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Arranjos baseados em inovação movem a economia, ensina especialista em Design Thinking

Palestra de Paulo Bettio foi promovida pelo curso de Gestão Comercial EAD

13/05/2016 21h57

Erguida sobre um parque industrial de 5,2 milhões de m2, que abrigavam 150 edifícios e 11 mil funcionários, a gigante Kodak não fazia nenhuma previsão sobre seu desaparecimento no dia em que surgiu a fotografia digital. Mas o chão já se abria sob o solo onde seu filme analógico era produzido, nos Estados Unidos. Em pouco tempo, a lendária marca submergiu.

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Paulo Bettio e prof. André Pelarin conduziram aula sobre inovação (Foto Malu Marcoccia)
“Qualquer que seja o tamanho, a empresa quebra se apostar que vai ficar produzindo artigos arcaicos. Em time que está ganhando se mexe, sim”, aconselha Paulo Roberto Bettio, publicitário e administrador de startups, que fez palestra na noite de 12 de maio sobre ‘Inovação - Uma Reação Nuclear’ para alunos de Gestão Comercial EAD da Universidade Metodista de São Paulo. Ele enfatizou um dado surpreendente levantado pela Standard & Poor´s para ilustrar como a velocidade das mudanças pauta atualmente os empreendimentos: 75% das empresas que estarão no mercado em 2020, ou seja, daqui a apenas quatro anos, são desconhecidas do público hoje.

 

“O sapateiro e o alfaiate estão quase extintos, o cobrador de ônibus é substituído gradualmente por cobrança eletrônica e veja o que o Uber está provocando nos taxistas convencionais”, discorreu, ao falar que a economia hoje se move e pensa constantemente em novas formas de arranjos e de relações do trabalho, empurrada pela tecnologia. “A Amazonflex vai balançar com o segmento de entrega de produtos ao investir na economia colaborativa: aproveitar o roteiro das pessoas para levarem artigos até seus destinos”, citou como outro exemplo.

Design Thinking

Para Paulo Roberto Bettio, a saída mais à mão para lidar com esse cenário é a inovação, e a ferramenta mais adequada atende pelo nome de Design Thinking. Ele definiu inovação como pequenos aprimoramentos no que já existe. “Um carro com computação embarcada é a evolução da antiga carroça. E as rodinhas que colocaram embaixo das malas de viagem, calculem como facilitaram nossa vida!”, apontou, para fazer diferenciação entre invenção e inovação.

A inovação deve convergir para 3 frentes: a ideia deve ser tecnologicamente possível, economicamente viável e socialmente importante, ou seja, deve beneficiar os hábitos e estilos de vida. Design Thinking é a ferramenta aplicada a esses processos de criação e gestão, tendo a inovação como ponto central. “A grande inovação no Ipod foi na forma de comercializar músicas pelo Itunes, e não por compactar arquivos sonoros num aparelho diminuto”, citou como mais um exemplo.

Segundo o especialista, pensar fora da caixa – outra máxima da criação – já não é suficiente. “É preciso repensar a própria caixa”, apontou, lamentando que a cultura brasileira não estimula a inovação porque critica o erro, coloca obstáculos às iniciativas diferentes e desconsidera ideias que fogem ao convencional. “Os inovadores de amanhã estão na primeira infância. As crianças fazem 40 mil perguntas nos primeiros cinco anos de vida e temos que incentivá-las e dar respostas a elas”, ensinou.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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