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Painel: As igrejas e a educação teológica

25/05/2009 13h06

O que a igreja espera da educação teológica? Essa foi a pergunta lançada pelo bispo João Carlos Lopes, presidente do Colégio Episcopal da Igreja Metodista, em palestra no dia 19 de maio como parte da programação da 58ª Semana Wesleyana.

Ele refletiu sobre o tema baseando-se em cinco aspectos:


Primeiro: a educação teológica tem que preparar as pessoas para ser serva da igreja, disse o bispo. “Eu creio em primeiro lugar que a educação teológica seja serva no sentido diaconal e não no sentido escrava. O escravo não tem opção; o diácono opta pelo serviço. Portanto, é necessário que a educação teológica seja desprovida do orgulho intelectual, da tentação do conhecimento da verdade absoluta e, também, de buscar a própria honra”, disse o bispo. O bispo João Carlos foi enfático ao referir-se à missão diaconal da igreja. Segundo ele, a hierarquia “deturpou o conceito de serviço, sendo preciso retomar o conceito de ser uma igreja serva. Na verdade, ser cristão é servir; às vezes a igreja inverteu isso!”


Segundo: a igreja espera da educação teológica mais o conhecimento da vontade de Deus, do que o conhecimento de Deus, afirmou o bispo. Esse é, em sua opinião, o maior desafio da teologia hoje: “o que conhecemos de Deus é menos do que Deus quer em sua plenitude e, a vontade de Deus é coerente ao caráter de Deus. Entender a vontade de Deus na formação teológica ajudará o pastor/a na prática pastoral, porque somos chamados para liderar o povo de Deus”.


Terceiro: a educação teológica não deve ser uma aclamação apologética (parte da teologia que defende a religião cristã contra os ataques e objeções de seus adversários). No mundo wesleyano esse termo não cabe, afirmou João Carlos Lopes, “pois a nossa vocação é para o diálogo”. Mas ele fez um alerta: “é necessária uma noção de limite do que é negociável e o que não é negociável”. O Bispo comparou a profissão de fé a um casamento: “Quando o relacionamento está bem, o marido ou a esposa pode conversar com qualquer um. Se eu tenho clareza acerca das minhas convicções, eu posso dialogar com qualquer outra fé”.


Quarto: a educação teológica “deve ser profissionalizante sim, e o reconhecimento do curso de teologia pelo MEC reforça esse aspecto, mas acima de tudo, deve ser ministerial, para servir uma realidade que enfatiza o sacerdócio universal do/a cristão/ã”, afirmou o bispo. Nesse sentido, “os núcleos regionais na Igreja Metodista são uma demonstração disto; a educação teológica precisa ser voltada mais para os/as leigos/as do que para o profissional”.


Quinto: “a igreja gostaria de ter uma educação teológica estritamente missionária”. Além de guardar o depósito da fé é preciso também, “compartilhar a fé”. “Para mim, isso é formação teológica missionária”, completou o bispo presidente da Igreja Metodista, destacando que, na medida em que se compartilha a fé, a relação teológica também é formada.


José Geraldo Magalhães Jr.

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