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Evangélicos lamentam uso da Bíblia para justificar maldições sobre negros e africanos

16/04/2013 13h05 - última modificação 16/04/2013 13h09

A Aliança Cristã Evangélica Brasileira repudiou, em nota pública, o uso inadequado das Escrituras Sagradas sobre supostas maldições sobre pessoas por causa de sua tez. "Não há nenhum apoio bíblico para defender qualquer maldição sobre negros ou africanos, que fazem parte, igualmente e em conjunto, da única família humana", frisa o documento.

ALC
segunda-feira, 15 de abril de 2013


Equívocos proferidos desde os púlpitos, redes sociais, tribunas e "até protocoladas junto à Justiça Federal, sob o manto da impunidade parlamentar" têm origem no texto que se encontra no livro de Gênesis, capítulo 9, versículos 20 a 27. Nessa passagem, explica a Aliança, Noé, embriagado, fica nu e é surpreendido por seu filho Cam, avisado que foi por seu neto Canaã, filho de Cam.

Ao invés de manter a discrição, Cam avisa os seus irmãos a respeito da nudez do pai, que se recusam a vê-lo nesse estado e o cobrem com uma manta. Ao saber da postura de Cam e de Canaã, Noé os amaldiçoa, destinando-lhe a servidão.

"O equívoco em questão dá a entender que a maldição proferida pelo patriarca bíblico contra Canaã, seu neto, e seu filho Cam, atinge os seres humanos de tez negra que habitaram originalmente o continente africano, o que explicaria os vários infortúnios em sua história passada e presente", explica a nota da Aliança.

Toda vez que esse texto foi aventado a partir "dessa hipótese vulgar, tratou-se de ato de má fé a serviço de interesses escusos", tanto na justificativa da escravidão de ameríndios no Brasil, dos negros vindos da África, quanto na elaboração de sistemas legais de segregação social, como aconteceu nos Estados Unidos, ou para justificar o "apartheid".

A Aliança alerta que toda passagem bíblica tem que ser lida em seu contexto imediato e considerado à luz de toda a Escritura. O próprio capítulo 9, do livro de Gênesis, afirma o desejo de Deus de abençoar vida, alimento e todo o necessário para o desenvolvimento dos descendentes de Noé.

"Não há nada, absolutamente nada, nem neste texto bíblico em foco, nem na Escritura como um todo, que indique qualquer maldição sobre negros e africanos, e muito menos algo que justifique a escravidão", destaca a nota da Aliança.

LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA, NO SITE DA ALIANÇA CRISTÃ EVANGÉLICA BRASILEIRA

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