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Universidade Metodista realiza campanha de doação de medula óssea

21/09/2010 17h47 - última modificação 21/09/2010 19h44

A chance de se encontrar uma medula compatível entre pessoas sem grau de parentesco é de apenas 1 em 100 mil. Por isso é fundamental que o Banco de Medula receba o maior número possível de contribuições

A Ameo (Associação da Medula Óssea) esteve na Metodista no dia 19 de agosto para conscientizar sobre o processo de doação de medula. O intuito é promover ação de recolhimento de sangue para teste de compatibilidade nas dependências do IMS. Porém a equipe móvel da AMEO só virá à Metodista para realizar a coleta se houver acima de 100 voluntários cadastrados.

Para se cadastrar como doador você precisa ter entre 18 e 54 anos e estar em bom estado de saúde. Ao se inscrever no REDOME, o Registro de Doadores de Medula Óssea, você não doará a medula de imediato. A amostra de sangue que será coletada pela Ameo serve somente para identificar sua genética. Apenas quando surgir um paciente compatível, você será chamado para a realização de novos exames.

A sua participação é fundamental para que o Instituto Metodista de Ensino Superior continue sendo parceiro da Associação da Medula Óssea. Caso tenha dúvidas e/ou interesse, entre em contato com a assistente social Patrícia (ramal 5719, e-mail: patricia.augusto@metodista.br)

Leia a seguir informações importantes sobre a doação obtidas no site http://www.ameo.org.br/

Para fazer o pré-cadastro entre no link e preencha a ficha: http://www.santacasasp.org.br/hla/medula.asp Feito o cadastro, será emitido um protocolo para ser impresso e assinado. Envie esse documento impresso para a Patrícia, na Gestão de Pessoas da Umesp.


O QUE É A MEDULA ÓSSEA?

A medula óssea é o tecido encontrado no interior dos ossos, também conhecido popularmente por "tutano", que tem a função de produzir as células sanguíneas: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas.


COMO É FEITA A DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA?

Após a confirmação da compatibilidade entre o doador e receptor e confirmada a decisão sobre a doação , o resultado é encaminhado ao centro transplantador , e é lançada a possível data do transplante. Confirmada a data, o centro que coletará a medula do doador desencadeará a realização dos exames clínicos, laboratoriais e de imagens do doador, ou seja, a realização do work up do doador.

O potencial doador deve ser avaliado com exame físico e testes laboratorias, a fim de garantir a segurança do receptor, evitando transmissão de doenças, bem como a segurança do próprio doador.

Essa avaliação deve considerar idade, sexo, doenças crônicas, avaliação das funções hepáticas e renal, tipagem ABO e HLA, sorologias, vacinações recentes, teste de gravidez, radiografia de tórax, eletrocardiograma e avaliação psiquiátrica.

Existem duas formas de doar as células progenitoras ou células-mãe da medula óssea. Uma relacionada à coleta das células diretamente de dentro da medula óssea (nos ossos da bacia) e a outra por filtração de células-mãe que passam pelas veias (aférese).

1) A coleta direta da medula óssea é realizada com agulha especial e seringa na região da bacia . Retira-se uma quantidade de medula (tutano do osso) equivalente à uma bolsa de sangue. Para que o doador não sinta dor, é realizada anestesia e o procedimento dura em média 60 minutos. A sensação do doador é de média intensidade e permanece em média por uma semana (2 a 14 dias), semelhante a uma queda ou uma injeção oleosa. Não fica cicatriz, apenas a marca de 3 a 5 furos de agulhas. É importante destacar que não é uma cirurgia, ou seja, não há corte, nem pontos. O doador fica em observação por um dia e pode retornar para sua casa no dia seguinte. Coleta do osso da bacia

  1. A coleta pela veia é realizada pela máquina de aférese. O doador recebe um medicamento por 5 dias que estimula a multiplicação das células- mãe. Essas células migram da medula para as veias e são filtradas. O processo de filtração dura em média 4 horas, até que se obtenha o número adequado de células. O efeito colateral mais frequente deste procedimento é devido ao uso do medicamento ,que em alguns doadores pode dar dor no corpo, como uma gripe.

Os riscos para o doador são praticamente inexistentes. Até hoje não há nenhum relato de nenhum acidente grave devido a esse procedimento. No caso da punção diretamente dos ossos da bacia, os doadores de medula óssea costumam relatar um pouco de dor no local da punção.

O médico vai informar sobre qual a melhor forma de coleta de células. Dependendo da doença e da fase em que se encontra, o paciente pode se beneficiar mais com uma forma de doação.

O transplante só será realizado quando o paciente estiver pronto para recebê-lo, esta resolução cabe ao médico que está acompanhando o paciente.

O doador por possuir uma medula sadia e bom estado de saúde, reconstituirá o que doou rapidamente e poderá voltar às atividades normais. Em casos especiais e raros, como compatibilidade com outra pessoa, o doador poderá doar novamente a medula óssea.

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