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Autoconhecimento em lugar de remédios é a saída para o estresse profissional, diz docente e psicóloga

Professora Cristina Hashizume falou de doenças que formam “A Trindade Contemporânea”

21/05/2018 18h00 - última modificação 21/05/2018 19h02

Profs. Ismael Valentin e Cristina Hashizume conduziram o Colóquio Kayrós e Encontro de Professores do 1º semestre

Como a maioria dos profissionais mergulhados em seus afazeres, professores não escapam da depressão, do estresse e da ansiedade que caracterizam a vida moderna. Mas em vez de entregar-se aos remédios como é a tendência mais comum, o melhor caminho é fazer uma autoanálise mais contextualizada e buscar práticas de autoconhecimento como forma de chegar a saídas mais naturais, que respeitem o ciclo humano seja no ritmo da carreira, na alimentação, no trato com as pessoas, entre outros.

“Cabe ao docente abrir mão do uso de medicamentos e de diagnósticos que apenas transformam em doença o medo, o sofrimento, a melancolia e a tristeza, inerentes à existência humana em diferentes momentos da nossa história. Patologizar o social não é um bom caminho para construir saídas para lidar com as intempéries docentes”, recomenda a psicóloga e professora no Mestrado e Doutorado em Educação da Universidade Metodista de São Paulo, Cristina Miyuki Hashizume, que falou na noite de 17 de maio último no Colóquio Kayrós e Encontro de Professores do 1º semestre, promovidos pelo curso de Filosofia e pelo Programa de Pós-Graduação em Educação.

Com o tema “Depressão, Estresse e Ansiedade: A Trindade Contemporânea em Perspectiva”, professora Cristina discorreu que a rapidez na produção, a cobrança do que chamou de “produtivismo”, o controle e intensificação no trabalho docente são fatores que sobrecarregam e colocam o professor-trabalhador numa situação vulnerável. Ela citou estatísticas sobre o uso de psicotrópicos e de afastamentos por saúde mental dos professores.

A seu ver, o excesso no uso de jargões médicos e de uma saúde que impõe valores e moral para justificarem práticas preventivas mostra, em primeiro lugar, interesses econômicos da indústria de medicamentos e, segundo, de controle e de transferência para o paciente das responsabilidades pelo cuidado com a saúde. “A isso chamamos de biopolítica ou controle dos corpos e da subjetividade”, definiu a docente na Pós em Educação da Metodista.

O evento foi aberto pelo coordenador do curso de Filosofia, professor Ismael Forte Valentin.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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