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Líderes cristãos destacam exemplo de Mandela na condução do poder

10/12/2013 11h50 - última modificação 10/12/2013 12h47


JOHANNESBURGO - Mandela sempre será lembrado como o líder que unificou uma nação, destacou o secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), reverendo Olav Fykse Tveit, em tributo ao líder da resistência ao regime de "apartheid" na África do Sul, falecido na semana passada aos 95 anos de idade. Ele foi "um libertador que, por força de sua notável personalidade, levantou a dignidade dos africanos depois de séculos de colonialismo, opressão e discriminação".


ALC/9 de dezembro de 2013

Tveit lembrou a visita de Nelson Mandela à sede do CMI, em Genebra, logo após que foi libertado da prisão, em 1990, em sinal de gratidão pelo apoio que o organismo ecumênico internacional deu à luta contra o "apartheid". Enquanto presidente da África do Sul, Mandela repetiu o mesmo gesto na Assembleia do CMI, reunida em Harare, em 1988.

O moderador do Comitê Central do CMI, bispo Agnes Abuom, agradeceu a Deus "por nos ter dado Mandela por 95 anos. Através de sua vida e obra, ele se tornou um ícone da dignidade e da liberdade para todos os seres humanos", afirmou. A humanidade se lembrará de Mandela pelo perdão que estendeu aos seus inimigos e defensores do "apartheid", "uma qualidade muito rara entre líderes mundiais hoje", disse Abuom.

O bispo primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Francisco de Assis da Silva, destacou que Mandela, quando presidente da África do Sul, "nunca usou o poder para se vingar dos seus opressores. O processo de ampla reconciliação nacional revelou a sua profunda leitura espiritual da vida".

Nelson Mandela "foi um presente de Deus para a África do Sul e para todos nós que tivemos o privilégio de ser inspirados pela sua estatura humana e a sua grandeza política. Ele foi um estadista da paz", escreveu o pastor Valdir Steuernagel, em nome do Conselho Gestor da Aliança Evangélica.

A humanidade ficou mais pobre sem Mandela."Mas podemos estar certos de que não amanhecemos sem a graça de Deus, que o inspirou ontem e quer nos inspirar hoje. A graça de Deus nos alcança nos momentos e lugares mais difíceis, como o próprio Mandela experimentou, e nos leva a deixar a nossa vida ser marcada pela busca do perdão e da reconciliação, da justiça e da verdade, do amor e da esperança. E disso nós, que nos dizemos cristãos, deveríamos entender um pouco", assinalou Steuernagel.

Mandela foi um modelo de coragem. "Hoje, mais do que nunca, precisamos desse tipo de liderança. Que a memória de Nelson Mandela inspire uma nova geração de líderes em todo o mundo", almejou o secretário geral da Aliança Evangélica Mundial, reverendo Geoff Tunnicliffe.

A vida de Madiba, nome que traz do seu clã e com o qual os sul-africanos o nominam carinhosamente, "é mais uma prova e um lembrete sobre a origem, a natureza e a semelhança da espécie humana, criada à imagem de Deus", independente de raça ou de localização geográfica, frisou o secretário geral da Associação dos Evangélicos na África, reverendo Aiaj Foday-Khabenje

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