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Turma do matutino faz contagem regressiva para a formatura de teologia

23/08/2016 20h20 - última modificação 25/08/2016 18h17

 

Estudantes do 4° ano de teologia, do período matutino, já estão vivendo momentos de expectativa para as cerimônias de formatura que acontecem no segundo final de semana de dezembro. Tem quem esteja contando os dias e repassando para a turma, numa verdadeira contagem regressiva para o culto de envio, da sexta-feira (09).

 

Numa classe bem eclética, o 4° ano matutino abriga alunos e alunas recomendados pela Igreja Metodista, de quase todas as regiões, com representantes da 1ª, 3ª, 4ª, 5ª, 7ª e também da REMNE.

 

 

Além dos metodistas, a classe agrega estudantes vindos da Assembleia de Deus, Igreja Batista, Igreja Católica e Igreja evangélica Cristã Presbiteriana. A diversidade de denominações não impediu o entrosamento da turma que, em sua grande maioria, vem estudando junto desde 2013.

 

Este momento de “quase” formatura também tem aproximado mais a turma no sentimento geral de gratidão a Deus, de expectativa pelo que virá, de vontade de continuar estudando, conhecendo. A maioria é ou está na caminhada pastoral, mas vê no estudo da teologia um diferencial para as necessidades da Igreja na atualidade. A foto para o convite já foi feita e alguns alunos e alunas falaram um pouco do sentimento deste tempo.



 

 

 

 

Do Ministério de Madureira, da Assembleia de Deus, de campos diferentes, um presbítero e dois evangelistas, estão entre os formandos. Wallisson José Inocêncio Silva, congrega em Diadema e entende que cresceu nesse tempo de estudos.  “Ao longo desses quatro anos eu cresci como cristão e como pessoa. E espero poder  continuar crescendo e fazendo a obra de Deus com mais qualidade e ajudando mais pessoas”. Hoje Wallisson é presbítero, professor de EBD, trabalha com ministério de música, mas seu alvo é o pastoreio. “Meu objetivo é pastorear uma das igrejas do meu campo”. Para isso, segundo ele, só está faltando o tempo de Deus.

 

 

 

 

 

 

 

Ivanildo Pereira Maciel, é evangelista, o que na Assembleia de Deus já é sinônimo de exercício de funções pastorais. Ele está no campo de Santo André, na Vila Alzira. Quanto ao tempo da faculdade, Ivanildo resume numa palavra: “Crescimento”. Para ele, ao entrar ba faculdade, todo mundo entra nesse processo de crescimento em todas as áreas. “Eu tenho pensamento de prosseguir os estudos, com um possível mestrado, mas são planos para o futuro. No momento eu penso em concluir esse curso e aplicar o que aprendi no meu ministério pessoal, na minha igreja.”

Esta é a segunda vez que Ivanildo inicia a faculdade de teologia. A primeira vez ele iniciou em 2008, mas teve que parar de estudar. “Eu tive o privilégio de ser aluno do Dr. Milton Schwantes, mas em 2008 eu tive um câncer, por isso tive que parar os estudos.” Retornando a faculdade em 2013, Ivanildo tem nessa formatura um troféu. “O sentimento é de vitória, de um objetivo alcançado. Isso aí é um sonho que eu sempre tive, desde quando eu me converti. Sempre vi a universidade Metodista como a Top de São Paulo. Demorou, mas estamos chegando ao final.”

 

 

 

Gedielson Maciel da Rosa também é evangelista, mas no campo de São Caetano do Sul. Ele já trabalhou com adolescentes, agora lidera jovens num campo com 70 congregações e vê como tempo crescimento esses quatro anos. “Minha trajetória aqui na faculdade, posso dizer que foi de muito crescimento e aprendizado, tanto com os professores quanto com os alunos, com debates, conversas. Minha expectativa para os próximos anos é continuar trabalhando com a juventude, levando eles a seguir o Evangelho de Cristo e a vontade, sim, é de pastorear a igreja, mas acredito que isso leve ainda uns dois ou três anos. O sentimento hoje, terminando o curso é de missão cumprida, conseguir. O ano passado foi difícil, deu vontade de parar, mas graças a Deus estamos conseguindo terminar.”

 

 

 

 

A católica Fabíola Weber Salim, já cursou outra graduação e aproveitou esse tempo para fez duas outras especializações, uma sobre cultura judaico-cristã, história e teologia e a outra, especialização em ensino religioso. Pensando numa frase para resumir esses quatro anos, Fabíola citou João 8.32: e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.

“A sensação, terminando o curso é a de que eu me tornei um ser humano melhor, e eu faria tudo de novo. A minha sensação terminando o curso eu diria que só está começando.”

Parar de estudar não passa pela cabeça de Fabíola. “Vou me preparar para fazer a prova do mestrado porque eu quero fazer pesquisa nessa área. Eu gosto muito, então, já que na minha igreja a gente (mulheres) não tem muito espaço ainda, né....”  Com dois filhos, de 12 e 6 anos, Fabíola diz que a entrada na faculdade, com certeza, mudou a rotina de casa, mas a família toda entrou no ritmo.  “Quando a gente faz o que gosta a gente fica mais feliz e reflete em todo mundo então ... o pequenininho pega livro, fica do meu lado (risos). Não foi fácil, mas a casa inteira entrou no ritmo”.

 

 

 

O pastor acadêmico Carlos Sousa de Oliveira, veio de Salvador com a esposa e um, filho, mas vai voltar para a REMNE com mais uma componente da família, a pequena Rafaela que está competindo com a formatura, porque vai nascer entre o final de novembro e o início de dezembro. “Minha expectativa é pastorear na minha região, esperando que tenha uma nomeação para que eu possa desenvolver tudo o que eu aprendi aqui na FaTeo. O sentimento, hoje, é de alegria, por saber que eu pude expandir aqui o meu conhecimento, e que se não fosse Jesus, nada disso teria acontecido, e eu nem teria conhecido todas essas pessoas aqui. Tudo isso é decorrente do Evangelho, mas a minha alegria, esse ano especialmente, vai se completar com a chegada da Rafaela que está prevista para nascer bem pertinho da formatura. Eu tenho que estar com o coração preparado para aguentar tudo isso.”

 

 

 

Da 3ª Região o pastor acadêmico Gabriel Prado Ramos foi recomendado pela IM em Arthur Alvim, aceitou o desafio episcopal e pastoreou a comunidade em Guaianazes de agosto de 2013 até o final do ano passado, e hoje, compartilha o pastoreio com um presbítero, na IM do Jardim Colorado.

Ramos entende que esse foi um grande desafio. “Desde o primeiro ano, junto com a faculdade você estudar e pastorear é bem diferente. Agora, estou contando os dias  para o final do curso. Não vou ser hipócrita não, estou contando os dias para o processo de assumir a igreja mesmo, porque o meu chamado é para o ministério pastoral de tempo integral.” Com isso, Ramos fala do processo de estar junto com a família, esposa e dois filhos, morando próximo à igreja local. “Eu entendo que eles terão tempo de mais tranquilidade a partir do ano que vem. Eu creio que eu vou ter um tempo de trabalho maior e a estrutura familiar ajuda muito.” Resumindo o tempo de estudo, Ramos afirma que poderia ser traduzido por “experiência e maturidade.”

 

 

 

O pastor acadêmico Claudinei Sanches Rodrigues é de Arapongas, no Paraná, 6ª Região. Hoje ele pastoreia a congregação metodista em Jd Cambará, Vila Galvão, na cidade de Guarulhos. O filho mais novo chegou aqui com 11 meses, então esse foi um tempo de adaptação para toda a família.  “Pedi demissão para vir pra cá. Eu já trabalhava gerenciando a empresa há mais de 6 anos. Então, foi um desafio e adaptação.” O maior detalhe na questão de adaptação, para Rodrigues foi a diferença de sair de uma cidade do interior, sem nunca ter vindo para a grande São Paulo.   

Para ele, o retorno aos estudos também foi motivo de desafio e adaptação. “Já fazia 21 anos que não estudava, desde quando me formei em contabilidade”. Rodrigues passou 10 Anos no quartel, como sargento do Exército Brasileiro e 11 anos na empresa, da qual saiu respondendo à vocação. “Senti dificuldade no estudo, mas foi um momento de aprendizado muito bom. O que a gente aprendeu, essa bagagem literária que temos aqui é muito boa.”

Sobre a expectativa do final de curso, Rodrigues não esconde. “Estou com o calendário na mão. Hoje (sexta 19), faltam 112 dias para o culto de envio. As expectativas são grandes porque não sabemos pra onde vamos, o que vamos enfrentar, mas uma coisa nós temos certeza, pra onde nós formos é onde o Senhor quer nos usar. Nossa certeza, como família, é isso. Cremos que acima de vontade humana está a vontade divina. Para onde formos será a vontade do Senhor.”

Resumindo esses quatro anos, Rodrigues lembra do texto de Gênesis 12, quando Deus falou para Abrão: sai da tua parentela e eu te mostrarei. “Essa é a frase que eu tenho trazido comigo desde o início do curso. Saí do meio da minha parentela e pude provar o cuidado do Senhor nesse tempo.”

 

 

 

Vindo do interior de São Paulo, da cidade de Birigui, 5ª Região, o pastor acadêmico Washington Mateus da Rocha já está nomeado para uma Igreja da sua região, na cidade de Campinas. Sobre o curso, Rocha faz reflexão positiva, como um tempo diferente daquilo que ele mesmo esperou encontrar.  

“A gente cria expectativas quando vem para uma nova experiência na vida. As minhas não foram atendidas, mas eu posso dizer que elas me surpreenderam de forma positiva”, disse, lembrando que as pessoas entram na faculdade de teologia pensando em ter contato com alguns tipos de ensino e “chega aqui e vê que não são apenas ensinos no campo da teologia, mas uma mudança que acontece para a vida. Esses quatro anos para mim foram marcados por uma evolução. Quando eu saí da casa dos meus pais eu tinha uma concepção de mim mesmo como ser humano, como cristão e esse tempo na faculdade me fez ultrapassar minha zona de conforto, conhecer a minha integridade, minha dependência de Deus.”

A mudança, para Rocha, foi integral. Ele chegou solteiro e está indo de volta, casado. “Eu amadureci. Na igreja, por exemplo, sempre estive na liderança de jovens, juvenis. Chegando aqui você tem que lidar com toda a igreja: senhoras, homens, jovens. Enfim, você descobre que não tem toda a capacidade que pensava ter e começa a ir atrás disso.”

Terminando a graduação, o sentimento de Rocha é de gratidão “por tudo, não só da faculdade, mas todo o investimento que a Igreja Metodista teve e expectativas positivas. Agora é hora de pegar essa evolução de quatro anos e colocar tudo em prática.” 

 

 

 

 

 

Eduardo Moraes Sepulveda, veio de Barra Mansa/RJ – 1ª Região. Hoje, ele é pastor acadêmico no Ponto Missionário de Campo Belo, em Dona Catarina, na cidade de Mairinque/SP.  Do tempo de estudos, o pastor vê um crescimento extremamente favorável. “Uma construção que Deus fez na minha vida, neste lugar, desde quando eu cheguei, com tudo o que aconteceu.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Também vindo da 1ª Região, da cidade de Valença/RJ, o pastor acadêmico Clayton Senziani está pastoreando na IM em Guaianazes. Para ele, que chegou na Fateo com 18 anos, esse período foi tempo de “muito crescimento e ganho de experiência”.

Para Senziani, conhecer e conviver com pessoas diferentes, de outros lugares, também foi ótima fonte de aprendizado. “Foi tempo de descobrir coisas novas. Sou grato por poder ter uma nova experiência de vida e conhecer pessoas que ajudaram muito nesse período de caminhada. O sentimento, hoje, é de gratidão pelas pessoas que ajudaram até aqui, desde o POV, professores, mas principalmente os amigos que moram junto, com quem a gente compartilha momentos de alegria e de tristeza. Sentimento é de gratidão e a expectativa é de estar à frente de uma igreja, poder trabalhar, colocar em prática tudo isso que a gente aprendeu aqui.”

 

 

 

 

Da 4ª Região, o mineiro Antonio Carlos Souza Prado, hoje, está como pastor acadêmico no Ponto Missionário de Embu das Artes, pela IM Jardim Angela. “O curso foi muito significativo ao longo desses quatro anos, quando eu pude ressignificar algumas coisas na questão da fé e visão de mundo. A faculdade de teologia me ajudou a enxergar o mundo e as pessoas de forma um pouco mais parecida com Jesus. Esses quatro anos foram muito bons e eu vou sentir muita saudade. Minha expectativa é retornar para a região e estar a disposição da Igreja Metodista e assumir qualquer desafio que for da vontade de Deus.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

João Thiago Cianelli é pastor há 26 anos na Igreja Evangélica Cristã Presbiteriana. Iniciou teologia como uma realização pessoal e atualização. “Vim fazer o curso para dar um upgrade no meu ministério.” Depois de um bom tempo fora da vida acadêmica, Cianelli diz que voltou a entender a teologia. “22 anos atrás, quando eu estudei, a teologia era uma coisa, hoje ela é bem diferente. Devido às atualizações da sociedade. Muitos assuntos  que a gente tratou aqui, eu não tinha nem ideia. Eu voltei pra cá pra me atualizar.”

Como a maioria dos estudantes, Cianelli também passou por momentos difíceis no curso, quando teve vontade de parar, mas ressalta que a convivência com colegas de classe também serviu de estímulo para a continuidade. “Na teologia você tem recursos, tem livros, mas a vivência com pastores e pastoras amigos (tem gente aqui com menos da metade da minha idade) me fez aprender muito mais.”

Terminando a graduação, o sentimento que vem ao pastor é de que não pode mais parar. “O mundo hoje está se reciclando todos os dias. Quem acha que só uma leitura bíblica já é o suficiente está ficando muito para trás. A atualização tem que ser diária e isso eu estou levando daqui. Eu nunca mais posso parar de estudar, de me atualizar.”

 

 

 

Da 7ª Região, duas pastoras acadêmicas saem do campus com a bagagem literária, as experiências e acima de tudo uma amizade para a vida. Maria Julia Villa Verde Novaes, da cidade de Três Rios e Ruama Areas Granja, de Nova Friburgo, se conheceram no POV. “Uma das coisas que eu creio que foi cuidado de Deus foi essa aproximação com a Ruama. Ele disse que cuidaria de tudo e colocou pessoas na minha vida como prova do cuidado dele”, disse.

Para Maria Julia, esse foi um  tempo de aprendizado e crescimento. “Eu creio que Deus me chamou e tem um ministério pra minha vida e quando eu me dispus  a viver esse chamado de Deus a igreja me disponibilizou uma forma de me capacitar. Este foi um tempo de bastante crescimento. Deus me tirou do meio da minha família, dos amigos, da igreja local e me tirou pra me capacitar.”

Servindo na IM Diadema, no Jd Inamar, Maria Julia não nega a expectativa em relação a nomeação, mas se diz em paz com tudo o que vai acontecer. “Crendo que o mesmo Deus que me chamou é o que vai me enviar. Espero sair daqui depois desse quatro anos pra realmente cumprir o propósito de Deus para a minha vida e que por onde eu passar as pessoas possam experimentar do amor de Deus.”. Como estudante de teologia, a jovem pastora diz que as pessoas vêm para a faculdade para crescer, “e a gente acha que só academicamente, mas a gente cresce espiritualmente e pessoalmente.” Se fosse resumir esse tempo aqui, ela diria: “cuidado e provisão de Deus.” 

 

 

 

 

A pastora acadêmica Ruama Areas Granja foi seminarista em Ferraz de Vasconcelos por dois anos, e nos dois últimos anos está no bairro do Assunção, numa Congregação da IM em Diadema. O caminho para o final de curso está acendendo sentimentos diversos por conta da mudança. “Ta dando tristeza de deixar o povo da igreja. Já está apertando o coração.”

Para ela, o mais difícil aqui, nesse tempo, foram as mudanças “que aconteceram em mim, nas questões de relacionamento. Deus mexeu muito comigo nessa área, durante esses quatro anos. Foi uma mudança necessária, mas complicada de passar. Hoje estou mais firme, com o coração mais firmado. Com certeza tenho vivido momento de crescimento, tratamento e amadurecimento.”

Em relação à espera da nomeação, Ruama se diz tranquila. “Estou esperando em Deus. Isso é o que me define agora. Que Ele faça o melhor pra mim.” Ela sabe que a formatura vai ser um momento de muita emoção, mas o que tem marcado é o tempo de amadurecimento. “Foi um tempo de crescimento na minha vida, em todas as áreas, ou o que o Tercio fala sempre, foi um tempo de florescimento. Cresci pra caramba nesse lugar. Eu vim sem enxergar em mim um ministério, mas vim obediente à voz de Deus, e aqui eu fui tendo a confirmação de tudo a partir de tudo o que eu fui vivendo, do crescimento que Deus foi proporcionando, então hoje eu enxergo meu ministério”.

Sobre a separação da amiga no final do ano, as duas já estão programando as visitas e mais: “quando estivermos sozinhas, a gente vai ligar o telefone no viva voz para fazer como se estivéssemos na mesma casa (risos)”.

 

 

Texto: Rose Rosa
Fotos: Ricardo Bissolato

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