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Metodistas na Coreia avaliam Assembleia do Conselho Mundial de Igrejas

08/11/2013 12h15 - última modificação 08/11/2013 12h14

Divididos em grupos, de acordo com a região do mundo de onde provêm, os/as metodistas presentes na 10ª Assembleia do Conselho Mundial de Igrejas em Busan, Coreia do Sul, realizaram-se, no dia 7 de novembro, para dialogar sobre conteúdos da Assembleia que podem ser reforçados a partir da perspectiva específica do Metodismo. Depois, os diferentes grupos compartilharam entre si suas avaliações.

O jovem Alexandre Pupo Quintino (à esquerda), que atua na equipe de apoio da Assembleia (steward), foi o relator dessas reflexões do grupo latino-americano.


Segundo a professora Magali do Nascimento Cunha, o  grupo da América Latina indicou:
(1) o engajamento no tempo de “Peregrinação pela Justiça e pela Paz” que deve ser aprovado amanhã, como programa do CMI, à luz da perspectiva wesleyana de santidade social e da noção de que “o mundo é nossa paróquia”;
(2) a necessidade de reforçarmos em cada país tema como o da desmilitarização, amplamente discutido na Assembleia, e muito próximo da realidade latino-americana;
(3) a relação dos temas de justiça e paz com a teologia wesleyana da graça e a compreensão de que somos igrejas para o mundo;
(4) a importância do aprofundamento da temática do diálogo inter-religioso.

Outro destaque da 10ª Assembleia no dia 7 de novembro foi a ênfase no tema da Paz. “Uma das expositoras foi a Prêmio Nobel da Paz de 2011, ativista pela paz e pelos direitos das mulheres, a liberiana Leymah Gbowee (à direita), que teve papel destacado pelo fim da guerra civil da Libéria em 2003. O depoimento dela é marcante. Ela contou como cresceu com ódio dentro de si por conta da guerra de anos de duração, mas o ódio se transformou em consciência de que tinha que fazer alguma coisa e foi o movimento de mulheres contra a guerra, apoiado pelas igrejas da Libéria, que foi crucial para o fim da guerra”, conta a professora Magali Cunha.

O professor de Teologia coreano Chang Yoon Jae falou sobre a relação entre paz e justiça e a necessidade de uma paz permanente na Coreia. Falou também sobre a demanda urgente pelo fim das armas nucleares e testes nucleares que desrespeitam os povos da Ásia e do Pacífico e que o uso civil da tecnologia nuclear para fins energéticos é falso, “fachada para um poderio armamentista”.  “Fizemos um minuto de silêncio depois da fala dele em nome do fim do armamento nuclear – uma mudança de civilização, contra a armadilha de um sistema de egoísmo e exploração”, diz Magali.

No final do plenário, um jovem surdo da Costa Rica deu um testemunho do chamado ao discipulado radical. Este tema do discipulado radical foi mencionado por Stanley J. Noffsinger, da Igreja dos Irmãos: “A promoção da paz não pode ser uma experiência social tão só. É um movimento para a cruz, de encontro com Jesus – um chamado ao discipulado radical” . Ele deixou com a Assembleia a frase que tem pregado nos EUA: “Quando Jesus disse ‘amem seus inimigos’, eu creio que ele quis dizer ‘não os mate’. Uma frase que vale para os governos de morte mas também para qualquer ambiente, mesmo dentro das igrejas quando pessoas são simbolicamente mortas pelas estruturas”.

A reunião da 10ª Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas em Busan, Coreia, encerra-se nesse dia 8 de novembro.  Para o jovem Alexandre, foi uma experiência marcante:  “É incrível pensar em tudo que vivemos por aqui, a intensidade, a profundidade e as marcas que ficarão desta experiência. Mas em especial, eu gostaria de agradecer aos metodistas brasileiros que vamos encontrando pelo caminho. Se hoje estou tendo essa experiência, é pelo trabalho e incentivo de vocês. Que nesses tempos sombrios, possamos trazer mais pessoas a experimentarem a comunhão do ecumenismo, o sonho de unidade e a utopia do reino. Fica o compromisso”, testemunhou o  jovem por meio de rede social, compartilhando do mesmo sentimento expresso pela professora Magali:  “Temos nossa esperança renovada de que a unidade, sim, é possível e que a justiça e a paz podem ser construídas no nosso mundo mas também dentro das nossas próprias estruturas eclesiásticas lamentavelmente mundanizadas. Saio de Busan/Coreia com mais energia para continuar trabalhando pelo sonho ecumênico de Deus”.

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