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Fisioterapia alivia problemas causados pelo ronco

Especialista da Sociedade Brasileira do Sono fala no 8º Simpósio da Metodista

13/09/2018 19h55 - última modificação 13/09/2018 20h20

Mariana Gurgel falou no VIII Simpósio de Fisioterapia da Metodista (Fotos Malu Marcoccia)

Se depender da fisioterapia, o aborrecimento causado pelo ronco pode ser bastante suavizado. Para alívio de quem dorme ao lado de quem sofre com apneia do sono, o fisioterapeuta respiratório ganha espaço entre profissionais que estudam e atuam com distúrbios do sono e tem um aliado nessa empreitada: o CPAP, sigla em inglês da máscara Continuous Positive Airway Pressure, que faz pressão contínua e ajuda a desobstruir as vias aéreas.

“A apneia do sono não tem cura, mas tem tratamento. O fisioterapeuta ajuda a escolher o equipamento, ajusta e programa o paciente, além de acompanhá-lo na adequada adesão ao tratamento, já que esse paciente dorme com a máscara”, explicou a especialista Mariana Gurgel, da Associação Brasileira do Sono, durante workshop sobre “Distúrbios do Sono e Atuação da Fisioterapia” que encerrou na noite de 12 de setembro último o 8º Simpósio do Curso de Fisioterapia da Universidade Metodista de São Paulo.

30% roncam

Levantamento do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) indica que 30% da população sofre de apneia obstrutiva do sono. O CPAP é considerado hoje o tratamento mais eficaz e mais utilizado. São muitas as causas do ronco, indo desde obesidade até problemas na parte anatômica respiratória que podem bloquear as vias aéreas. Cirurgias não são recomendadas devido à eficiência duvidosa, como mostrou Mariana Gurgel.

“Cirurgia existe, mas é discutível, pois em muitas situações o problema volta, mesmo após uma intervenção agressiva que altera o palato. Pode-se mexer no nariz, no desvio de septo, mas apenas para ajudar a função do aparelho CPAP”, citou a palestrante, que falou para turmas do 5º semestre de Fisioterapia e elogiou o workshop da Metodista, apontando que poucas graduações desenvolvem essa temática em detalhes.

O fisioterapeuta respiratório é uma especialização dentro da carreira. Na Sociedade Brasileira do Sono atua ao lado de todos os profissionais que estudam sono, incluindo áreas experimentais básicas, biólogos, técnicos de polissonografia, fonoaudiólogos, odontologistas e médicos.

O ronco pode ser causado por situações temporárias como amígdalas inchadas ou excesso de peso ao redor do pescoço, ou por razões estruturais como formato do nariz, da mandíbula e até o tamanho da língua. O estreitamento ou obstrução da via respiratória provoca a vibração na garganta que gera o ruído do ronco.

Mariana Gurgel citou que as consequências vão desde sonolência diurna e sono agitado até depressão, obesidade, esquecimento, irritabilidade e falta de concentração. Casos mais graves, como de interrupção da respiração até 300 vezes numa noite, podem levar a problemas sérios como doenças cardíacas

Leia mais: Cresce a prática da técnica auricular na fisioterapia, mostra especialista no 8º Simpósio do curso

Veja imagens do workshop: 

Workshop sobre Distúrbios do Sono e Atuação da Fisioterapia”, com Mariana Gurgel, no encerramento do VIII Simpósio do Curso de Fisioterapia

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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