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Outubro rosa: superar o medo, fazer exames, prosseguir com fé

16/10/2013 11h20 - última modificação 16/10/2013 11h21

As Cores de Outubro

“... Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; faça o autoexame e a mamografia, porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares” Josué 1.9 (adaptado).

O mês de outubro começou diferente, com um tom de alegria, com uma cor de vitória. No mundo inteiro pessoas vão às ruas, países fazem campanhas na àrea da saúde, ongs mobilizam a sociedade para tentar conscientizar as mulheres da importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Este movimento é conhecido como “Outubro Rosa”.

Talvez nos perguntemos por que precisamos de tudo isso para alertar sobre uma coisa tão simples de ser feita, como o autoexame das mamas todo mês, ou os exames de mamografia e ultrassonografia das mamas anualmente?

Por trás dessa resistência em cuidar-se está camuflado em nós o medo, aquele frio na barriga que dá só em pensarmos na possibilidade de estar com câncer. E então optamos por um medo que paralisa e que pode matar.

Há um ano atrás, meu outubro começou cinza. Sempre cuidei muito da minha saúde e alimentação, ainda mais agora que, aos 31 anos, experimentei a maternidade e o prazer de amamentar. Tudo sempre estava em dia. Por isso, assim que minha filha Raquel parou de mamar, com 1 ano e 3 meses, voltei a rotina do autoexame. E já no primeiro exame, localizei um pequeno nódulo (0,5cm) em meu seio esquerdo.

Meu esposo e eu oramos pedindo a Deus que não fosse nada grave, mas declaramos que nossa esperança estava depositada n’Ele. Viesse o que viesse, nós confiaríamos, pois Ele era e é sempre conosco.

Fui ao médico no dia seguinte, e comecei a fazer os exames que inconclusivos, culminaram em uma biópsia, e enfim, no diagnóstico tão temido: eu estava com câncer.

Todo processo até chegar ao resultado foi permeado de choros e noites mal dormidas. Eu sentia medo. Mas este medo me impulsionou a buscar respostas e a fazer o tratamento.

Com o diagnóstico em janeiro de 2013, prossegui com os exames pré-operatórios, faria uma mastectomia radical da mama esquerda. Mas, na mesma semana meu marido rescindiu o contrato onde trabalhava e ficamos sem convenio médico. É nessas horas que a nossa fé é manifestada, quando normalmente nos desesperaríamos, mas a paz de Deus transbordou em nosso coração e novamente clamamos à Ele, declarando que estávamos confiantes em sua promessa de estar conosco por onde quer que andássemos.

A resposta não demorou, graças à ajuda de amigos, no dia seguinte estive em consulta no IBCC Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, e na semana seguinte no Hospital São Paulo. Logo descobrimos que o pequeno nódulo tinha se multiplicado e já tomava uma área de quase 6cm. Com apenas um mês que restava de convênio, fiz todos os exames para investigar se havia metástase. Felizmente o câncer não tinha se espalhado para outra parte.

O caminho a seguir foi redirecionado por médicos excelentes, eles decidiram iniciar pela quimioterapia neoadjuvante. Em abril deste ano iniciei o tratamento rumo à cura. Foi um período difícil, com a queda dos meus cabelos, sobrancelhas e cílios (que eu tanto amava), e todos os efeitos colaterais. Mas também foi um tempo em que pude desfrutar de uma paz e graça que só o Espírito Santo pode gerar nos corações. Obrigada meu Amigo Fiel, Consolador!

Reconheci ainda mais forte o amor de meu esposo, me amparando e acompanhando em tudo. Obrigada meu companheiro amado! Eu não queria estar com outro alguém!

Vi minha família unida e laços serem restaurados. Mãezinha e irmaozinhos obrigada pelo amor comigo e especialmente com a Raquel!

Na vida e no trabalho tive a alegria de reconhecer as amizades verdadeiras que tenho e como sou querida. Não posso pagar, mas com certeza retribuirei quando possível e preciso, amigos/as queridos/as!

Sem contar as orações e visitas confortantes que recebi dos meus irmãos e irmãs na fé! Que Deus a vocês retribua duplamente!

Finalmente em setembro acabaram as sessões e uma nova ressonância mostrou que já não havia mais lesões. Prosseguindo nas etapas, fui submetida à cirurgia para retirada do seio esquerdo e esvaziamento axilar. Também foi colocado um expansor para reconstrução posterior, pois a prioridade é eliminar a doença, mas os médicos também se preocupam com o nosso bem estar psicológico e consequentemente com a estética.

Então o meu outubro começou colorido, me recuperando da segunda etapa mais difícil do tratamento. O medo já não me assombra mais, no lugar dele estão todas as boas lembranças de tudo que Deus operou em minha vida, dentro e fora de mim, do amor, das amizades verdadeiras, dos milagres... Outubro é mesmo rosa! Um mês em que o medo é superado pela fé naquele que tudo pode e em quem tudo podemos. A Ele toda honra e toda glória!

Deixo à todas as mulheres um versículo que me fortaleceu durante todo este período e continuará em minha meditação diária:

“... Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; faça o autoexame e a mamografia, porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares” Josué 1.9 (adaptado).

Vasti Gheirart Fogaça, 33 anos, pedagoga, esposa do André, mãe da Raquel Gheirart Fogaça. Igreja Metodista em Água Fria, 3ª RE, SP (Extraído do site http://www.metodista.org.br)

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