Ferramentas Pessoais

Você está aqui: Página Inicial / Fateo / Notícias / Marketing como apoio à expansão missionária: entrevista com Prof. Fabiano Pereira, da Unimep

Marketing como apoio à expansão missionária: entrevista com Prof. Fabiano Pereira, da Unimep

04/07/2011 13h00 - última modificação 04/07/2011 13h01

Fabiano Pereira, professor de Comunicação Social da Universidade Metodista de Piracicaba, concedeu entrevista ao Instituto Jetro (organização interdenominacional especializada em gestão ministerial) sobre o tema de sua dissertação de mestrado, defendida recentemente: Marketing como apoio à expansão missionária do Protestantismo Histórico.

O objetivo principal deste estudo foi indentificar quais ferramentas de marketing são adotadas pelas igrejas protestantes históricas que têm crescido "de maneira sustentável", contribuindo para o fim do preconceito contra o uso dos conceitos do marketing no segmento religioso.

Graduado em Publicidade e Propaganda e Mestre em Administração de Marketing pela Universidade Metodista de Piracicaba, Fabiano Pereira é membro da Igreja Metodista no Matão em Piracicaba, São Paulo. Desde 2001, atua com consultor para igrejas na área de marketing e comunicação, além de projetos de sistemas de áudio e vídeo.

Leia abaixo o que ele diz a respeito do preconceito existente contra o marketing, no ambiente eclesial:


Sim, preconceito existe, mesmo que camuflado, mas ainda é muito forte. Percebi isso claramente nas diversas tentativas de contato com igrejas, seminários e institutos/ministérios cristãos ligados a igrejas protestantes históricas. Em geral, são três os receios: o primeiro é a compreensão errada do termo "marketing", por questões culturais. No Brasil a expressão "marqueteiro", jargão do meio que se refere a um profissional do marketing, tomou um tom pejorativo, ligado a idéia de engano, mentira, trapaça, muito até por culpa da mídia que, de forma imprudente, usou o termo em reportagens que desmascaravam fraudes na vida política do país. O segundo motivo é a compreensão de que muitos grupos neopentecostais se valeram de profissionais e técnicas do meio para alcançar com eficácia grandes multidões, levando muitos ao engano. Isso trouxe aos pastores e lideres dos movimentos cristãos mais tradicionais uma imagem muito negativa do marketing. O terceiro motivo, contudo, me parece o mais forte: a idéia errada de que as técnicas de marketing concorreriam com a ação do Espírito Santo na vida das pessoas, já que a Palavra fala que é Ele quem convence o pecador.


No entanto, qual igreja e/ou pastor não investe tempo pensando em como será a liturgia do culto do próximo domingo, planejando programações festivas especiais, escolhendo locais estratégicos para abertura de um novo trabalho missionário ou escolhendo o material didático que será empregado em cada classe da escola dominical? Esse planejamento, bem feito, em momento nenhum concorre com a ação do Espírito Santo em nossas vidas, contudo facilita o acesso de pessoas das mais diferentes idades, grupos sociais, culturas ou tribos urbanas à mensagem de salvação que queremos propagar. As ações de marketing podem, sim, nos ajudar a potencializar os resultados, não porque substituem a ação do Espírito, mas porque nos ajudam a potencializar nossa fatia de responsabilidade na concretização da grande comissão. Lembre-se: fomos chamados para colaborar com o Senhor nessa grande comissão, e devemos fazer nossa parte com excelência, assim como o Espírito faz.

Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

Comunicar erros


Leia mais notícias sobre:

Receba informações de oferecimento sobre esse curso: