Ferramentas Pessoais

Você está aqui: Página Inicial / Fateo / Notícias / Nesta Semana Mundial de Oração pela Paz na Palestina e Israel, uma notícia lamentável: mais um ataque

Nesta Semana Mundial de Oração pela Paz na Palestina e Israel, uma notícia lamentável: mais um ataque

01/06/2010 11h28 - última modificação 01/06/2010 11h30

Israel ataca frota de ajuda à Palestina, deixa dois mortos e 30 feridos

Folha On Line, 31/05/2010, 2h15


Soldados israelenses atacaram nesta segunda-feira a "Frota da Liberdade" um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, deixando dois mortos e 30 feridos.

A imprensa turca mostrou imagens captadas dentro do navio turco Mavi Marmara, nas quais se viam os soldados israelenses abrindo fogo.

Em contato telefônico ao vivo com os navios, membros do comboio humanitário, que é formado em sua maioria por ativistas turcos, informaram que os comandos israelenses abordaram os navios, dispararam com fogo real para reprimir os tripulantes, apesar de estes terem mostrado bandeiras brancas.

O comboio de ajuda internacional é composto por seis navios, três deles turcos, e transporta dez mil toneladas de ajuda humanitária, com o objetivo de romper o bloqueio sofrido pela Faixa de Gaza.

Segundo os meios de imprensa turcos, o ataque aconteceu em águas internacionais por volta das 4h (horário local, 22h de Brasília do domingo).

As autoridades turcas tentaram entrar em contato com o navio Mavi Marmara, mas não conseguiram.

Os canais de televisão turcos mostraram imagens ao vivo do ataque até as 5h local (23h de domingo em Brasília), quando a conexão foi cortada.

O Ministério de Assuntos Exteriores turco tentou ligar para Israel várias vezes desde a partida da frota da Turquia para pedir que não interferisse em seu objetivo.

Agora se espera que a diplomacia turca dê uma resposta e se abra um novo capítulo nas críticas relações entre Turquia e Israel, que ficaram abaladas desde o ataque israelense à Faixa de Gaza entre 2008 e 2009.

Em Istambul, centenas de pessoas se concentraram na frente do Consulado de Israel e tentaram invadir o local, mas foram impedidos pela polícia.


VEJA TAMBÉM:


Cineasta brasileira estava no comboio. Ela foi presa por Israel e aguarda para ser deportada

Do UOL Notícias 01/06/2010 -


A cineasta brasileira Iara Lee, que estava no comboio de navios atacado por Israel que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza, aguarda para ser deportada pelo Estado de Israel. "Iara Lee está em boas condições de saúde e recusou a opção de deixar o país voluntariamente. Neste momento está com as autoridades israelenses aguardando ser deportada", informou a embaixada de Israel em Brasília em comunicado.

O governo brasileiro demonstrou nesta segunda-feira "choque e consternação" com o ataque de Israel à frota de navios e chamou o embaixador israelense no Brasil para manifestar "indignação" com o incidente.

A conversa entre o embaixador de Israel, Giora Becher, e a subsecretária de assuntos políticos do Itamaraty, Vera Magalhães, durou cerca de uma hora e ocorreu na sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.

Segundo a representação israelense, o Itamaraty reiterou sua condenação ao ataque desta manhã e demonstrou preocupação com o futuro das negociações de paz com os palestinos. O enviado israelense afirmou que a ação humanitária tinha objetivo de "provocar" o Estado judeu.

"Não foi ação humanitária, mas foi uma provocação com intuito de apoiar o Hamas na Faixa de Gaza", disse Becher, de acordo com a embaixada de Israel.

Mais cedo, o Itamaraty havia expressado "choque e consternação" com o ataque e condenou, "em termos veementes", a ação israelense.

"Não há justificativa para intervenção militar em comboio pacífico, de caráter estritamente humanitário", disse a chancelaria em nota.

Israel impõe há anos um bloqueio comercial que limita o acesso de alimentos, remédios e produtos ao território palestino e impede a circulação de pessoas.

A condenação brasileira seguiu a reação mundial negativa à ação israelense contra a frota de navios que levava ajuda humanitária a Gaza e que matou ao menos nove ativistas.

E MAIS:


Leia um texto escrito por Iara pouco antes da viagem

Por que vou a Gaza


Em alguns dias eu serei a única brasileira a embarcar num navio que integra a GAZA FREEDOM FLOTILLA. A recente decisão do governo israelense de impedir a entrada do acadêmico internacionalmente reconhecido Noam Chomsky nos Territórios Ocupados da Palestina sugere que também seremos barrados. Não obstante, partiremos com a intenção de entregar comida, água, suprimentos médicos e materiais de construção às comunidades de Gaza.

Normalmente eu consideraria uma missão de boa vontade como esta completamente inócua. Mas agora estamos diante de uma crise que afeta os cidadãos palestinos criada pela política internacional. É resultado da atitude de Israel de cercar Gaza em pleno desafio à lei internacional. Embora o presidente Lula tenha tomado algumas medidas para promover a paz no Oriente Médio, mais ação civil é necessária para sensibilizar as pessoas sobre o grave abuso de direitos humanos em Gaza.

Comunicar erros


Leia mais notícias sobre:

Receba informações de oferecimento sobre esse curso: