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Projeto estimula igrejas a serem transformadoras sociais de famílias do Sertão

08/07/2010 18h07 - última modificação 08/07/2010 18h16

Por: Tatiana Félix

Agência ADITAL


Uma iniciativa que visa a transformação social tem mudado a vida de dezenas de famílias que vivem no sertão de Pernambuco, no Nordeste Brasileiro. O projeto Vida Boa no Sertão - Esperança e Pão, desenvolvido pela Diaconia, com financiamento da instituição inglesa cristã TearFund, investe na melhoria da qualidade de vida de famílias em situação de extrema vulnerabilidade socioeconômica, nas cidades de Afogados da Ingazeira, São José do Egito e Carnaíba, localizadas no Sertão do Pajeú.

Desenvolvido desde 2008, o projeto tem dois principais objetivos, segundo explicou o coordenador do Programa de Apoio à Agricultura Familiar da Diaconia, Joseilton Evangelista, "primeiro, é mobilizar e sensibilizar as igrejas locais na perspectiva da transformação social e econômica, e também espiritual. Segundo, é ajudar as famílias mais pobres, que não têm acesso à água e que são excluídas de associações". A prioridade é dada às famílias que têm crianças e também àquelas que têm mulheres no comando.

Entre as atividades do Projeto Vida Boa no Sertão, destacam-se a construção de Cisternas para garantir água para as famílias, principalmente àquelas que vivem em zonas distantes e isoladas no semiárido, e a construção do "banheiro redondo", já que o saneamento é uma das maiores necessidades da região.

O banheiro redondo, feito com anéis cilíndricos de cimento, é uma tecnologia social que permite a construção de banheiros até 60% mais barato que os convencionais, com caixa d’água, pia, bacia sanitária. Segundo Joseilton, existe a ideia de se desenvolver um modo de aproveitar a água do banho e da pia para pequenos pomares. "Muitas famílias não têm banheiros em suas casas, mas, a partir do momento que elas têm um banheiro, alcançam um nível de bem estar, fora a questão da saúde", observou.

De acordo com ele, a construção das cisternas e dos banheiros é feito por pedreiros da própria comunidade, que passam por uma capacitação profissional. "Nós capacitamos pedreiros na comunidade para desenvolver a tecnologia e para fazer o dinheiro circular e beneficiar a comunidade, e não pessoas de fora", ressaltou.

Ele enfatizou também que as igrejas têm um importante papel social, devendo ser articuladoras a fim de incidir nas políticas públicas para o desenvolvimento social e acesso à água. "Elas [igrejas] devem estimular outras igrejas a serem atoras sociais", comentou.

Joseilton comentou que muitas das famílias beneficiadas se encontram em um nível tão profundo de pobreza, que não têm como ajudar outras famílias. "Às vezes, a família é tão desprovida do mínimo, que não sobra nada para ajudar outras. Por causa desta situação é que nós procuramos investir no retorno para a própria família, para garantir o alimento, a segurança alimentar, e a água para elas", explicou.

De acordo com o coordenador, entre janeiro de 2008 até junho deste ano, o projeto beneficiou diretamente 150 famílias, ou seja, quase mil pessoas, e, indiretamente, 215 famílias, sendo mais de mil pessoas beneficiadas.

Entre os avanços, o coordenador destacou o acesso à água, já que com as cisternas é possível investir em pequenas plantações de hortaliças e frutas, e ainda, a redução de doenças como diarréia.

Mais informações na página da Diaconia: http://www.diaconia.org.br ou pelo telefone (81) 3221.0508.

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