recursos Humanos sobre “A importância do trabalho voluntário e a percepção da responsabilidade social por parte dos recrutadores e empresas”, na noite de 21 de março último.

Segundo Roberta, o marketing de causa é um processo ganha-ganha. Se para um profissional realizar alguma atividade para o próximo resulta em satisfação pessoal e facilita trabalhos em cooperação pelo bem coletivo, para as empresas é interessante ter nos quadros funcionários flexíveis, de fácil integração, que sabem olhar para o outro.

“Várias organizações reservam quatro horas por mês para que o funcionário, durante seu expediente, dedique-se a trabalho voluntário. Há empresas que fazem campanhas de responsabilidade social junto ao público interno ou à comunidade ao redor, como mutirões para construir casas, arrecadar roupas ou mantimentos. Quando o funcionário vê que seu empregador tem essa preocupação, ele enxerga o ambiente de trabalho de outra forma, pois percebe que a empresa não busca só lucro financeiro, mas é socialmente responsável, explicou Roberta Attene, que hoje coordenadora a área de comunicação da Associação Helena Piccardi de Andrade Silva (AHPAS), instituição sem fins lucrativos que há 18 anos atende crianças e adolescentes com câncer.

Segundo levantamento do Instituto Datafolha feito a pedido da Fundação Itaú Social em 2015, 11% da população brasileira são voluntários e um número quase três vezes maior (28%) já realizou algum tipo de atividade formal não remunerada para ajudar o outro em algum momento. Ou seja, cerca de três em cada dez pessoas já realizaram ações voluntárias ao longo da vida.

Cidadão participante

“Hoje o brasileiro tem mais consciência das possibilidades de ser um cidadão que participa ativamente na sociedade, podendo ser um agente de fato de transformação – seja pela própria experiência transformadora, seja pelo impacto que isso causa na comunidade”, reforçou Silvia Naccache, também palestrante no evento do curso de Gestão de RH, ao mostrar o amplo leque aberto ao voluntariado, desde recolhimento de lixo em rios ou plantio de árvores em área urbana, aos mais tradicionais relacionados a crianças e idosos necessitados ou junto a animais abandonados.

Sílvia trabalhou durante 14 anos no Centro de Voluntariado de São Paulo e hoje atua como consultora no desenvolvimento de projetos de responsabilidade social em organizações civis, espaços públicos e programas empresariais. Seu trabalho mais presente é na Vagalume, que realiza manutenção e atividades dentro de bibliotecas comunitárias na região da Amazônia legal brasileira. São cerca de 160 bibliotecas e 900 voluntários envolvidos.

Sílvia Naccache acha que de forma alguma o voluntariado supre lacunas deixadas pelo governo no atendimento social ou substitui o Poder Público nos seus deveres. “É um complemento, é uma prática de cidadania. Se fosse assim, não teríamos voluntários em países desenvolvidos como Suíça e Noruega. A gente vem como cidadão para cumprir um papel que nos cabe naquele momento: uma atividade solidária, um olhar cuidadoso”, definiu, apontando que o Brasil é o 5º país com maior número absoluto de voluntários do mundo -- seriam 33 milhões de brasileiros com alguma ação no terceiro setor.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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