Ferramentas Pessoais

Você está aqui: Página Inicial / Fateo / Notícias / Igrejas integrantes do CLAI reúnem-se com secretário do Conselho Mundial de Igrejas

Igrejas integrantes do CLAI reúnem-se com secretário do Conselho Mundial de Igrejas

20/06/2011 11h10 - última modificação 20/06/2011 11h09

Famílias confessionais debatem estratégias para enfrentar limitações orçamentárias

Reunidos de 14 a 16 de junho no Instituto Salesiano Pio XI, em São Paulo, cerca de 40 representantes das cinco famílias confessionais membros do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI) dedicaram tempo e energia para a troca de experiências acerca do momento atual das igrejas e como podem melhor se relacionar com as iniciativas do organismo ecumênico regional.

Marcelo Schneider
Agência Latino Americana de Notícias, 17 de junho de 2011

 

O encontro teve a participação de delegação do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) liderada pelo secretário geral, pastor Olav Fykse Tveit.

Em comum, além do imperativo do compromisso evangélico, anglicanos, metodistas, presbiterianos/reformados, evangélicos luteranos e pentecostais partilharam a constatação de uma realidade marcada pelas limitações orçamentárias e a paixão que impulsiona sua criatividade para encontrar novas formas de trabalho.

“As limitações financeiras não nos desanimam no trabalho”, afirmou Joyce Torres Plaça, secretária geral do Conselho de Igrejas Evangélicas Metodistas da América Latina (CIEMAL), que, entre outros pontos, ocupa-se com o tema da superação da violência familiar e comunitária.

Para o reverendo Clayton Leal da Silva, presidente da Aliança de Igrejas Presbiterianas e Reformadas da América Latina (AIPRAL), que reúne 2,5 milhões de cristãos de 30 igrejas em 18 países, é preciso buscar alternativas. “Damos o sangue e a vida por nossos trabalhos. O enfoque do tema da água, por exemplo, nos permite buscar acesso a fundos não religiosos”, ponderou.

Luteranos foram representados pelo pastor Carlos Möller, primeiro vice-presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Partilhando exemplos de sua igreja, Möller defendeu o planejamento estratégico aliado ao ímpeto missionário como elemento importante para as igrejas atualmente. Por causa da diminuição de recursos, a IECLB experimentou uma diminuição da formação de novos ministros/ministras, que ajudariam a alcançar membros nos grandes centros urbanos. “Nosso projeto missionário valoriza a educação cristã contínua como uma alternativa viável”, afirmou.

Refletindo acerca da realidade da comunhão anglicana no continente, o bispo primaz brasileiro, dom Maurício Andrade, disse que o debate acerca da sustentabilidade não pode fazer com que as igrejas deixem de estar atentas às novas realidades que as cercam fora das portas dos templos. “A comunhão anglicana procura encurtar a distância entre discurso e prática, aprofundar a formação acerca de questões ambientais, fortalecer o ecumenismo e unir-se aos que reafirmam os Direitos Econômicos, Sociais, Políticos, Culturais e Ambientais”, informou.

Ao dirigir-se aos participantes, na última sessão do encontro, o secretário geral do CMI apontou para o desafio de uma nova leitura do papel do movimento ecumênico. “Como poderemos nos assegurar que o movimento ecumênico não seja só algo para o passado, mas algo também para as gerações futuras? Nossas buscas por soluções para o desafio da sustentabilidade passam, também, pela resposta a essa pergunta”, desafiou Tveit.

Ao final do encontro, o pastor Nilton Giese, secretário geral do CLAI, valorizou a presença do CMI no encontro: “Para nós, a visita do secretario geral do CMI é muito importante para que não nos sintamos isolados do movimento ecumênico global. Nossos temas não são somente temas regionais. Muitos são os mesmos que o CMI tem trabalhado em outros contextos mundo afora. Sentimo-nos parte de uma família maior. Em momentos assim sentimos que o nosso esforço não é isolado e que somos parte do processo”.

O CLAI também realiza, no mesmo local, o encontro de sua Junta Diretiva, que tratou até hoje, entre outros assuntos, de questões da próxima assembléia, em 2012, e a implementação do programa de acompanhamento às vítimas da violência na Colômbia.

Comunicar erros


Leia mais notícias sobre:

Receba informações de oferecimento sobre esse curso: