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Missão em Moçambique. Professora da FaTeo ministra curso de capacitação para mulheres

31/07/2015 19h44

 

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Representando 23 mil mulheres metodistas. Alegria que contagia, e o amor do Senhor expresso por mulheres que também foram marcadas por Deus

Como parte do trabalho missionário desenvolvido neste mês de julho, as mulheres  da Igreja  metodista unida em Moçambique receberam o curso: “Mulheres na Bíblia e no Metodismo nascente: Perspectivas e desafios”, ministrado pela professora Dra. Margarida Ribeiro, da FaTeo. O tema foi trabalhado focando as mulheres da Bíblia no AT e NT e no metodismo, além da história das mulheres na América Latina e também  em Moçambique.

 

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Alegria em meio às dinâmicas. Ajudando a entender e planejar para a prática

Realizado pelo Centro Otília Chaves, com apoio da Igreja Metodista Unida da Grã Bretanha, o curso foi ministrado em Maputo, capital de Moçambique, de 06 a 10 de julho, na Igreja Metodista Unida em Malhangalene e contou com a participação de 36 líderes, representando 23 mil mulheres organizadas naquele país.

 

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Lavando as mãos para as refeições. Com perseverança, elas compareçam todos os dias. Algumas tendo que pegar três conduções e andar trecho a pé

 

A presidente do trabalho com mulheres, Alamina Maibasse dirige 17 mil moçambicanas da Igreja Metodista Unida. Além dessas, o grupo também é formado por seis mil mulheres, chamadas “mamas de oração”, que atuam em diversas frentes de trabalho e são distintas pela vestimenta típica, que carrega forte significado: “saia, meia e sapato pretos significa que elas estavam nas trevas. Blusas vermelhas para as wesleyanas e blusas vinho para as da Igreja Metodista Unida, que significa que o sangue de Jesus foi derramado. Todas usam um pequeno chapéu ou touca, significando que o Espírito Santo é sobre nós. Ele nos ungiu para...(conforme Isaías 6)”, explica a Profa. Margarida.

 

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Trabalhando em grupos. A Palavra de Deus e a realidade africana. A Igreja se movimenta, hoje

As mulheres de Moçambique contam, além da presidente, com uma pastora que assessora o trabalho delas, a Revda. Victória Vichefeche e a primeira bispa do continente africano, responsável pela Igreja Metodista Unida de Moçambique e África do Sul, Joaquina Nhanala.

 

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Recebendo capulanas (roupa especial da cultura africana), forma de gratidão e compromisso

Mesmo com todo esse aparato, elas enfrentam muitos problemas como a violência contra as mulheres, crianças e idosos. Para auxiliar no enfrentamento da realidade local, o curso trabalhou as questões com embasamento bíblico, teológico, histórico e pastoral. Além da história de mulheres na África. “Elas disseram que vão começar a escrever histórias de mulheres na África, e se comprometeram a capacitar, fortalecer outras mulheres para as diversas lutas que enfrentam no cotidiano.”

 

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Mercado Público. “Mamas de oração”. Orando, agindo, trabalhando, cuidando da família e ainda com disposição para uma partida de futebol. A força da mulher moçambicana

Na realidade moçambicana, em alguns lugares, por causa da extrema pobreza, crianças são vendidas para que a família tenha alguma condição de sobrevivência. “E infelizmente, não se sabe o que vai acontecer com a criança”. Também por conta da extrema pobreza, quando o idoso não tem mais força física para trabalhar e ajudar a família, é denunciado “como se ele fosse feiticeiro, o que não é verdade, mas assim eles podem dizer: nós não temos mais compromisso com essa pessoa, e a pessoa fica abandonada.”

 

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Reuniões com as “mamas de oração”, na Igreja Metodista Wesleyana. Viúvas e idosas participam de manhã e as que trabalham se reúnem à noite

Para a professora Margarida, a Igreja em Moçambique vem quebrando paradigmas da cultura levando a questão de vida digna e essa palavra profética. “A Igreja tem trabalhado muito nessa questão da violência contra a mulher, também está fazendo um trabalho com as crianças e para os idosos, a Igreja tem, lá perto de Moçambique, um lar para pessoas que foram deixadas de lado. É trabalho profético no sentido da luta pela vida e aí é preciso lidar muito bem com essa questão cultural, no enfrentamento ao que diz respeito à vida e vida digna.”

 

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Alegria de servir. Irmãs preparam o café da manhã durante a capacitação

No trabalho das mulheres em Moçambique,“elas oram e agem. Vão às casas e se tem alguém com dificuldade de locomoção, alguma enfermidade, a ‘mama’ de oração escalada limpa a casa, vai ao mercado, leva ao médico, ajuda no que precisar. O cuidado é integral, especialmente com  pessoas enfermas e idosas. Nos momentos de luto, elas acompanham as famílias, não apenas no ato fúnebre, mas em todo o tempo”, disse.

 

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Depois da pregação, na comunidade T3, em Matola, mais uma capulana em sinal de gratidão e compromisso

Além da ministração no curso, a docente que também é pastora metodista, pregou na Comunidade T3 em Matola, que já iniciou suas reuniões à sombra de uma árvore, depois numa espécie de galpão e que agora está com uma igreja em construção. “Para entrar, um irmão fica jogando água porque o chão é terra batida. O coral entra dançando e cantando. Imagine a poeira que levanta”. 

 

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Saída do culto, em Matola. Alegria como sinal de um povo marcado por Deus

No balanço da viagem e do curso em Moçambique, a professora Margarida sinaliza pontos positivos. “Creio que foi uma excelente experiência de vivência. De ver no brilho dos olhos daquelas mulheres que passam por situações extremas e algumas de muita dificuldade das quais a gente talvez não possa imaginar, mas são mulheres fortes, lutadoras que têm certeza da graça e do amor de Deus com elas ao ponto de, durante a capacitação, fazerem uma música dizendo eu sei que posso Senhor, realizar os sonhos de Deus. E essa é a força da mulher moçambicana”.

 

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Encerramento oficial da visita e jantar com a bispa Joaquina Nhanala. Na mente, a canção composta pelas mulheres participantes do curso: “Eu sei que posso Senhor, realizar os sonhos de Deus”

 

 

Texto: Rose Rosa
Fotos: Arquivo pessoal

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