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Seminário Internacional Religião e Cultura na América Latina trata de mobilidade social, sexualidade e direitos reprodutivos

24/08/2010 18h19 - última modificação 24/08/2010 18h21

Religião, mobilidade social, sexualidade e direitos reprodutivos marcaram o segundo dia do Seminário Internacional Religião e Cultura na América Latina, promovido pelo Programa de Pós-Graduação da Escola de Serviço Social, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). O evento ocorreu na Escola de Serviço Social, RJ, nos dias 17 e 18 de agosto


Dentre os vários assuntos abordados pelo Seminário Internacional Religião e Cultura na América Latina a terceira mesa, conduzida pelo professor Timothy Steigenga, da Florida Atlantic University, desenvolveu o tema Religião e Mobilidade Social na América Latina. O professor falou de sua pesquisa com universo de 400 pessoas sobre a teologia da prosperidade dos evangélicos neopentecostais diante dos avanços capitalistas na Guatemala nos anos 90.

A pesquisadora Evguenia Fediakova, do Instituto de Estudos Avançados, descreveu a realidade dos pentecostais do Chile em 2009, quando completaram um século de presença no país, dizendo que seus seguidores ainda são gente pobre, marginalizada, com pouca visibilidade, mesmo tendo uma expressão marcada pela diversidade.

Ronaldo Almeida, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostrou a rapidez dos processos de mudança ocorridos com o trânsito religioso, lembrando a expressão “o chão se moveu sob nossos pés”, de Clifford Geertz.

Diana Lima, professora visitante na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, afiançou que o público que vai aos cultos das segundas-feiras assume que “dinheiro é bom, não quer dar a outra face e quer trabalhar e produzir, não ser objeto da caridade alheia” e agradece por ter se livrado da “vidinha de emprego e salário baixo”. A pesquisadora Márcia Leite, da UERJ, levantou questões para o debate.

A quarta mesa tratou da “Vida” em debate na América Latina. O professor Juan Marc Vaggione, da Universidade del Córdoba, observou que esta mesa afunila a questão para a vida afetiva, sexual e reprodutiva, afirmando que a Igreja Católica mantém as mesmas posturas, apesar dos avanços das sociedades.

Ruliam Emmerick, doutorando em Serviço Social (UFRJ), relatou a história da luta pela descriminalização do aborto no Brasil, com os debates feitos de 1940 até a atualidade.

A antropóloga Naara Luna, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), apresentou um histórico detalhado da luta médica, política e jurídica pelo avanço das pesquisas com células tronco e pelo direito de aborto nos casos da comprovação de ausência do cérebro (anencefalia).

Magaly Pazello, doutoranda em Serviço Social (UFRJ), apresentou dados a respeito do Estatuto do Nascituro, das lutas e do processo de aprovação, que garantiram a manutenção do pensamento tradicional ao qual a sociedade brasileira é umbilicalmente atada desde a colonização.

A professora Maria Teresa Citeli, da Unicamp, encaminhou o debate das questões suscitadas. O evento contou com o apoio do Consulado Geral dos Estados Unidos da América, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Fundação Ford e Núcleo de Pesquisa Religião, Gênero, Ação Social e Política.

Fonte: Antonio Carlos Ribeiro/Agência Latino Americana e Caribenha de Comunicação

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