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Pentecostais marcam presença em estádios de futebol

12/07/2013 11h40 - última modificação 12/07/2013 11h38

Futebol e religiosidade sempre tiveram um forte vínculo em gramados brasileiros. O catolicismo popular e os cultos afro-brasileiros continuam presentes nos estádios. O novo é a chegada do neopentecostalismo no futebol, constata a antropóloga Carmen Silvia Rial.

ALC
11 de julho de 2013


Se antes o torcedor no estádio ou o telespectador via o jogador fazer o sinal da cruz antes de entrar no campo, hoje ele enxerga, também, atletas levantar as mãos aos céus ou ajoelhar-se no gramado para festejar o gol. "Esses gestos simbólicos promovem crenças religiosas em escala global", assinala a professora da UFSC.

"Tornar-se um pastor evangélico é o sonho de muitos jovens pelo país e uma possível carreira para um ex-jogador de futebol", diz a professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em entrevista à repórter Márcia Junges, do Instituto Humanitas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

O neopentecostalismo, constata a pesquisadora, oferece aos jogadores, de modo especial aos que vivem a experiência da solidão quando no exterior, uma nova cosmologia capaz de integrar suas novas experiências de vida, além de possibilitar aos jogardores-celebridades "viver como milionários sem culpa".

Igrejas pentecostais estão presentes em cerca de 200 países do mundo, e futebolistas brasileiros idem. "Durante meu trabalho de campo notei que jogadores da Espanha, Japão, Canadá e Marrocos assistiam ao canal de televisão brasileira Record todos os dias. Também a Globo, mas a Record tem essa presença religiosa mais marcada", assinala Carmen Sílvia, que vê essa emissora como "um poderoso canal de disseminação dos preceitos da Igreja Universal do Reino de Deus".

Há não muitos anos pentecostais clássicos viam na bola de futebol o "ovo do diabo", pois jogos e divertimento não constavam de sua agenda. Hoje, a bola pode ser uma ferramenta de evangelização.

"Os jogadores de futebol são 'soldados' da fé, 'pastores' globais que também sustentam financeiramente as igrejas neopentecostais, pagando o dízimo, se não decidirem por eles mesmos abrir uma igreja, como foi o caso de Jorginho, em Munique, e passar a ser empresários missionários", diz Carmen Sílvia.

A presença do neopentecostalismo no esporte, no futebol, coincide com o aumento meteórico dessas denominações no Brasil, afirma.

Fonte: Agência Latino-americana e Caribenha de Comunicação

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