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Secretário do CIMI diz que evangélicos são aliados de ruralistas nas questões indígenas

22/04/2013 14h10 - última modificação 22/04/2013 14h28

Embora não exista qualquer acordo formal oficializado, a bancada ruralista da Câmara dos Deputados, com 160 parlamentares, aliou-se à bancada evangélica no intuito de retardar o avanço das pautas indígenas no Congresso Nacional, afirmou o secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Cléber César Buzzato.

ALC
Brasília, segunda-feira, 22 de abril de 2013


"Em todas as votações os evangélicos se posicionam com os ruralistas. Foi inclusive o que aconteceu na aprovação da admissibilidade da PEC 215", disse Buzzato à repórter Júlia Rabahie, da Rede Brasil Atual.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, aprovada em março de 2012 pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, tira do Poder Executivo, como prevê a Constituição, a atribuição de definir demarcações de terras indígenas e transfere-a para o Poder Legislativo.

Na terça-feira, 16, 700 indígenas ocuparam o plenário da Câmara e, depois de duas horas de negociações, arrancaram a promessa do presidente da casa, deputado Henrique Alves, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), de que não instalará neste semestre a comissão especial que deve analisar a PEC 215 antes de remetê-la ao Senado.

A bancada evangélica, com 76 deputados, se fosse um partido, só ficaria atrás, em número, da bancada do Partido dos Trabalhadores, que tem 89 deputados, e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, com 82 deputados. A bancada ruralista mais os evangélicos  somam 236 deputados, 46% do total de 513 parlamentares federais.

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