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Estética dos calçados agrava deformação da pisada, alerta fisioterapeuta

16/09/2014 21h35 - última modificação 14/10/2014 14h45

A joanete não é só um fator genético, assim como é mito a crença de que mulheres precisam usar algum tipo de calçado com salto baixo. No outro extremo, a moda das rasteirinhas ou dos saltos altíssimos e sapatos com bico fino tem sido a maior responsável por alterações na curvatura do pé. Calçados assim causam num primeiro momento calosidades e joanetes e, a longo prazo, problemas de artrose, tendinites e desvio de coluna.

O mais surpreendente é que não só as mulheres ignoram o fato, como a quase totalidade dos praticantes de atividades físicas não tem informações adequadas a respeito de seu tipo de pisada. Esse conhecimento é importante para corrigir impactos biomecânicos no organismo, mas tem sido ofuscado por modismos de tênis supercoloridos e nem sempre funcionais ou de sapatos ora com plataformas nas alturas ora totalmente no chão, como as rasteirinhas.

“A população até sabe o que é um pé chato, mas faltam orientação e educação para a importância do pé como a estrutura de toda a anatomia humana”, afirma o professor do curso de Fisioterapia da Universidade Metodista de São Paulo, dr. André Luis Maierá Radl, especializado em fisiologia do exercício e mestre em ciências do movimento.

Dia 13 último, no evento + Saúde promovido pela Metodista no Parque da Aclimação, na Capital, uma triste constatação: nenhum dos 62 frequentadores submetidos à plantigrafia (avaliação do tipo de pisada) tinha conhecimento desse exame. Por meio da impressão da planta dos pés em um papel, semelhante a um carimbo, pode-se traçar a curvatura do arco longitudinal dos pés e fazer diagnóstico da pisada. A partir disso, houve orientações sobre o tipo de calçado e também de exercícios.

Arejado e com amortecedor

 “Calçado não é estética. O importante é que envolva o pé confortavelmente, seja arejado e tenha bom amortecimento”, aconselha o especialista. Dr. André Radl defende a avaliação do arco plantar em todas as academias, a exemplo do exame cardiovascular requisitado previamente, assim como a presença de fisioterapeutas e educadores físicos em parques e espaços públicos onde a população pratica esportes sem orientação.

Não há estudos científicos taxativos sobre a probabilidade de lesões decorrentes da pisada. Mas pesquisas realizadas inclusive por fabricantes de tênis indicam significativas interferências na função postural da pessoa.

Na ciência da Fisioterapia a pisada é dividida em pelo menos três classes. Na pisada neutra, a parte externa do calcanhar toca o chão primeiro. Assim, o resto do pé faz um pequeno giro para dentro, sendo que a distribuição do impacto é mais uniforme. Na pisada supinada (pé calvo), o pé não gira para dentro o suficiente depois que o calcanhar toca o chão. O impacto concentra-se na parte externa do pé, podendo prejudicar as articulações. Já na pronada (pé chato), o pé gira para dentro após o início da pisada. A tendência é sobrecarregar a parte interna do pé, dificultando a estabilidade do corpo.

A equipe de Fisioterapia da Metodista atuou sobre a forma mais simples de medição, que foi a altura do arco (lado interno do pé), mas exames mais sofisticados incluem as alturas da lateral externa e da ponta do pé. Cerca de 10% dos avaliados no evento estavam fora da classificação de pé neutro, ou seja, tinham pés planos, promados ou cavos, o que condiz com a média dos brasileiros. A atividade será reeditada em 27 de setembro, no Dia da Universidade Aberta que a Metodista promove nos campi Rudge Ramos e Planalto.

+ Saúde

Outros três cursos da FacSaúde participaram da 3ª edição do +Saúde, este ano realizado no Parque da Aclimação a convite da Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo.  Foram 45 participantes entre alunos e professores, que realizaram 980 atendimentos diversos. O curso de Biomedicina se dedicou à aferição de glicemia capilar e da pressão arterial. A Nutrição mostrou como avaliar adequadamente rótulos de alimentos e o grupo de Farmácia orientou sobre uso adequado de protetor solar, auto medicação e cuidados com a hipertensão. As equipes vão agora trabalhar sobre médias de idade, PA e glicemia para completar os relatórios, informa Vera Lúcia Morais Antonio de Salvo, coordenadora do curso de Nutrição.

 

  

 

 

 

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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