Ferramentas Pessoais

Você está aqui: Página Inicial / Fateo / Notícias / Missão indígena: Metodistas atuam desde 1928

Missão indígena: Metodistas atuam desde 1928

18/04/2012 13h40 - última modificação 18/04/2012 13h39

Igreja Metodista desde 1928 a serviço dos povos indígenas
fonte: Expositor Cristão / Abr 2012

Agosto de 1928. Igreja Metodista em festa. Era o início do trabalho missionário com os povos indígenas. A notícia da ação no antigo Mato Grosso se espalhou rapidamente pelo Brasil. O Expositor Cristão da época estampou a foto do médico Nelson Becker Araújo, o metodista brasileiro enviado para atuar ao lado dos índios (veja na foto abaixo).

Na primeira página do jornal, uma honrosa apresentação: “Da Igreja de Juiz de Fora-MG, apresenta-se o dr. Nelson Araújo, que, recém formado, fecha os olhos aos lucros de uma carreira que facilmente exerceria, prontificando-se com verdadeiro espírito de serviço, a se consagrar à obra missionária, como o representante metodista entre os filhos das selvas mato-grossenses”.

O médico Nelson Araújo começou o trabalho em 1929 e, posteriormente, teve o apoio do metodista e técnico agrícola Francisco Brianezi. Eles integravam uma equipe da Associação Evangélica de Catequese aos Índios, em parceria com as Igrejas Presbiteriana Independente e do Brasil. Trabalho cheio de altos e baixos. A participação metodista teve de ser interrompida em 1946. Com outra estratégia, a missão foi retomada 25 anos depois pelo pastor Scilla Franco, que anos mais tarde foi eleito bispo da Igreja.

Compromisso - Durante o trabalho com os caiuás, a Igreja Metodista se comprometeu a não fazer proselitismo e a buscar uma conversão da própria Igreja. “Se você não puder apresentar Jesus aos indígenas com seus atos, é melhor ficar calado”, dizia o bispo Scilla Franco que deixou o trabalho em 1977. O agrônomo Áureo Brianezi assumiu as atividades.

A Igreja Metodista criou uma equipe de apoio, formada pelos pastores Francisco Antônio Correia, Sérgio Marcus Pinto Lopes, Thimóteo Campos dos Santos, Antônio Olímpio de Santana e a professora Lídia dos Santos. A partir das reuniões foram criados o Grupo de Trabalho Indigenista e uma pastoral para tratar especificamente da causa indígena.

Em 1983, o Colégio Episcopal recebeu e depois aprovou o documento “Bases para uma Política Indigenista”. Neste mesmo ano, Áureo Brianezi foi substituído pelo casal Rev. Paulo Silva Costa e Revda. Maria Imaculada Costa, na chamada Missão Metodista Tapeporã, nas aldeias de Dourados, Mato Grosso do Sul. Os dois permanecem nomeados para o trabalho.


Missão - Com o direcionamento oficial da Igreja, outras iniciativas de missão indígena surgiram. Em 1989 o metodismo se aproximou dos macuxis na aldeia Bala, agora chamada Maruwai. “Passamos a dar assistência espiritual e apoio quando vinham doentes ou com problemas para a cidade”, conta a Revda. Maria Madalena Freitas, que participou do início do projeto. Hoje, toda a comunidade, mais de 200 pessoas, é metodista.


A partir de 1992 começou a reunir-se um grupo mais amplo de pessoas e verificou-se que ações de serviço e solidariedade já vinham se expandindo para vários povos indígenas do Brasil. Desta forma, também foram alcançados os povos Krenak (MG), Guarani Mbwa (ES), Tapeba (CE), Pataxó (MG), Kaingang (RS), Guarani-Caiuá, Terena, Guarani-Nãndeva (MS), Kiriri (BA) e Kanamari (AM).

Diretrizes - Com mais maturidade para lidar com a questão indígena, a Igreja Metodista lançou em 1999, o Documento – Diretrizes Pastorais para a Ação Missionária Indigenista. O texto é um norteador das ações com os povos indígenas e é contra o proselitismo. “O Evangelho só constitui boas novas aos povos indígenas à medida que os ajuda a fortalecer as suas próprias culturas, a refazer os seus direitos sobre a terra e a recobrar a dignidade que os filhos e filhas de Deus possuem”, afirma o documento.


Ainda hoje, o trabalho indigenista é um desafio para a Igreja Metodista. De acordo com a Funai (Fundação Nacional do Índio) no Brasil são cerca de 220 diferentes povos com uma população que ultrapassa os 800 mil. A língua também é uma barreira para o trabalho. Estima-se que no país, há 69 línguas indígenas sem a Bíblia traduzida.

Comunicar erros


Leia mais notícias sobre:

Receba informações de oferecimento sobre esse curso: