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‘Cozinha de Norte a Sul’ inspira trabalhos de conclusão de Gastronomia em 2016

Apresentações variaram de coxinha de jaca a purê servido em casca de mandioca, todas sob o conceito slow-food

25/11/2016 19h20 - última modificação 28/11/2016 18h26

Profs. Bergamo, Eduardo Lucas e Daniel Nakagawa acompanharam de perto a apresentação dos formandos (Fotos Malu Marcoccia)

Mais uma fornada de boas ideias à mesa e de alunos criativos no preparo de alimentos saudáveis está deixando a Universidade Metodista de São Paulo neste final de 2016. Com o tema ‘Cozinha de Norte a Sul”, 11 grupos apresentaram-se na noite de 24 de novembro em tradicional evento de degustação na praça central do campus Planalto, que lotou de comensais.

Os Trabalhos de Conclusão de Curso se pautaram pelo conceito slow-food que, como o nome enuncia, se opõe ao fast-food. O movimento foi criado pelo jornalista italiano Carlo Petrini e inspira há várias edições os TCCs do curso de Gastronomia da Metodista. “O conceito se alicerça sobre o alimento bom, limpo, justo e sustentável. Bom para o solo e a saúde, limpo porque não deve causar poluição e justo na remuneração, seja para quem produz ou para quem consome. Isso dá a pegada da sustentabilidade”, explica o coordenador do curso, professor Marcelo Bergamo.

Todos os pratos trabalharam essa temática à risca, adaptados à cozinha brasileira não só nos ingredientes utilizados, mas na forma de servir e de comer. O grupo “Mandioca de Cabo a Rabo”, por exemplo, inovou com purê servido dentro da casca da própria pupunha junto a farinha de mandioca salteada, manteiga de garrafa, espuma de tucupi, polvilho azedo e sagu salgado feito na emulsão de urucun. “É uma receita para ser servida como prato principal e até dispensa acompanhamentos”, diz o formando Caio Pitton.

Jaca e maxixe

“Coxinha de jaca” é para fazer a alegria dos veganos. A massa de batata recebe recheio de jaca, cuja consistência é semelhante à do palmito. “Tem muita vitamina, principalmente do complexo B, e é ótimo para substituir a carne”, informa a aluna Gabriela Braz.

Já “Casquinha do Brasil” mistura farinhas de trigo e de milho com canjica e recebe em cima maxixe em conserva, purê de abóbora e generosa porção de quiabo frito. “É muito apetitoso e pode ser servido como canapé”, sugere um dos criadores, Matheus Torres.

Pensando ainda no meio ambiente, o grupo de “Pudim com Biomassa de Banana Verde” caprichou na iguaria. A banana verde é aproveitada em 100%, o que reduz a quantidade necessária de leite condensado para dar a consistência. A massa é acrescida de crocantes e servida na pétala do coração do pé de banana. “Colocamos em cima uma flor comestível, a tagete, para deixar o doce mais atraente e apetitoso”, aponta a formanda Larissa Colonhese.

Todos os trabalhos foram pesquisados e formatados neste último semestre. Também se fizeram presentes pratos tradicionais como acarajé, escondidinho e moqueca de peixe com caju, além de comidas diferenciadas como ravióli sobre queijo meia-cura e preparado de sururu (molusco abundante em Alagoas). Não podiam faltar o sorvete de melado de cana e sucos genuínos de goiaba e maracujá.

Professor Bergamo também destacou o uso de materiais descartáveis pelos alunos e o caráter autossuficiente do evento, pois os ingressos custearam os gastos com o preparo das refeições e o saldo será doado a uma instituição de caridade.

Veja imagens do evento.

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