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Infraestrutura virtualizada barateia custo com computação, pesquisam alunos da Metodista

Ideia é processar todos os dados de uma empresa em um computador poderoso central, que interage com máquinas mais modestas das estações

28/11/2016 19h10 - última modificação 29/11/2016 15h24

pixabay.com

O ritmo alucinante das atualizações no mundo da tecnologia traz a vantagen das novidades e facilidades para o dia-a-dia, mas tem também seu custo. Que não é pequeno para empresas em geral. Pensando no bônus das maravilhas tecnológicas sem o ônus de pagar caro por isso, alunos da Universidade Metodista de São Paulo desenvolveram o que batizaram de Tecnologia de Virtualização, ou VDI (Infraestrutura de Desktops Virtualizada).

Trata-se de centralizar o processamento de informações em apenas um equipamento (servidor principal), enquanto computadores de mesa com configurações mais modestas assumem a função de interagir com o usuário final nos locais de trabalho, sem precisarem ter seus hardwares atualizados a cada necessidade de upgrade da empresa. A substituição de desktops por máquinas virtuais reduz custos de manutenção e ajuda, consequentemente, a produtividade do ambiente corporativo.

“Um software sempre é atualizado pelo fabricante com objetivo de entregar uma solução mais estável e segura aos usuários, além de adicionar novas funcionalidades a eles. Estas atualizações, em contrapartida, acabam exigindo mais do hardware e do sistema operacional. Há um limite para o hardware, o que leva a outro problema para usuários e empresas: custo”, descreve Pierre Diniz, um dos alunos de Sistemas de Informações e Redes de Computadores da Metodista que integra o grupo criador do VDI.

Atualização exige máquinas caras

A ideia do tema para TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) surgiu do alto custo de migração de hardware devido às constantes obsolescências, visto que é necessário trocar a maioria dos equipamentos por máquinas mais novas, mais potentes e mais caras. Conforme pesquisa dos alunos da Metodista, só a troca do Windows XP para o Windows 7, pela qual mais de 250 milhões de PCs passaram, atingiu em média de 835 dólares por estação. Sem falar no consumo de recursos para produção das máquinas, entre os quais materiais de origens fósseis como plástico e silício, energias elétrica e térmica etc.

A tecnologia de virtualização, ou centralização do processamento de informações em apenas um equipamento, possibilita customizar as máquinas virtuais. É possível adequar o poder de processamento dos desktops virtuais de custo reduzido (chamados de Thin Clients) às necessidades de cada usuário com apenas alguns cliques, introduzindo as aplicações que ele precisa somente para suas tarefas. Isso significa poupar recursos instalando programas pesados que ficarão sem uso.

Segundo o grupo idealizador do VDI, a proposta do projeto será melhor viabilizada se implantada com uma solução mista, utilizando as ferramentas vSphere (da VMware) e XenDesktop (da Citrx). O projeto trabalhou simulando as necessidades dos laboratórios de informática de uma IES (Instituição de Ensino Superior) para suportar um parque de até mil máquinas. Mas é adaptável para qualquer ambiente corporativo.

Além de Pierre Diniz Bellotti, o grupo foi integrado pelos concluintes Marlon Denis Dias e Ricardo Devesa, com supervisão do professor orientador Lázaro Pinto.

Veja mais detalhes do VDI (Infraestrutura de Desktops Virtualizada):

1 - Pela tecnologia de virtualização, o equipamento que centraliza as informações fica instalado fisicamente no cliente ou na nuvem, isto é, num servidor remoto?

Pierre Diniz: O TCC que projetamos é uma proposta, na qual elaboramos toda a infraestrutura necessária para que funcione de acordo com o que foi especificado. A ideia é que, caso o cliente aceite, possa utilizar o VDI em um servidor em suas instalações ou contratar servidor externo (no caso, a nuvem) para implementar o projeto. Se seguir as diretrizes que detalhamos, o cliente terá o mesmo resultado em ambos os casos.

2 - Vocês simularam um projeto para suportar até mil máquinas. É possível calcular quanto isso custaria de forma virtualizada e quanto um parque desses custa atualmente de forma “presencial”?

Marlon Dias: Sim, é possível. Porém, tomamos como objetivo mostrar que a implementação da proposta de VDI é viável do ponto de vista técnico e focando na experiência de usuário, onde montamos uma infraestrutura que entregue uma experiência igual ou superior àquela que o usuário tem em um desktop do laboratório de informática.

Para estimar os custos com precisão, seria necessário estudar o ambiente presencial existente e seus custos atuais. Aí sim é possível dimensionar e definir o custo de uma infraestrutura VDI que pudesse atender aos objetivos do projeto. Por se tratar de uma proposta, montamos para que possa ser implantada de forma genérica em qualquer ambiente.

3 - Podem explicar melhor como o processamento é realizado através de um servidor centralizado que armazena máquinas virtuais das estações?

Ricardo Devesa: Vamos pegar como exemplo a máquina que você trabalha (imaginando que seja um desktop). Qualquer ação que você realiza, como abrir um e-mail, por exemplo, passa por uma série de operações dentro do desktop que está do lado do seu monitor. Só depois destas operações é que é mostrado na tela o resultado da ação que você executou. Além disso, dependendo do que você estiver fazendo, pode ser que precise de um computador mais potente (e mais caro).

No nosso VDI, esta parte do processamento que o desktop ao seu lado faz é “terceirizada” para o servidor. A ação que você realiza (abrir um arquivo, ver um vídeo etc.) é enviada como um comando para o servidor centralizado. Este servidor processa o seu comando e retorna para você o resultado, que nada mais é do que uma tela. É mais ou menos como se você estivesse vendo um vídeo e pudesse interagir em tudo nele.

O legal desta solução é que, já que é o servidor que faz o trabalho pesado, você pode trabalhar tranquilamente com um equipamento mais modesto, tendo a mesma experiência de uso de um computador mais poderoso.

4 - Seria uma grande rede e cada usuário acessaria só o que interessa ao seu setor? Isso já não existe? Departamentos de Finanças, por exemplo, geralmente não acessam arquivos do Jurídico.

Pierre Diniz: Não exatamente. O exemplo que você citou é de um servidor de arquivos, onde existem políticas para restringir o que cada um pode acessar. No nosso projeto, esse conceito de segregação por setores vai continuar existindo, mas vamos um pouco além. O que vamos disponibilizar são áreas de trabalho completas, com todos os acessos e programas que sejam relevantes ao curso que o aluno está matriculado na IES que simulamos, inclusive com acesso às pastas como já acontece hoje.

Vamos pegar como exemplo um aluno do curso de Jornalismo e eu, aluno de TI, utilizando a mesma máquina no laboratório de ensino. O aluno do Jornalismo não vai precisar usar no curso dele softwares de desenvolvimento como NetBeans ou o SQL Developer, assim como eu, de TI, não vou precisar do Photoshop ou do After Effects para editar foto e vídeo. Sendo assim, é meio que um desperdício de espaço e recursos instalar programas pesados que ficarão sem uso, concorda?

Na nossa proposta, os programas e acessos da rede serão atrelados ao curso em que o aluno estiver matriculado. Nos dois exemplos acima, quando o aluno de Jornalismo fizer o login no laboratório, ele receberá uma área de trabalho personalizada apenas com as aplicações que necessita em seu curso, incluindo Photoshop, After Effects, entre outras. O aluno de TI, idem. Assim, ambos conseguem ser mais produtivos nas aulas, com computadores otimizados especialmente para suas atividades.

Outro ponto legal a comentar é que as aplicações a serem entregues para o usuário são personalizáveis. Assim, se o aluno de TI precisar do Photoshop por um motivo válido, ele pode contatar o administrador da rede e solicitar a instalação do mesmo, somente para o seu usuário.

5 – Por que as melhores ferramentas para VDI são a vSphere (VMware) e XenDesktop (Citrx)? O que oferecem de facilidade?

Ricardo Devesa: Vamos falar antes do contexto onde estas duas ferramentas entram.Toda solução de VDI do mercado consiste em 2 grandes pilares, digamos assim: o Deliverer, que é quem configura e entrega as máquinas virtuais para o usuário; e o Hypervisor, que fica gerenciando os recursos do servidor que o Deliverer usa. No nosso caso, o XenDesktop é o nosso deliverer e o vSphere faz o papel do hypervisor.

Agora, de volta à pergunta. Estas ferramentas foram escolhidas após estudos que realizamos com base nos dados do Gartner, para decidir qual fornecedor de VDI é mais adequado à nossa proposta. Trabalhamos inicialmente com os três principais: Citrix, Microsoft e VMware.

Depois de escolher os três candidatos, fizemos algumas análises em pequena escala de todos para ver quem se saia melhor em vários critérios técnicos diferentes. Para nossa surpresa, Citrix e VMware empataram. Por isso, decidimos utilizar uma solução mista.

Marlon Dias: No caso das vantagens, o vSphere é um hypervisor melhor por conta da facilidade de gerenciamento dos recursos que o Deliverer utiliza. Ele tem até uma funcionalidade bem legal que faz o balanceamento do consumo de recursos em vários servidores diferentes como se fossem um só, para evitar sobrecarga. E também faz o inverso: se muitos servidores estiverem ociosos, ou seja, pouca gente está usando os laboratórios, ele pode deixá-los em stand-by para economizar energia.

Já o XenDesktop é mais intuitivo do ponto de vista de gestão da rede, com várias telas onde o administrador pode monitorar o ambiente dos laboratórios, configurar equipamentos completos em poucos cliques para o usuário e até prestar suporte remotamente caso necessite. Além disso, a Citrix oferece suporte completo ao vSphere, o que facilita bastante no caso de algum incidente com a rede.

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