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Rede Metodista de Educação: mudanças, realidades e desafios

03/10/2012 14h15 - última modificação 03/10/2012 14h15


fonte: Marcelo Ramiro - Expositor Cristão Out/2012


Balanço positivo depois de quase quatro anos da implantação da Rede Metodista de Educação. Foram diversas reuniões, decisões e parcerias. Houve mais diálogo entre as Instituições, troca de informações, compartilhamento de recursos e de estratégias.  Tempo de compatibilizar as exigências da missão e da administração.

“Se não tivéssemos esta estrutura teríamos pelo menos duas ou três Instituições metodistas fechadas neste momento”, afirma Márcio de Moraes, Reitor da Universidade Metodista de São Paulo - Umesp e ex  Diretor Superintendente do Instituto Metodista de Serviços Educacionais - Cogeime.

Os membros dos Conselhos Diretores das Instituições não escondem as dificuldades financeiras, porém, apontam para um momento de otimismo. Auditorias e acompanhamentos da Rede geraram e possibilitaram um diagnóstico mais preciso da situação e possibilitam ações concretas.

“Estamos vivendo um novo tempo e creio que vamos atingir o nosso objetivo. Os resultados serão alcançados. Deus está no controle e conduz todas as coisas”, declara o presidente em exercício da Assembleia Geral, Eric de Oliveira Santos, ressaltando que com a chegada de Wilson Zuccherato e do bispo Stanley da Silva Moraes no quadro da liderança, o processo ganha agilidade e ênfase em gestão e missão.

Reflexão - A situação das Instituições de Ensino da Igreja Metodista tomou boa parte das discussões do 13º Encontro Nacional Metodista de Educadores. O evento foi em Piracicaba-SP no último dia 21 de setembro. Palestras e debates focaram a necessidade de fortalecimento da natureza confessional, busca pela qualidade e de um competente diálogo com a sociedade para suprir as demandas no campo da educação.

O papel da Igreja Metodista nas instituições foi outro tema presente nos debates. O professor Almir de Souza Maia presidiu o Cogeime e há muitos anos acompanha a educação metodista. Ele explica que a igreja é uma organização religiosa, tem como missão proclamar as Boas Novas. A escola é uma organização integrante da sociedade civil e tem como papel ensinar e preparar cidadãos/ãs para a vida.


“Esta relação é complexa e se não for bem trabalhada pode gerar conflitos. Nem sempre as Igrejas estão preparadas para estabelecer uma relação segura com as escolas por não compreender bem o mundo delas”, pondera o professor Almir.

Desafios - O Encontro Nacional Metodista de Educadores também debateu os desafios da educação pós-moderna. Um dos palestrantes, Gilberto Gonçalves Garcia, presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, apresentou um panorama do mercado educacional brasileiro. Segundo ele, as Instituições Confessionais, como a Metodista, não podem perder de vista a qualidade.

“Não se pode olhar só para dentro, debatendo questões ligadas estritamente à missão. Muitas instituições confessionais, que hoje estão fechando as portas, ficaram por muito tempo bloqueadas para o debate sobre avaliação, regulação, desenvolvimento e tecnologia”, argumentou Gilberto Garcia.

O reitor da Universidade Metodista de Piracicaba-SP, Clovis Pinto de Castro, ressalta a excelência como fator determinante. “Creio que a única razão de existir das Instituições Metodistas é a qualidade. A sociedade hoje, de uma maneira geral, espera profissionais distintos – que sabem valorizar diferentes culturas, trabalhar em equipe, que sejam humanos, respeitosos e éticos. Cabe às universidades e instituições confessionais este papel”, acrescenta.

Prática - Como fazer sobressair a qualidade diante do momento de dificuldade financeira? Educadores metodistas se concentram para encontrar alternativas. “Os desafios são muitos. Há sinais de dificuldades, mas também há muitos sinais de esperança. As instituições demonstram isto. Há um vigor que nos movido ao longo desses mais de 130 anos”, declara a professora Claudia da Silva Santana, diretora da Faculdade de Ciências Humanas da Unimep.

O Secretário Executivo do Cogeime, Rev. Luis Cardoso afirma que é preciso tirar proveito do contexto atual. Segundo ele, momentos difíceis geram mudanças. “Não podemos ficar na crise sem o horizonte de esperança e de renovação. Corremos perigo quando deixamos a crise ofuscar o nosso olhar para o futuro”.


Para o bispo Luiz Vergílio Batista da Rosa, designado pelo Colégio Episcopal para o Cogeime, é preciso aprofundar as discussões em torno da identidade para ressaltar a vocação das Instituições de Ensino. “Nossa missão passa pela educação. É um compromisso histórico, que a Igreja Metodista jamais vai abrir mão”, afirma.

Números - A Rede Metodista de Educação envolve duas universidades, três centros universitários, três conjuntos de faculdades integradas, além de unidades de educação básica e outras especiais, como uma escola de música. Inclui também unidades de Educação Teológica. Atualmente são 56 Instituições em treze estados. Nas unidades administradas pela área geral são quase 56 mil alunos (55.598).

O Conselho Superior de Administração – Consad, que faz a gestão da Rede, é composto por voluntários clérigos e leigos indicados pela Igreja Metodista. Os membros trabalham para adequar as atividades de gerenciamento com a estratégia missionária e educacional da Igreja.

Em 2009, uma Central de Serviços Compartilhados foi criada para apoiar a Rede Metodista de Educação. Por meio deste setor, as unidades espalhadas pelo país, recebem assessoria jurídica, tecnológica, financeira, de controladoria, relações internacionais e comunicação.

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