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II Semana de Educação em Direitos Humanos discute religião e laicidade

24/08/2011 11h50 - última modificação 24/08/2011 11h50

“A noção de laicidade permite que todos sejamos tratados com igualdade”. Foi com uma introdução sobre religião, direitos humanos e laicidade que o diretor da Faculdade de Humanidades e Direito, professor Jung Mo Sung, iniciou nesta terça-feira, 23 de agosto, a II Semana de Educação em Direitos Humanos. O evento, promovido pelo Núcleo de Educação em Direitos Humanos da Faculdade, estende-se até o dia 25.

 

Segundo o professor Jung, ao contrário do que parece, estes assuntos não são opostos. Jung explicou que as palavras leigos e laicidade vêm de “laos”, que significa povo. No passado, as sociedades eram religiosas e faziam distinção entre sagrado e profano, sendo que o sentido de sagrado é separado. Era dessa maneira que os sacerdotes eram visto na época e, portanto, tinham privilégios.

De acordo com o professor, “quanto mais distante do sagrado, menos direitos as pessoas tinham”. Com o cristianismo, não há mais a ideia de sacerdotes, uma vez que Pedro, um dos discípulos de Jesus, afirma que todos o são. “Se todos são, ninguém mais é sacerdote”, afirmou Jung.

Ele comenta que a noção de povo (“laos”) é no sentido de que não há diferença entre as pessoas, o que acaba por se perder na Idade Média. “Recuperar a importância da laicidade numa universidade confessional é a afirmação de um dos princípios do cristianismo. Todos somos iguais”, finalizou.

Em seguida, a adido cultural adjunta dos Estados Unidos no Brasil, Katherine Caro, falou sobre a situação atual das relações bilaterais entre os dois países e os trabalhos realizados com o Brasil para a promoção dos Direitos Humanos.

Katherine iniciou afirmando que “temos que reconhecer que o Brasil não é mais uma potência emergente. Ele já emergiu e hoje ocupa uma posição global que não pode ser negada”.

A adido ressaltou ainda que a visita do presidente dos EUA, Barack Obama, representa o entendimento de que o Brasil é um parceiro crucial e que, no período em que esteve no País, Obama e a presidente Dilma Rousseff assinaram mais de dez acordos bilaterais nas áreas de educação e pesquisa e três relacionados a direitos humanos e inclusão social.

Entre os documentos assinados está o Memorando de Entendimento EUA-Brasil para o Avanço da Condição da Mulher, que visa promover a cooperação e o intercâmbio de informações para eliminar a discriminação contra a mulher e alcançar a igualdade de gênero; a eliminação da violência contra a mulher e do tráfico de mulheres e crianças; e o empoderamento das mulheres. Além disso, há um plano de ação conjunta pela igualdade ética e racial e diversas parcerias com organizações da sociedade civil para a promoção dos direitos humanos.

Fonte: site da Universidade Metodista

Mais informações:

http://www.metodista.br/nedh/eventos/semana-de-educacao-em-direitos-humanos

 

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