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Missão urbana e desafio cristão: reflexões de Carlos Queiroz na 59ª Semana Wesleyana

28/05/2010 19h21 - última modificação 28/05/2010 19h31


Por Jorge E. Wills Okada, aluno da FaTeo


A missão urbana requer nossa compreensão do que é a cidade e quais as dinâmicas na suas particularidades que a movimentam. A cidade é conformada não só pela topografia, mas também pelas migrações que trazem para dentro dela as peculiaridades dos lugares de onde partiram os migrantes.

O entendimento de John Wesley de que a experiência íntima de fé, não anula, antes potencializa o testemunho no mundo por ser fonte de vitalidade, consegue de forma única solucionar a tensão entre espiritualidade íntima e serviço ao mundo, entre a paixão pela presença de Deus e o mandato de ser sal e luz no mundo. Assim, o metodismo se constitui em uma experiência de solidariedade que liga a experiência com o sagrado com o estar e viver na sociedade em união com o outro. O religar destas duas posições em conflito e tensão permanentes em nossos dias é o nosso objetivo. Esta tarefa é vital para a igreja, pois define nosso agir, planos, teologia... ou seja, nossa maneira de ser.

Devemos confrontar esta compreensão com a realidade da complexidade da cidade. O viver na cidade é uma experiência ambivalente e paradoxal, de amor e rejeição. Amamos todos os confortos, luzes, comércio e oportunidades que a cidade nos fornece, mas sabemos que estes nos estressam, irritam, sufocam e matam. Então, tentamos fugir desta, mais a bucólica vida camponesa nos entedia e, seduzidos, voltamos para a agitação da cidade.

Assim, a cidade padroniza os cidadãos, configurando sua vida. Uma das principais características deste ser citadino é a “mentalidade de desconfiança”. Olhamos com potencial ameaça, se não como iminente, todas as coisas, ou todas as pessoas que se aproximam de nós.

No comércio, os habitantes da cidade costumam pechinchar, barganhar. E esta maneira de ser também está presente no domingo, na hora de nos reunirmos e administrarmos a Igreja. A desconfiança contaminando a solidariedade e o respeito.

Todas as constatações e projeções do presente e do futuro de nossas sociedades parecem pessimistas. Mas a missão de Deus nos convoca a sermos agentes de vida e liberdade, no meio de um mundo que não acredita no futuro. As pessoas são chamadas a irem contra à lógica da cidade e de sua desesperança para serem agentes de transformação. Tomar a missão cristã e testemunhar requer coragem.

A igreja deve exercer a cidadania a qual tem direito nesta sociedade. Ser agente que influencia a gestão e execução das políticas publicas. Zelar por seus direitos legais. Zelar pelo respeito dos direito legais dos mais fragilizados. Por isso não podemos nos omitir do exercício de nossa cidadania, e conhecer os marcos legais que normatizam os direitos civis, políticos e sociais na sociedade urbana.

O investimento na missão sempre traz retornos ou frutos a longo prazo; o imediatismo é só veneno de corrupção. Criar mentalidade de cidadão que usufrua dos direitos, num horizonte de solidariedade será o alvo de nossa missão nas grandes cidades.

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