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Fundador da Comunidade Metodista do Povo de Rua lança livro

06/06/2011 13h20 - última modificação 06/06/2011 13h23

Em 1990, o então acadêmico de teologia Alcides Alexandre de Lima Barros jamais poderia adivinhar que seu Trabalho de Conclusão de Curso, sobre o sofrimento dos  moradores das ruas de São Paulo, um dia se transformaria em um projeto reconhecido nacionalmente: a “Comunidade Metodista do Povo de Rua” – destaque de  uma série de reportagens sobre instituições sociais mantidas por igrejas evangélicas exibidas pelo Jornal  Nacional, da TV Globo, em maio de 2009.  Agora, o Rev. Alcides pastor na Igreja Metodista da Penha, e Superintendente Distrital no Distrito Leste 2, compartilha sua experiência lançando o livro: População em situação de rua: um olhar sobre a exclusão.  A cerimônia de lançamento ocorrerá no próximo sábado, dia 11 de junho, Será às 19h, na Igreja Metodista da Penha (rua Capitão Avelino Carneiro, 434)

 

“O trabalho do Reverendo Alcides chega numa excelente hora, a fim de ajudar todos os segmentos comprometidos com a vida, à luz do projeto inaugurado por Jesus Cristo na perspectiva do Reino de Deus. Assim sendo, recomendo esta obra e, da mesma maneira, desejo cumprimentar ao autor pelo trabalho elaborado, bem como pela sua coragem em colocar diante de nós o tema”, afirma o bispo Adriel de Souza Maia, Bispo Presidente da 3ª Região Eclesiástica.

 

“Como admirador da pessoa, do caráter e do trabalho do Rev. Alcides, parabenizo-lhe por essa produção, esperando que traga excelente contribuição para as instituições e órgãos públicos na abordagem, na identificação das causas e consequências, e nas formas adequadas de tratar essa situação, na qual a família tem grande responsabilidade”, diz o bispo honorário Nelson Luiz Campos Leite, editor do No Cenáculo.

 

Thomas G. Kemper, Secretário Geral da General Board of Global Ministries (Igreja Metodista Unida, EUA), que trabalho com Alcides junto ao povo de rua, testemunha: “O apóstolo Paulo diz em 1 Ts. 2.8 que, além do evangelho, ele teria compartilhado a sua própria vida com a igreja. Neste espírito, o Pastor Alcides fala da importância de conviver com as pessoas que vivem nas ruas de São Paulo. Era também este entendimento que marcou o início da Comunidade Metodista do Povo de Rua. Sou muito grato pela oportunidade de ter sido parte deste momento pioneiro do projeto, junto ao Pastor Alcides e a outras pessoas. Muito daquilo a qual o pastor Alcides se refere no seu livro marca até hoje a minha própria vida, as minhas pregações e a minha compreensão da missão. Eu desejo que este livro inspirador leve muitas pessoas a seguirem este exemplo”.

 

“O projeto dos Sofredores de Rua,  cujo co-fundador foi o pastor Alcides, é admirado no exterior e não foi por acaso centro da apresentação do metodismo pelo Jornal Nacional , em maio de 2009. Agora temos um texto que visualiza as bases teológicas e reflexões sociológicas dessa sinalização do Reino de Deus”, destaca o Rev. Helmut Renders, pastor metodista da 3ª RE e professor da FaTeo.

 

SAIBA MAIS:

Comunidade Metodista do Povo de Rua nasceu a partir de um projeto de TCC da FaTeo

 pastor Alcides

A Comunidade Metodista do Povo de Rua nasceu como um trabalho de faculdade que ganhou vida no encontro com a rua. Em 1990, o então acadêmico de teologia da FaTeo Alcides Alexandre de Lima Barros  (à esquerda) foi convidado pelo Bispo Nelson Luiz Campos Leite para fazer um acompanhamento do povo de rua. A Igreja Metodista da Luz estava começando um trabalho em parceria com a Igreja Metodista Coreana Ebenezer, que quatro anos antes já servia café na Praça Fernando Costa, região central de São Paulo. Chegavam a juntar mais de 300 pessoas na praça. “Usávamos um megafone para falar com eles durante o café”, conta o pastor Alcides.

Em julho de 1991, a prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Ação Social, propôs uma parceria com a Igreja, para melhorar o atendimento aos moradores de rua, durante os meses de inverno.A prefeitura oferecia o abrigo, localizado no Viaduto Pedroso, para o atendimento e criação de uma casa de convivência. Para formalizar o contrato entre igreja e prefeitura, o pastor Alcides elaborou um projeto que seria, também, o seu trabalho de conclusão de curso para a Faculdade de Teologia. Sarah Frances Bowden, então Secretária Regional de Ação Social da 3ª RE da Igreja Metodista, e o missionário Thomas Kemper, na época professor da Faculdade de Teologia da Umesp (atualmente é Secretário de Missões da Igreja Metodista Unida, na Alemanha) foram chamados para organizar a seleção do primeiro corpo de funcionários da casa: Sandra Corrêa Costa, Regina Célia Medeiros, Uilson Lira, Vicente Paula de Almeida, Eliene de Souza Bispo, Samuel Duarte e Welington Alves Medeiros, além do pastor Alcides Barros.

E assim nasceu, oficialmente, a Comunidade Metodista do Povo de Rua, que começou a atender no dia 26 de junho de 1992, acolhendo os moradores de rua numa casa de convivência (aberta de segunda a sexta, durante o dia) e, inicialmente, num abrigo emergencial, aberto à noite de junho a setembro. A partir de 1996, o abrigo tornou-se permanente. Hoje é o maior projeto metodista voltado para população de rua em todo o Brasil. (Fonte: Suzel Tunes, Jornal Expositor Cristão, julho de 2007)

 

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