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Professor da FaTeo profere palestra em Simpósio na EST

25/01/2012 12h05 - última modificação 25/01/2012 12h17

Professor Jung Mo Sung participou do III Simpósio do Mestrado Profissional em Teologia da Faculdades EST, em São Leopoldo, dias 20 e 21 de janeiro

Ao oferecer provações teóricas sobre novos conceitos de mundo, o professor Jung Mo Sung enalteceu a função da utopia como condição necessária para a construção de um projeto de mundo perfeito, embora seja necessário reconhecer que o ser humano tem limites e que qualquer sistema social nunca atingirá a perfeição.

Micael Vier B./ALC Notícias

“É necessário projetar um mundo perfeito, mas precisamos reconhecer que é possível somente aproximar, mas nunca atingir esse padrão de perfeição”, disse Mo Sung aos estudantes e professores reunidos na conferência de abertura do III Simpósio do Mestrado Profissional em Teologia da Faculdades EST, realizado em São Leopoldo, dias 20 e 21 de janeiro.

Professor titular do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo, Mo Sung enfatizou que um mundo novo deve ser pensando a partir da experiência daqueles que foram excluídos. “O que salva é o espírito da graça que se experimenta na comunidade, pois ali está a revelação de Deus”.

Ao falar da salvação pela graça, Mo Sung disse que Martin Lutero foi o primeiro grande crítico da ilusão de que é possível construir um mundo perfeito. “O reformador reconheceu que nada que façamos pode atingir a perfeição pelo fato de sermos imperfeitos e que a perfeição só poderá ser vislumbrada se Deus, por vontade própria e gratuita, nos conduzir a ela”.

Crítico do sistema neoliberal, o palestrante afirmou que o ser humano é capaz de desejar o infinito e, nessa busca pelo progresso desenfreado, destruir a casa onde mora. A sucessão de crises geradas pelo projeto de modernidade levou o homem a reconhecer que os recursos ambientais são finitos e que, ao invés de gerar o progresso, é possível também gerar situações de desastre.

Segundo Mo Sung, o sistema global e moderno, centrado nos pressupostos da razão e do progresso, matou centenas de milhares de pessoas na busca pela acumulação de capital, não colocando o ser humano no centro de suas preocupações. “Não adianta termos um progresso técnico que destrói a sociedade", frisou ao argumentar que o mundo moderno foi capaz de produzir, além do neoliberalismo, também o nazismo e o stalinismo.

O campo de concentração, disse, corresponde à expressão da ambiguidade do mundo moderno. Na avaliação de Mo Sung, é preciso desenvolver grande eficiência produtiva de morte para aniquilar a vida de 6 milhões de pessoas. Tudo isso só foi possível graças a uma determinada concepção de mundo socialmente aceita, afirmou.

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