Ferramentas Pessoais

Você está aqui: Página Inicial / Fateo / Notícias / Partilha da utopia: a celebração do Dia de Ação de Graças

Partilha da utopia: a celebração do Dia de Ação de Graças

26/11/2013 13h40 - última modificação 26/11/2013 13h40

Não é preciso conhecer muito da história norte-americana para olhar para a bela pintura de Jennie A. Brownscombe (The First Thanksgiving at Plymouth", de 1914) com um certo olhar de ceticismo. Colonizadores e nativos ao redor da mesa, a gratidão da prece,  a paz personificada no bebê que dorme tranquilamente no bercinho.  Ao longo da história norte-americana, ao longo da história de todo o continente americano, quantas populações indígenas foram levadas ao extermínio pelo europeu invasor?

Contudo, diz a tradição que, em 1621, um ano depois que o navio Mayflower aportou na América trazendo 102 ingleses que sonhavam construir uma nova vida em terra estranha, aconteceu um verdadeiro milagre. Durante um ano esse grupo enfrentou as intempéries do tempo e a falta de experiência. Talvez desistissem, não fosse a providencial ajuda dos moradores nativos, que os ensinaram a plantar e caçar.

A primeira colheita encheu os corações de gratidão daqueles homens e mulheres, que compartilharam a mesa farta com os moradores na terra, irmanados numa grande família. Diferenças culturais, cor, idioma, nada foi barreira que impedisse a harmonia da celebração.

Assim diz a tradição. E é exatamente essa tradição que se celebra na quarta quinta-feira de novembro -- em 2013, nesse dia 28. A mesa do Dia de Ação de Graças é uma mesa da utopia. Não, ninguém vai fingir que tudo é perfeito. Ninguém precisa fechar os olhos à indiferença, à desunião e, até, à violência que ainda separam colonizadores de indígenas, brancos de negros, ricos de pobres, heterossexuais de homossexuais. Mas é possível olhar para a pintura desejando que ela se concretize, e dando o primeiro passo nessa direção.

Ainda hoje, o Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos é uma festa que se comemora em família, em torno da mesa. No Brasil, chegou por intermédio do embaixador Joaquim Nabuco que, emocionado pelo significado da data, teria declarado: "Quisera que toda a humanidade se unisse neste mesmo dia, para um universal agradecimento a Deus".

Em 1949, o presidente Eurico Gaspar Dutra instituiria a comemoração da data no país e, em 1965, o presidente Castelo Branco oficializaria a quarta quinta-feira do mês de novembro como o Dia Nacional de Ação de Graças. Um dia para agradecer pela vida, pelo sol que ilumina a todos os seres vivos, sem distinção, pelo alimento que brota da terra e espera para ser compartilhado entre todos os que têm fome, numa grande, eterna e inclusiva mesa universal.

Comunicar erros


Leia mais notícias sobre:

Receba informações de oferecimento sobre esse curso: