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Ex-aluno da FaTeo ingressa na Capelania Militar do Rio de Janeiro

11/05/2011 11h45 - última modificação 17/05/2011 10h56

Ex-aluno da FaTeo ingressa na Capelania Militar do Rio de Janeiro

Atuar no processo de pacificação de comunidades cariocas será uma das atribuições do novo capelão

O pastor Douglas Marins, teólogo formado pela FaTeo em 2008 e pastor na Igreja Metodista do Jardim Botânico, Rio de Janeiro, obteve uma importante conquista: ingressou na Capelania da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Concorrendo num concurso disputadíssimo – quase 100 candidatos por vaga – ele empatou com outro candidato em primeiro lugar. Como havia duas vagas, hoje o pastor Douglas Marins é, também, 1º Tenente Capelão da PM. Com o seu ingresso na Capelania, a Polícia Militar do Rio passa a ter um capelão metodista, que soma esforços aos três capelães evangélicos existentes na corporação, todos batistas. “Estou muito feliz, pois agora além de pastor local, tornei-me militar de carreira, com todos os benefícios e estabilidades que o oficialato pode proporcionar. Agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de ter sido aluno da FaTeo, e reconheço que o ensino de qualidade recebido nos quatro anos em que estive aí foram determinantes na minha conquista”, declarou o pastor, em e-mail de agradecimento enviado à direção da Faculdade de Teologia.

Leia, a seguir, entrevista concedida pelo 1º Tenente PM Capelão Douglas Marins ao site da FaTeo:

1) O que o motivou a prestar o concurso para capelania? Você já tinha alguma experiência ou conhecimento da carreira militar?

           A motivação deve ser sempre a de servir a Deus, mas não posso negar que a estabilidade e a segurança em relação à aposentadoria também me impulsionaram. O meu conhecimento sobre o trabalho do capelão militar era muito superficial e eu só tinha experiência em relação à capelania hospitalar.

2)      Como foi o exame de seleção? Que tipo de conhecimento se espera de um capelão?

           A primeira fase se dividiu em uma prova discursiva e uma redação, sendo que na prova discursiva tivemos que responder 10 questões sobre Teologia Sistemática, Filosofia, Ciências da Religião, e etc. Depois da primeira fase seguiram-se outras seis etapas: exame antropométrico, físico, médico, psicológico, toxicológico e documental.

3)      Você terá algum treinamento para o exercício desse ministério?

           Sim. O treinamento foi dividido em dois momentos. O primeiro, teórico, na Acadêmia de Polícia Dom João VI, com duração  de três meses. E o segundo, prático, incluindo visitas às Organizações Policiais Militares, idas a sepultamentos, celebrações e etc, sempre na companhia de um capelão mais antigo.   

4)      O que faz o capelão militar no dia a dia e qual a importância desta função?

           O foco do capelão da PMERJ é dar assistência religiosa ao policial militar e sua família. Porém, como somos poucos em relação ao número de policiais, damos uma ênfase maior aos policiais que estão aquartelados no HCPM e no HPNIT (Hospitais da PMERJ), no BEPE (Batalhão Especial Prisional), na APM (Academia de Polícia), e no CFAP (Curso de Formação e Aperfeiçoamento de Praças). Além disso, fazemos sepultamentos, casamentos coletivos, batizados, bênçãos de viaturas e novas instalações, palestras nos batalhões, e levamos ainda uma Palavra de Fé Cristã em muitas solenidades organizadas pela PMERJ.

É importante ressaltar que recentemente a capelania assumiu um importante papel no processo de pacificação de algumas comunidades carentes, que antes eram dominadas pelo tráfico. Há um projeto em andamento, no qual se promove um café da manhã com vistas ao diálogo, entre os capelães militares e as lideranças positivas das comunidades. Fazem parte dessa liderança positiva   os padres e pastores da comunidade, os diretores das escolas, o presidente de associação de moradores dentre outros. É preciso dizer ainda que logo após o café da manhã é realizada uma celebração em local público que tem contado com um número muito expressivo de participantes. As últimas experiências tem mostrado que tais iniciativas estão ajudando a polícia na reconstrução da sua imagem diante da sociedade.    

5)      Você acha que a Igreja deveria dar mais incentivo ao trabalho de capelania?

           Sim, com toda certeza, especialmente porque a igreja tem uma mão de obra voluntária fantástica, que são os seus membros.

6)      Como conciliar a mensagem evangélica de perdão e amor com a vida militar que, eventualmente, envolve o uso da força e da repressão?

           Muitas pessoas já me perguntaram isso. Costumo dizer que esse é um dos maiores desafios do capelão. A resposta a essa pergunta não é tão simples, mas posso te dizer que o Espírito Santo a cada dia vai colocando na nossa boca a palavra certa para cada momento. Em linhas gerais posso dizer que, como filho de Deus e capelão, sou um pacificador, um pregador da paz. 

7)      Você continuará conciliando suas atividades pastorais na igreja local com o trabalho de capelania?

           Sim. Como sou pastor de tempo parcial consigo conciliar as atividades na capelania militar com as atividades da Igreja Metodista do Jardim Botânico.

Para saber mais:

A Associação Pró Capelania  Militar Evangélica do Brasil, criada em 2005, é presidida pelo pastor metodista Rev. Aluísio Laurindo da Silva.  Os contatos com a ACMEB são: e-mail: presacmeb@brturbo.com.br; celular do presidente: (62)9689-9550. No site da ACMEB você encontra, na seção Coletânea de Documentos, as leis que regulamentam a função de capelania e vários estudos sobre o tema, incluindo uma monografia do Reverendo Aluísio para o Curso de Especialização em Estudos Wesleyanos:

Capelania Militar: Contribuições Pastorais de João Wesley

Trabalho entregue ao Prof. Paulo Ayres Mattos, em cumprimento às exigências da disciplina Teologia Wesleyana e Desafios Pastorais da Atualidade, como requisito parcial do Curso de Especialização em Estudos Wesleyanos (Lato Sensu) oferecido pela Faculdade de Teologia da Igreja Metodista. Julho de 2005. CLIQUE AQUI se quiser acessar diretamente a monografia.

 

E LEIA TAMBÉM:

 

Orientações para quem almeja a Capelania Militar

Agência Soma entrevista o pastor metodista Luciano Vergara sobre Capelania Militar

O que faz um capelão? Mulher pode exercer esta função? Onde posso encontrar curso e qual a escolaridade para tal? A pergunta de uma leitora da Soma levou-nos a pedir ao pastor e jornalista Luciano Vergara, conhecedor da matéria, a escrever uma orientação sobre a capelania militar. O texto ficou tão completo, que resolvemos publicá-lo para que outras irmãs e outros irmãos possam obter informações sobre como atuar pelo Reino de Deus através desta atividade religiosa.

 Segundo o pastor Luciano, “as atividades de capelania podem ser variadas, conforme seja a capelania: prisional, hospitalar, escolar ou militar. No caso de capelania militar, temos, inicialmente, a exemplo do Exército Brasileiro, que as normas que regulam a programação e execução das atividades do capelão militar são aprovadas pelo Chefe do Departamento Geral do Pessoal (DGP), conforme a portaria 441, do Comandante do Exército (06/09/2001), com base no item 3) do artigo 2° do Regulamento do DGP (R156,aprovado pelo Decreto 78.724, de 12/11/1976)”.

 Ele continua: “Por tais normas, o Serviço de Assistência Religiosa nas capelanias militares do Exército Brasileiro (SAREx) provê assistência religiosa e formação moral no âmbito do Exército Brasileiro de modo padronizado, para proporcionar "maior eficácia à sua missão de evangelizar e de formar as consciências dos profissionais das Armas e seus familiares". As normas também abrangem os dois campos de ação dos capelães militares, isto é, o interior das Organizações Militares (OM) e as Vilas Militares, orientando suas ações pelo respeito à liberdade religiosa”.

 “A legislação nacional para o exercício da capelania militar parte da Constituição Federal de 1988. O artigo 5º, inciso VII, diz que "é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva". E a lei 6.923 (29/6/81), com alterações pela lei 7.672 (23/9/88), é que organizou o Serviço de Assistência Religiosa nas Forças Armadas (Sarfa). Essa legislação determina que "o Serviço de Assistência Religiosa (SAR) tem por finalidade prestar assistência religiosa e espiritual aos militares, aos civis das organizações militares e às suas famílias, bem como atender a encargos relacionados com as atividades de educação moral realizadas nas Forças Armadas". Os capelães militares que compõem o SAR serão "selecionados entre sacerdotes, ministros religiosos ou pastores, pertencentes a qualquer religião que não atente contra a disciplina, a moral e as leis em vigor". No âmbito de cada força singular (Exército, Marinha e Aeronutica) o quadro de capelães atenderá a uma proporcionalidade entre os capelães das diversas regiões e as religiões professadas na respectiva força".

 Sobre o ingresso de mulheres no serviço de assistência religiosa como capelã militar:

“O edital de seleção ao Quadro de Capelães Militares (ESAEx) de 2011, publicado pelo Exército no ano passado, prevê as condições físicas para candidatos de ambos os sexos, reconhecendo que o ingresso de homens e mulheres não pode sofrer restrições por razão de gênero. A seleção prevê formação mínima comprovada, prova de suficiência teológica e prática pastoral, além de teste físico e exame médico. Nos Estados da União, as Forças Auxiliares (Polícia Militar e Corpo de Bombeiros) seguem basicamente os mesmos procedimentos, adaptando a seleção às suas necessidades específicas”.

  Sobre a formação educacional necessária:

 Ainda segundo o pastor Luciano: “A formação requerida pela legislação que trata da matéria é fornecida pelas instituições de preparo teológico dos segmentos religiosos representados no processo seletivo. Cursos específicos para capelães são livres e não possuem reconhecimento oficial”.

 Estude a Lei número 6.923, de 29 de junho de 1981, que dispõe sobre o Serviço de Assistência Religiosa nas Forças Armadas.

 Leia mais sobre capelania militar no Brasil no blog do Pastor Luciano Vergara.

 

 

 

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