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Experimentar Deus Hoje: veja como foi a Semana Wesleyana de 2013

25/04/2013 12h55 - última modificação 24/05/2013 15h40

24/05/2013

Individualismo, o imediatismo, o consumismo, intolerância... são esses os frutos de muitas manifestações culturais que dominam o cenário religioso nos dias de hoje. Eles se contrapõem aos “frutos do Espírito” que nascem da autêntica experiência religiosa com Deus.  Mais atual que nunca, o tema da 62ª Semana Wesleyana – “Experimentar Deus Hoje: a propósito dos 275 anos da experiência religiosa de John Wesley “levou os/as participantes a refletir sobre a identidade cristã e a herança deixada por John Wesley que, como bem lembrou o professor Levy da Costa Barros, é bem maior do que o metodismo, tendo influenciado várias outras denominações evangélicas. “Os metodistas fazem muito mal a Wesley quando o aprisionam”, disse ele.

A Semana Wesleyana começou com um culto na noite de segunda-feira, dia 20 de maio, com pregação do pastor e professor Helmut Renders, que baseou sua prédica no texto de Romanos 1.16-17: “(...) o justo viverá da fé”. Ele lembrou que, em meio às provações, dúvidas, rejeições e dissabores  da luta pela justiça, é a fé que mantém o/a justo/a. E tomou com exemplo uma figura histórica: William Wilberforce, que lutou pela abolição de escravos na Inglaterra, no século XIX. Wilberforce recebeu uma carta de Wesley, estimulando-o a permanecer numa luta que parecia inglória. E, de fato, Wilberforce viveu a maior parte de sua vida acumulando derrotas políticas: a Lei da Emancipação seria aprovada apenas quatro dias antes de sua morte, em 1833. Mas muitos abolicionistas sequer viram a aprovação da lei, destacou o pastor. Viveram pela fé, promovendo a justiça.

Caminhos e descaminhos

Os painéis do primeiro dia de palestras, 21 de maio, debruçaram-se sobre o tema “Experimentar Deus Hoje: caminhos e descaminhos”. O professor Lourenço Stelio Rega doutor em Ciências da Religião e diretor geral da Faculdade Teológica Batista de São Paulo discorreu sobre salvação.  "Reduzimos a experiência cristã à salvação", disse ele. O professor alertou que  é necessário ir além do enfoque jurídico (Jesus pagou por nossos pecados) e escatológico (para nos dar a vida eterna) da salvação. Para o professor Lourenço, o Cristianismo é mais do que doutrina, atividades, programas, eventos. É relacionamento com Deu e com o próximo, relação que deve ser recuperada pelo cristão.  “É preciso resgatar a experiência da santidade pela volta às Escrituras”, disse ele.


O professor Rui Josgrilberg, docente da FaTeo, lembrou que a experiência religiosa, mesmo a cristã, pode levar a descaminhos. Sem maturidade ou reflexão, ela não gera frutos.  Para o prof. Rui, a Verdade é o critério para julgar a experiência religiosa, e não o contrário. Ele alertou que experiências religiosas imaturas têm levado à manipulação por parte de líderes inescrupulosos. Como evitar que isso aconteça? "O líder religioso é co-participante e não administrador da experiência religiosa. A subjetividade deve se abrir à maturidade", orientou.

As palestras da noite de terça também tiveram o mesmo tema, com novos convidados e novos enfoques. O pastor Israel Belo de Azevedo, professor na Faculdade Batista do Rio de Janeiro,  encontrou, no passado e no presente, a mesma busca humana pelo sentido da vida e pela experiência com o sagrado. Contudo, essa busca pode levar o ser humano de hoje a cair nos mesmos descaminhos do passado. Por exemplo, o sacrifício que se oferecia no templo de Jerusalém, muitas vezes como forma de manipulação do sagrado, ainda persiste, agora expresso pela teologia da prosperidade.  Dentre os pecados que ameaçam a Igreja está o mercantilismo: Deus se torna um produto, que o ser humano busca adquirir conforme as suas necessidades.


O professor Israel enfatizou a necessidade do cristão voltar-se à oração, como experiência de contemplação e conhecimento de Deus. “Experimentar Deus hoje é contemplá-lo e louvá-lo em sua alteridade”, disse.

A professora Yara Nogueira Monteiro, doutora em História Social pela FFLCH/USP e membro da Congregação Cristã no Brasil, também destacou a mercantilização do sagrado, enfocando o campo da saúde.  Sua palestra teve como tema “Saúde e religiosidade na experiência religiosa no Brasil de hoje”. Ela citou pesquisas médicas que confirmam a influência da fé na melhora do estado clínico de pacientes em tratamento médico.  Contudo, disse ela, a  cura tem se tornado um “diferencial de mercado” dentro do competitivo campo da religião midiática.  “Dentro do universo mágico que permeia nossa cultura,  Jesus tem sido objeto de venda”, afirmou a historiadora.

Leituras da herança wesleyana no Brasil
O tema da quarta feira, dia 22 de maio, levou a uma reflexão sobre a própria identidade metodista. Em sua palestra, o professor José Carlos de Souza abordou o que ele chamou de um “mito metodista”:  o papel da experiência de Aldersgate na vida e no ministério de John Wesley.  Ele lembrou que contínuas celebrações do 24 de maio têm reforçado o paradigma conversionista, avivalista e, por conseqüência, individualista e conservador da teologia de Wesley. "Metodismo é bem mais do que coração aquecido", disse o professor. Baseado nos escritos deixados pelo teólogo  inglês, José Carlos de Souza afirmou que tanto a busca de santidade quanto a persistência de crises pessoais estão presentes antes e depois de crises pessoais. E fez uma instigante proposta: “Por que não celebramos, também, o dia dois de abril de 1739, quando Wesley pregou, pela primeira vez, ao ar livre, indo até o povo?”

O bispo Paulo Lockmann, que proferiu a segunda palestra do dia, disse concordar com a existência de uma exacerbação sobre a experiência do “coração aquecido”. Ele lembrou que uma rica herança de Wesley, ainda pouco explorada pelos pesquisadores, são as cartas deixadas pelo teólogo, que relatam diversas experiências de intensa força emocional, nas quais as pessoas sentiam-se “fulminadas” e “feridas pela Espada do Espírito”, nos dizeres do próprio Wesley. O bispo Paulo alertou, porém, que “a experiência de Wesley não o leva à alienação, mas ao compromisso com a missão”.

“A experiência com Deus deve nos fazer enxergar a injustiça e no posicionar contra ela", disse, também o bispo. Como exemplo, ele citou a tentativa de redução da maioridade penal, que considerou um crime contra a infância. Paulo Lockmann  destacou, ainda, que a experiência religiosa é reconhecida quando gera compromisso com o povo e a disposição para servir. Ele disse que tem visto um enorme crescimento de “treinamentos de liderança” no meio evangélico. "Treinamento de liderança não existe na Bíblia. A exaltação do líder é contrária ao Evangelho: somos servos uns dos outros", afirmou.

Nas palestras da noite, que versaram sobre o mesmo tema, a FaTeo recebeu os palestrantes Levy da Costa Bastos e Maruilson de Souza.

O professor Levy da Costa Bastos, diretor da Faculdade Metodista de Teologia do Rio de Janeiro, disse que não se pode falar em metodismo sem falar em experiência religiosa. Mas a experiência religiosa de Wesley era uma “experiência refletida” que não dissociava mundo e igreja, espiritual e terreno. Era “algo integral e integrador”. O professor destacou que a experiência religiosa é multifacetada, mas o compromisso com a vontade de Deus é um elemento unificador, é algo que dá coesão às múltiplas experiências.

Lembrou, também, que Wesley foi acusado de fanatismo. E indicou um caminho bíblico para discernir as experiências religiosas: a presença dos frutos do Espírito.

O segundo palestrante da noite, Major Maruilson de Souza, supervisor do Exército da Salvação, também falou sobre a deletéria dissociação entre fé e racionalidade. Ele apregoou a necessidade de união de uma espiritualidade profunda com o rigor acadêmico, destacando como caminho para essa integração a própria tradição do Quadrilátero Wesleyano: a união entre Bíblia, Experiência, Tradição e Razão.

Discernimento e sabedoria
Será possível criarmos uma teologia mais espiritual e uma espiritualidade mais teológica? Esse foi um dos questionamentos apresentados pela palestra do professor Claudio Ribeiro, na manhã de quinta-feira, 23 de maio. Ele alertou que, nas experiências de “encontros com Deus” e em outras atividades realizadas nas igrejas, têm havido práticas alienantes, que reforçam posturas conservadoras e suprimem a visão crítica dos membros das igrejas, os quais passam a obedecer cegamente a seus líderes. Faz-se necessária a integração das dimensões sócio-política e existencial da fé, afirmou o professor.

A professora Suely Xavier dos Santos trabalhou o tema a partr da dimensão bíblica. Ela afirmou que, na Bíblia, não aparece a palavra “experiência”. O termo que expressa seu significado é “conhecimento” – que é de natureza pessoal e experimental. “A espiritualidade relacional não é apenas cognitiva”, afirmou a professora.  Implica em relacionamento com Deus, o que também pressupõe obediência à sua vontade.  Por isso, lembrou a professora, os profetas criticavam duramente a “falta de conhecimento”, como se vê , por exemplo, no  livro de Oséias: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” (Oséias 4.6)

À noite, as palestrantes convidadas trouxeram novas contribuições ao tema. A professora Luana Martins Golin, doutoranda em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo questionou os limites da racionalidade humana para a experiência do transcendente. Quando se pretende “estudo de Deus”, afirmou Luana, a própria palavra “teologia” parece pretensiosa. Citando o teólogo russo Evdokimov, ela disse: “não é o conhecimento que ilumina o mistério, mas o mistério que ilumina o conhecimento” e, contrariando pressupostos da modernidade, afirmou que o teólogo pode – e deve – falar do que conhece e experimenta, em seu contato com o transcendente. A razão não precisa excluir a transcendência.

E nesse contato com o transcendente, o ser humano se reconhece pequeno em sua fragilidade, mas valorizado em sua condição humana, pois é na Graça de Deus que se sustenta e se torna co-partcipante da construção do Reino. Esse foi um dos principais enfoques da palestra que se seguiu, proferida pela professora Elizabete Costa Renders doutora em Ciências da Religião e assessora pedagógica para inclusão na UMESP. A professora criticou a tendência humana a buscar o domínio sobre a vida, a morte, e até a missão de Deus. Ela lembrou que, embora o movimento metodismo tenha crescido rapidamente, em nenhum  momento Wesley estipulou metas de crescimento ou tentou “gerenciar” a missão de Deus. Ele apenas se colocou na condição de servo, disponível para ser usado por Deus na  missão.

Fé e ação missionária

Missão foi, aliás, o tema que fechou a Semana Wesleyana de 2013. O professor Roberto E. Zwetsch,  docente de Teologia Prática e Missiologia das Faculdades Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, RS, abordou a importância da arte para o cumprimento da missão, como uma linguagem privilegiada, que faz a mensagem evangélica tocar diretamente a sensibilidade humana. A linguagem poética quando se encontra com a mensagem profética do Evangelho é intensamente revolucionária  e transformadora.


O professor Nicanor Lopes, que aborda esse mesmo tema em seu no livro “Identidade Missionária Metodista” (a ser lançado em breve, pela Editeo) iniciou sua palestrante lembrando de algumas experiências marcantes que ele mesmo vivenciou. Foram experiências que o sensibilizaram a enxergar o próximo  e o despertaram para o desejo de trabalhar pelo Reino de Deus. O amor de Deus pela humanidade, afirmou o professor, é a fonte primeira da ação missionária. A missão é de Deus, relembrou. “Por isso, quando você chegar para falar de Deus para alguém, lembre-se de que Ele já chegou antes de você”. Essa consciência deve eliminar qualquer traço de prepotência ou intolerância daquele que se coloca à disposição da missão de Deus.

ASSISTA ÀS PALESTRAS DA SEMANA WESLEYANA NO SITE EVENTOS FATEO

E mais:

Lançamentos de livros
Momento emocionante no lançamento do livro "O Direito dos Pobres", do Prof. Milton Schwantes, falecido em 2012, com testemunhos de sua esposa, Rosi Schwantes, e do editor da Oikos, Erny Mugge, amigo de longa data, sobre o privilégio da convivência com o professor que nos fala, hoje, por intermédio de seus livros. O Direito dos Pobres, edição da tese de doutorado defendida em 1974 na Alemanha, resultou de uma parceria da família Schwantes, da Editeo e da Editora Oikos e contou com a colaboração de professores e estudantes, na tradução, preparação do texto, diagramação e arte.
O professor Jonas Machado trouxe o seu livro "Manuscritos do Mar Morto: uma introdução atualizada" para apresentar aos seus colegas da FaTeo. Trata-se de um livro básico para a compreensão de um importante documento da fé cristã.
VEJA AQUI OUTROS LIVROS QUE FORAM LANÇADOS NA SEMANA WESLEYANA

Também foi lançada a revista Mosaico Apoio Pastoral, CLIQUE AQUI!

 

Colação de Grau

Essa é a foto dos/as Formandos/as que, a exemplo de turmas anteriores, se reencontrou na Semana Wesleyana para a cerimônia de Colação de Grau. Parabéns e que a Graça e a Paz estejam com todos/as no exercício do ministério!

Oficinas


Os/as participantes da Semana Wesleyana não tiveram apenas atividades de manhã e à noite. No período da tarde, foram oferecidas oficinas temáticas.
Experiência Religiosa e Pregação (Paulo Dias Nogueira)
Experiência Religiosa e Música (Jonas Paulo Ferreira da Silva)
Experiência Religiosa e Espiritualidade (Hideíde Brito Torres)
Experiência Religiosa e Solidariedade (Alcides Alexandre de Lima Barros)


(Fotos: Luciana de Santana)

 

 

 

As experiências religiosas no contexto brasileiro atual têm se caracterizado por manifestações culturais fortemente inclinadas a impor-se com um discurso único que reforça o individualismo, o imediatismo, o consumismo, a intolerância... De outro lado, vemos lideranças como protagonistas e motivadoras de experiências religiosas integradas, biblicamente fundamentadas, sendo promotoras da paz e da justiça. No caso da tradição teológica e pastoral wesleyanas, há uma série de experiências e indicações que podem iluminar o contexto religioso atual. Elas são o foco principal da Semana Wesleyana de 2013, promovida pelo Centro de Estudos Wesleyanos da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista. Confirma a programação:


20 de maio, segunda-feira

19h30 Culto de Abertura
Pregador: Prof. Helmut Renders

21 de maio, terça-feira
7h30 Devocional
8h00 Painel 1: Experimentar Deus Hoje: caminhos e descaminhos
Rui de Souza Josgrilberg e Lourenço Stellio Rega
11h00 Intervalo
14h30 Oficinas:
- Experiência Religiosa e Pregação (Paulo Dias Nogueira)
- Experiência Religiosa e Música (Jonas Paulo Ferreira da Silva)
16h30 Intervalo
19h30 Devocional
20h00 Painel 2: Experimentar Deus Hoje: caminhos e descaminhos
Yara Nogueira Monteiro e Israel Belo Azevedo

22 de maio, quarta-feira
7h30 Devocional
8h00 Painel 3: Experimentar Deus Hoje: leituras da herança wesleyana no Brasil
José Carlos de Souza e Paulo de Tarso de Oliveira Lockmann
11h00 Intervalo
19h30 Devocional
20h00 Painel 4: Experimentar Deus Hoje: leituras da herança wesleyana no Brasil (Maruilson de Souza e Levy da Costa Bastos)

23 de maio, quinta-feira

7h30 Devocional
8h00 Painel 5: Experimentar Deus Hoje: discernimento e sabedoria
Claudio Ribeiro e Suely Xavier dos Santos
11h00 Intervalo
14h30 Oficinas:
- Experiência Religiosa e Espiritualidade (Hideíde Brito Torres)
- Experiência Religiosa e Solidariedade (Alcides Alexandre de Lima Barros)
16h30 Intervalo
19h30 Devocional
20h00 Painel 6: Experimentar Deus Hoje: discernimento e sabedoria
Luana Martins Golin e Elizabete Costa Renders

24 de maio, sexta-feira
7h30 Devocional
8h00 Painel 7: Experimentar Deus Hoje: fé e ação missionária
Nicanor Lopes e Roberto E. Zwetsch
11h00 Culto de Encerramento – Bispo João Carlos Lopes

24 de maio, sexta, 15h: Abertura do Encontro de Ex-alunos e alunas da Faculdade de Teologia (turmas de 1971 a 1990), até o dia 25 de maio, sábado, com culto de encerramento previsto para as 11h


INSCRIÇÕES ATÉ DIA 13 DE MAIO!

Como se inscrever
Para participar da 62ª Semana Wesleyana, acesse o documento anexo CLICANDO AQUI e preencha a ficha de inscrição. Você pode preencher a ficha no word ou imprimi-la para quem não dispõe de computador. A ficha pode ser enviada por e-mail, fax ou correio, juntamente com cópia do recibo de depósito da taxa de inscrição. Veja os valores:

Parcial: (participação nas atividades, com certificado): R$100,00
Bolsista da Igreja Metodista: (participação + hospedagem + alimentação + certificado): R$100,00
Integral: - R$300,00 (participação + hospedagem + alimentação + Certificado)
Inscrição apenas para o Encontro de Ex-Alunos/as – Turmas 1971-1990: R$ 20,00

O valor da inscrição deverá ser depositado no Banco Santander, conta corrente 13.002153-1, agência 3818 - A inscrição só será efetivada mediante comprovação do depósito.

As Regiões Eclesiásticas da Igreja Metodista, por meio da FaTeo, oferecem bolsa hospedagem e alimentação e os/as participantes efetuam o pagamento da participação nas atividades (inscrição parcial). Interessados/as devem entrar em contato com a Sede de sua Região. Participantes bolsistas devem efetuar o pagamento de inscrição parcial.

Remeta os dados por fax, Correios ou e-mail juntamente com cópia do comprovante de depósito para:
Faculdade de Teologia da Igreja Metodista/Secretaria de Eventos:
Rua do Sacramento, 230 – Rudge Ramos 09640-000 – São Bernardo do Campo – SP
Tel.: (11) 4366-5978    Fax: (11) 4366-5962    E-mail: eventosfateo@metodista.br

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