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Paraninfos deixam mensagem de esperança e fé na formatura 2015

18/12/2015 18h10 - última modificação 02/05/2016 20h11

Emoção que não se mede, na colação de grau

 

O bispo emérito da Igreja Metodista e professor aposentado, Geoval Jacinto da Silva, foi o paraninfo da turma do matutino e o primeiro a discursar na noite deste sábado (13), durante a cerimônia de formatura da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista/Umesp. Ele agradeceu pelo fato de os estudantes terem chamado um professor já aposentado. “Estou profundamente tocado pela coragem de vocês de quebrarem paradigmas: a escolha de um professor aposentado que esteve com vocês no início do curso.” Ainda agradecendo a turma ele fez questão de ler a justificativa do convite que recebeu. “A escolha se dá como uma pequena parcela de retribuição pela vossa dedicação, carinho e cordialidade ímpar que sempre nos instruiu no período em que tivemos a honra de tê-lo como professor.” Além de agradecer, o bispo frisou que eles sempre o teriam como professor.

A mensagem deixava para a turma foi com base na travessia  e transitoriedade. “Travessia que já começou pra vocês, com a saída da igreja local e vinda para cá e agora voltando para a igreja local num novo status, como MD, aspirante ao presbiterado, pastor ou pastora para a igreja”, disse, enfatizando que a instituição é marcada por burocracia.

 

 

Usando exemplos do nordeste, pra onde foi como missionário depois da aposentadoria, o professor Geoval reafirmou: “Termino a aula de hoje com as recomendações do apóstolo e pastor Pedro, que fez um ministério de travessia nas igrejas do Ponto, da Galácia, da capadócia, da Ásia, da Bitínia, afirmando: ‘pastoreai o rebanho de Deus  (1 Pedro 5.2-4)’.  Essa é a minha esperança e oração para o ministério de travessia que vocês  vão desenvolver, que todas as coisas sejam tão somente dele, por ele e para ele. Deus seja louvado.”

 

 

A coordenadora do curso de Teologia e do Programa de Formação da FaTeo, Profa. Dra. Blanches de Paula, iniciou agradecendo aos familiares, “obrigada pelo carinho em cuidar de nós, de seus filhos e filhas, pastoreá-los e /as. Vocês fazem parte dessa história.”

 

 

A professora Blanches falou em especial à turma do noturno “que me incumbiu dessas palavras e também porque essa turma recebe o nome do professor Dr. Rui Josgrilberg, a quem eu também dirijo os meus cumprimentos de forma especial, ao meu mestre.” Ela lembrou os versículos escolhidos pelas turmas Rm 11.36 e 1Tm 1.12. “O Senhor nos considerou fiéis nos vocacionando ao ministério. Somos chamados/as a exercer misericórdia”, disse explicando que misericórdia é razão e coração que não se separam, pois há que se espelhar a mente de Cristo. “Identificar-se com a miséria do/a outro/a que está na raiz dessa palavra é também trazer à memória a nossa miséria e expressar ação de graças dia após dia ao Deus que olhou para nós no caminho.”

 

 

Blanches lembrou que a Teologia do Caminho, “defendida pelo sábio professor Rui de Souza Josgrilberg não é possível sem gratidão e humildade, pois a glória não é para nós e sim para Deus. É no caminho que reconhecemos o Deus que se fez gente entre nós, por meio de Jesus. Que expressou ação de graças em todo o seu ministério. Assim, reconhecer a glória de Deus é também incluir a encarnação de Jesus. A humildade o acompanhou em todo o tempo. Como na reflexão do orador da turma do noturno, o Daniel, que enfatizou a compreensão da vocação e sua relação com o conhecimento do ser humano, da criação, e enfim, da vida”, disse.

 

Falando de vocação, a professora enfatizou a necessidade da cruz. “Não há vocação sem cruz, sem o humano, e não há cruz sem vocação para o humano. Vivenciar a vocação e a humildade, às vezes é pedra no caminho. Às vezes é pedra que sustenta nosso assento. E por vezes é o lugar onde podemos inclinar nossas cabeças, mas acima de tudo é a pedra que sustenta a casa que é cruz.”

 

Recordando o olhar fenomenológico que Jesus tanto exercitou, “ou seja, voltar à essência do que se é, identifica-se que um dos desafios da vocação para o cuidado com pessoas é enxergar o que está ao redor. Contextos que abraçam outras dimensões da natureza criada por Deus.” Como exemplo ela citou as montanhas mineiras, sua terra natal e também dos professores Rui Josgrilberg e Tercio Machado. “As montanhas mineiras foram atingidas pela lama da avareza e da coisificação da vida e que aqui, de certa forma, representa tantos outros desastres no Brasil e no mundo provocado pelo ser humano.”

 

Encerrando a fala, a professora deixou mais uma palavra a todos os formandos e formandas: “nesse dia tão marcante meus queridos/as, formandos/as, na atmosfera do advento e aguardando o dia memória do nascimento de Jesus, rogo a Deus que nos ajude a ver as pessoas que estão no caminho. E estendendo a nossa mão ao outro/a, pois também precisamos ser cuidados/as. Essa foi uma marca que aprendi com vocês no meio desses anos. Não deixem que ela fique no passado, mas que nutram vidas para os caminhos que virão. Deus os/as abençoe.”

 

 

Para encerrar os discursos, a professora Me. Danielle Lucy Bósio Frederico, falou para a turma do CTP, que recebeu o nome do Prof Tercio Machado. Ela iniciou dizendo que era uma alegria e privilégio estar representando a turma, “por me honrarem ao me escolher como sua paraninfa, quero expressar minha alegria, muito obrigada. Vocês uniram em suas homenagens a bíblia em seus dois testamentos, Prof Tercio, que é professor de Antigo Testamento e a mim como professora  de Novo Testamento.” Lembrando que além de pontual esse fato também era significativo, a professora enfatizou que “a palavra de Deus precisa ser o alicerce na vida ministerial de uma pastora e de um pastor.”

 

 

Ao falar do texto escolhido, a professora não podia deixar de dar dicas de uma aula de Novo Testamento. “Durante a narrativa presente no capítulo 11 da Carta aos Romanos,  do verso 33 ao 36, encontramos um hino de louvor. Esse hino produz uma quebra na narrativa e portanto chama a atenção do leitor/a. há algo novo e extremamente importante que é preciso ser sinalizado. Então o autor faz esse destaque e em meio a uma exposição que destaca o valor da herança judaica é sinalizada a existência de algo extremamente profundo, o conhecer a Deus.”

 

Na sequência, ela falou da função do hino que “pontua que a ele seja toda glória, o apóstolo está sinalizando aquela comunidade de fé e a nós hoje, que precisamos saber qual é a fonte de tudo, que precisamos saber a quem entregar a honra, a quem direcionar os elogios, os direcionamentos mais necessários nas horas mais inesperadas. O que fazer e o que não fazer quando acontece algo e não temos respostas e o mais importante, não precisamos tê-las pois é por meio dele. Esse hino de louvor nos fala da graça de Deus. Nos fala de um amor inexplicável que chama mulheres e homens para o ministério de cuidado, de pastoreio, de resgate, de oração, de escuta, de acolhimento, de exortação que produza vida e aproximação de Deus.”

 

Recordando o fato de que é um privilégio pastorear pessoas, mas também uma grande responsabilidade, a professora pastora citou exemplos: “pessoas que nos falam de seus segredos mais profundos, nos contam histórias doloridas, as quais somos chamados/as a ouvir, acolher e caminhar juntos. Por favor, utilizem uma hermenêutica, uma interpretação bíblica que gere a vida de Deus e não uma exclusão. Utilizem uma hermenêutica que de fato seja bíblica, isto é que demonstre que você é um discípulo/a de Jesus. Algumas pessoas são caladas, mas sempre presentes e vocês precisam enxerga-las e dar voz a elas.”

 

Certa de que no ministério pastoral é preciso enxergar a toda a comunidade e não apenas quem está em evidência, mas, e principalmente aqueles e aquelas que não estão, a professora enfatizou: “isso é graça, isso é reconhecer e viver de fato por causa dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. O hino de louvor presente em Romanos 11.33-36 sinaliza tudo isso e muito mais uma vez que a sabedoria de Deus é profunda e os seus juízos e caminhos inescrutáveis. Que Deus as abençoe e que a honra seja dada sempre a ele pois é mediante a sua graça que vocês exercerão o  ministério pastoral. Amém.”

 

 

 

Texto: Rose Rosa
Fotos: Paulo Belkiman / Vitoria Belkiman e Lidia Stateri

 

 

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