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Missões indígenas na Igreja Metodista: uma longa história de convivência e respeito

19/04/2013 12h55 - última modificação 19/04/2013 13h02

19/04/2013

Dia do Índio. E veremos, nas escolas, igrejas e meios de comunicação, muitas homenagens, algumas reflexões e, talvez, algumas polêmicas.

O relacionamento das igrejas evangélicas com a população indígena brasileira é particularmente delicado.  Não raro missões evangelísticas são acusadas de desrespeitar a cultura local e, de fato, não se pode desconsiderar  esse risco – em geral minimizado com muito estudo, planejamento e, sobretudo, um olhar realmente fraterno ao que parece diferente.

A Igreja Metodista tem longa história de construção de um relacionamento fraterno com irmãos e irmãs indígenas. Data de 1928 o início do trabalho missionário com povos indígenas. Diz o jornal metodista O Expositor Cristão de abril de 2012:

O médico Nelson Araújo começou o trabalho em 1929 e, posteriormente, teve o apoio do metodista e técnico agrícola Francisco Brianezi. Eles integravam uma equipe da Associação Evangélica de Catequese aos Índios, em parceria com as Igrejas Presbiteriana Independente e do Brasil. Trabalho cheio de altos e baixos. A participação metodista teve de ser interrompida em 1946. Com outra estratégia, a missão foi retomada 25 anos depois pelo pastor Scilla Franco, que anos mais tarde foi eleito bispo da Igreja.

Durante o trabalho com os caiuás, a Igreja Metodista se comprometeu a não fazer proselitismo e a buscar uma conversão da própria Igreja. “Se você não puder apresentar Jesus aos indígenas com seus atos, é melhor ficar calado”, dizia o bispo Scilla Franco.

A Igreja Metodista criou uma equipe de apoio, formada pelos pastores Francisco Antônio Correia, Sérgio Marcus Pinto Lopes, Thimóteo Campos dos Santos, Antônio Olímpio de Santana e a professora Lídia dos Santos. A partir das reuniões foram criados o Grupo de Trabalho Indigenista e uma pastoral para tratar especificamente da causa indígena.

Em 1983, o Colégio Episcopal recebeu e depois aprovou o documento “Bases para uma Política Indigenista”. Neste mesmo ano, Áureo Brianezi foi substituído pelo casal Rev. Paulo Silva Costa e Revda. Maria Imaculada Costa, na chamada Missão Metodista Tapeporã, nas aldeias de Dourados, Mato Grosso do Sul. Os dois permanecem nomeados para o trabalho.

 

Homenageamos os pioneiros da missão indígena metodista no Brasil resgatando essa história, que prossegue no trabalho perseverante de nossos missionários/as. Destacamos a dissertação de mestrado de um ex-aluno - Rev. Eber Borges da Costa, hoje Coordenador Nacional da Educação Cristã da Igreja Metodista, que esteve conosco na Semana de Estudos Teológicos 2012 ministrando palestra sobre "Vida, missão e discipulado".

Seu trabalho de pesquisa, orientado pelo bispo e professor, Geoval Jacinto da Silva traz o título “Tapeporã – Caminho bom: análise da prática missionária de Scilla Franco entre os índios Kaiowá e Terena no Mato Grosso do Sul – 1972 a 1979”. Em sua pesquisa, o Reverendo Eber analisa a prática missionária do então pastor metodista Scilla Franco, desenvolvida entre os índios Kaiowá e Terena no Mato Grosso do Sul, nos anos de 1972 e 1979, destaca a atuação dos metodistas no estado e analisa a criação da Missão Tapeporã, a partir de uma pastoral de convivência. A partir da análise do desenvolvimento do trabalho do bispo Scilla Franco, ele também apresenta temas importantes para uma práxis missionária na atualidade e que podem ser vistos na sua ação, como a contextualização e a convivência numa perspectiva ecumênica.

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A DISSERTAÇÃO “TAPEPORÃ , CAMINHO BOM”

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