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Filho de Martin Luther King pede paz em Convocação Ecumênica na Jamaica

23/05/2011 11h56

Repudiem o mal e amem as pessoas, admoesta King

Depois de perder o pai, o tio e o avô em atos violentos, Martin Luther King III ainda acredita que existe uma forma maior e mais nobre que é o de "não gostar do ato da maldade", mas do amor que as pessoas têm.

Marcelo Schneider
ALC Notícias, 20 de maio de 2011

Foto de Peter Williams/WCC

“É difícil a gente se sentir bem com isso”, afirmou o filho mais velho do ex-líder dos direitos civis Martin Luther King Jr., ao comentar a morte de Osama Bin Laden em coletiva de imprensa realizada logo após sua palestra, ontem, na Convocação Ecumênica Internacional da Paz (CEIP), reunida em Kingston, Jamaica.

"Os EUA tinham que reagir de alguma forma às ações horríveis de Bin Laden, mas matá-lo não era necessariamente a melhor alternativa", opinou.  Ele não acredita na lei do olho por olho e dente por dente. “Se fosse esse o caso, todos nós estaríamos sem olhos e dentes", agregou.

Coletivamente, as igrejas precisam fazer um trabalho melhor de promoção da paz e da não-violência. "Nós temos que chegar mais alto. Nós temos que ser melhores. Nós não podemos continuar a pregar a paz e a praticar a guerra", afirmou.

Recordando seus pais e a educação que recebeu, King disse que a paz mundial pode começar na casa de cada um. "Estou muito grato que minha mãe e meu pai incutiram em nós certos princípios e valores relacionados ao amor”, confessou.

Ele acredita que a não-violência não é um ideal inatingível, mas um caminho viável para pessoas e países resolverem seus conflitos.

"Eu acredito que um dia o nosso povo, os seres humanos, vão olhar para trás e dizer que, em algum momento da história tivemos um comportamento arcaico, mas que a violência é coisa do passado. Nós sempre temos que mergulhar na verdade. Sabemos o que é certo e o que é errado", assinalou.

A paz pode muito bem se tornar o foco dos meios de comunicação social para a juventude. "Temos de fazer deste mundo um lugar melhor. Temos que colocar no Twitter o que as pessoas estão fazendo. São os jovens que vão liderar essa luta. É sua vocação. Cada geração tem um chamado. Talvez o chamado desta geração seja um mundo pacífico", vaticinou.

 

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