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Estudante da FaTeo participa de projeto missionário na Estônia

25/08/2011 13h10 - última modificação 12/09/2011 14h52

No dia 19 de julho de 2011, com mais três jovens metodistas do Rio de Janeiro, embarquei em uma emocionante jornada para a Estônia. Com algumas incertezas palpitando em meu peito chegamos a esse país, após um ano de preparações e treinamentos. O Projeto Estônia abriu portas para que jovens metodistas brasileiros e estonianos tivessem essa experiência inesquecível. 

Hoje, temos amigos e amigas mais chegados que irmãos e irmãs nesse país. No entanto, antes do início do projeto em 2007, mal tínhamos ouvido falar em Estônia. Então, antes de apresentar o projeto, convêm algumas informações sobre esse maravilhoso país báltico.

O PAÍS

Durante séculos os estonianos tiveram a sua terra ocupada por outros povos. Rússia, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Alemanha deixaram marcas na cultura estoniana, na arquitetura, na alimentação, mas também algumas cicatrizes na nação. A história estoniana nada mais é do que um povo que teve seu território dominado por muitos anos, mas que aos poucos foi criando um sentimento nacionalista e obteve, após muita luta, a sua independência, resultando em um Estado autônomo, estabelecido com a promulgação da Constituição de 1917.


Em 1940, a Estônia foi novamente invadida, sendo incorporada a URSS. Durante os 52 anos de ocupação soviética, movimentos de libertação ocorreram, mas todos foram suprimidos pelo governo de Moscou. Apenas em 1982, com a queda da União Soviética, que a Estônia começou a se reorganizar como país e declarou independência em 1991. A adesão à União Européia ocorreu em 1 de Maio de 2004, juntamente com outras duas nações bálticas, Letônia e Lituânia.


O país possui pouco mais de um milhão e trezentos mil habitantes, distribuídos em 45 mil quilômetros quadrados (aproximandamente o tamanho do estado do Espírito Santo). O idioma oficial é o estoniano. A temperatura média varia de -10ºC no inverno a +16ºC no verão, mas a temperatura de -46ºC já foi registrada no país.  A neve, frequente, ocorre em 75 a 135 dias por ano.

RELIGIÃO

A Estônia hoje é considerada um dos países mais céticos do mundo. Isso é decorrência dos anos de dominação e imposições da URSS. Historicamente, ela foi um dos últimos lugares da Europa Medieval a ser cristianizado. Em 1193, o Papa Celestino III organizou uma cruzada contra os pagãos do extremo norte das terras alemãs. Com a ajuda dos recém-cristãos livonianos e letões, a cruzada marchou rumo às terras da atual Estônia em 1208.


As tribos estonianas resistiram bravamente, e até saquearam, algumas vezes, os acampamentos, até que em 1217 a ordem cristã dos Livônios e seus recentes aliados venceram uma grande batalha, que matou o líder dos estonianos, Lembitu. A resistência durou até 1227, quando os livônios estabeleceram a Confederação da Livônia, que compreendia as atuais Letônia e Estônia.


O protestantismo chegou à Estônia no período da Reforma. Sua forte ligação com os países nórdicos a fizeram um baluarte do Luteranismo. Durante o período de russificação, muitos camponeses foram convertidos à Igreja Ortodoxa, mas poucos permaneceram após a queda dos czares em 1917 e a lei de liberdade religiosa de 1920.

METODISMO NA ESTÔNIA

O metodismo chegou à Estônia em 1907 por meio de dois pregadores leigos, Vassili Täht e Karl Kuum, que iniciaram a pregação na ilha de Saaremaa. Durante esse período, o estadunidense Dr. George A. Simons dirigia o trabalho em São Petersburg, na Rússia. A primeira congregação foi fundada na Estônia em 1910 e, dois anos depois, a primeira igreja foi construída em Kurassaare, em Saarema. De 1911 a 1920 o trabalho metodista na Estônia era parte da Missão Russa da Igreja Episcopal Metodista. Em 1921 a Região Missionária Eslávica e Báltica foi fundada com sede em Riga, Letônia.  Em 1924 a Região Missionária tornou-se Região Eclesiástica com 46 igrejas locais, 29 pastores e 1639 membros na Estônia, Letônia e Lituânia.


Em 1940 os países bálticos tornam-se parte da União Soviética e durante a II Guerra Mundial o trabalho metodista sofre grandes perdas. Graças a Deus, a Igreja Metodista na Estônia sobreviveu ao período soviético (na Letônia e Lituânia o metodismo desapareceu).  Após a independência em 1991, a Igreja Metodista tinha 17 igrejas locais. 


Hoje, o metodismo na Estônia conta com 28 congregações e aproximadamente 1.800 membros. A igreja estoniana está ligada à Igreja Metodista Unida. Cada igreja estoniana é apadrinhada por uma igreja estadunidense, o que tem permitido a construção de novos templos e a manutenção do trabalho missionário. 


A igreja é muito ativa no trabalho de alcance da sociedade (ex. organizando acampamentos, publicando a revista “Koduteel” e a versão estoniana do “No Cenáculo”) e na condução de projetos sociais (ex. sopão e um centro de cuidados às crianças). Tem seu próprio seminário teológico com mais de 160 estudantes, muitos de outras denominações.

PROJETO ESTÔNIA

Agora que o país já foi devidamente apresentado, podemos falar um pouco mais do Projeto Estônia. Este surgiu através de uma parceria entre a Secretaria Regional de Expansão Missionária da 1ªRE, a Federação Metodista de Jovens da 1ªRE e a Secretaria de Missões da igreja estoniana.
Nossos voluntários atuam no ensino, testemunhos, workshops, participação em cultos e acampamentos, além de participação em equipes de evangelização, visitando algumas Igrejas da Estônia, para o fortalecimento e apoio do trabalho missionário local, estabelecimento de contatos e interesses mútuos no trabalho de evangelização e promoção da troca de experiências das diferentes culturas. O intuito é fortalecer a Igreja na Estônia que, atualmente, é considerado o país mais ateu do mundo, como acima citado.

O PROJETO EM 2011

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Nesse ano, diferente dos anteriores, tivemos um grande grupo de jovens estonianos trabalhando conosco. Eram 14 estonianos e 5 brasileiros. No grupo de estonianos havia duas meninas de origem russa. Apesar da diversidade cultural do grupo, formamos uma grande família. Fato testemunhado pelos estonianos nos depoimentos no encerramento do projeto.

O grupo de brasileiros foi formado pro Graziela Silva - distrito de São Gonçalo, Danielle Loreto – distrito de Jacarepaguá, Leandro Silva – distrito de Petrópolis e por mim, Rafael Oliveira - vice-presidente da FEMEJO. Somou-se ao nosso grupo a Lívia Telles, residindo atualmente no país e trabalhando como voluntária na igreja de Võru.

Nossas atividades iniciaram pela ilha de Saaremaa. Na escola do pequeno vilarejo de Kaali começamos nosso treinamento de um final de semana para as atividades evangelísticas que seriam realizadas por todo o país. A primeira refeição foi a primeira surpresa. Eles comem pepino o tempo todo! Assado, cozido, frito, na água e até na pizza! Sem falar de um pão preto caseiro feito de cevada que eles amam. Apesar da saudade do arroz e feijão, seguimos em frente e comendo pepino!

Estonia3O treinamento consistia de palestras ministradas pelo grupo brasileiro sobre assuntos como Trabalho em Equipe, Oração, Evangelismo, Cura Interior, e estudo em pequenos grupos onde abordamos questões como unidade, dons, ministérios e discipulado. Durante o treinamento também ensaiamos duas coreografias com ritmos brasileiros e um teatro para serem apresentados nos locais que visitaríamos. Esses dias foram marcados por momentos de quebrantamento e comunhão, o que não é característico do temperamento estoniano.

Estonia2Depois do treinamento começamos a visitar as igrejas do país. Começamos por Kurassaare, o primeiro templo metodista (à esquerda). O trabalho iniciava convidando as pessoas nas ruas para estarem à noite na programação que realizaríamos. Nesse início, nossos estonianos estavam um pouco tímidos na abordagem das pessoas, afinal, era uma experiência nova pra eles.

Nessas programações além de apresentarmos as coreografias, teatros e curiosidades sobre o Brasil, compartilhávamos testemunhos, orávamos uns pelos outros, emprestávamos nossos ouvidos para confissões tristes de uma vida sacrificada pelas guerras. Na maioria das vezes não entendíamos uma só palavra, mas sabíamos que só queriam desabafar e receber um abraço. Não falávamos estoniano nem russo. Mas pra quê? A linguagem do amor era mais que suficiente!Estonia4

Estonia6Em seguida, retornamos ao continente em direção à Haapsalu, onde ficamos alojados em uma igreja independente. Nessa cidade visitamos um orfanato muito especial que cuida de crianças mais especiais ainda. No ano anterior, esse local sofreu um incêndio e 10 crianças morreram. Nossa visita àquele orfanato será inesquecível. Ver o sorriso daquelas crianças cantando e dançando sem se importarem com as limitações físicas, aquelas ágeis cadeiras de roda pra lá e pra cá animadas com o som da dança do pingüim já compensaram as vinte horas de viagem até a Estônia!

No mesmo dia realizamos a programação evangelística nessa cidade, onde tivemos a presença de muitos jovens, mas também de idosos e membros da igreja. Uma das participantes estonianas compartilhou a grande obra que Deus tinha feito na vida dela e edificou a todos nós. Foi uma noite de muita oração e intercessão por aquelas pessoas que desejavam um encontro com Cristo.

 De Haapsalu, litoral leste, seguimos para Paede, na região central do país. Aqueles meninos e meninas estavam cada vez mais eficazes no evangelismo de rua. Era uma vontade crescente de anunciar o evangelho! Nessa cidade, muitas pessoas abordadas nas ruas estiveram presentes na programação na igreja. Ao final dela, como chovia muito lá fora, as crianças ficaram conosco dançando e louvando ao Senhor de forma bem brasileira. 

Estonia7De Paede seguimos para o sul. Em Võru, nosso primeiro compromisso era com os pacientes do hospital para pessoas com deficiência mental. Louvamos, testemunhamos, ouvimos. Ao abraçá-los podemos sentir todo o calor desse amor que vem de Deus!

Nessa cidade visitamos as obras da Igreja Metodista Local e almoçamos ao ar livre. É claro que tinha pepino! Na tarde desse dia seguimos para um lago onde nos refrescamos do calor que fazia naquela semana. À noite, enquanto o temporal de verão caía lá fora, estávamos todos reunidos dentro de uma choupana louvando a Deus e orando em vários idiomas: estoniano, russo, inglês e português. Foi um momento muito especial de agradecimento ao nosso Pai por aqueles dias maravilhosos e por pessoas tão especiais que encontramos lá.

Ainda em Võru, participamos da comemoração do Dia da Missão celebrado pelas igrejas protestantes da cidade na praça central. Nesse local também apresentamos nossas coreografias e teatro além de louvarmos ao Senhor em estoniano e português.

Na manhã seguinte partimos para Aseri, na região nordeste do país. A igreja nessa comunidade é de fala russa. Depois da queda da União Soviética, muito russos permaneceram na Estônia. Há grandes comunidades dessa etnia, que compõe aproximadamente 25% da população, no nordeste do país e na capital, Taalin.

Estava em andamento na igreja de Aseri uma Escola Bíblica de Férias. Auxiliamos no trabalho com as crianças fazendo brincadeiras, louvor e teatros. O banho nesse local foi um tanto engraçado. Não havia chuveiros, logo uma bacia com água quente foi disponibilizada e tínhamos que nos banhar de cuia, dentro da cozinha.

O dia seguinte em Aseri foi um domingo com celebração da ceia. A igreja mantém alguns costumes da igreja ortodoxa russa haja vista a herança histórica e cultural que o país vizinho determinou na Estônia e também como forma de reafirmação da cultura russa por aquele povo. Dentre esses costumes podemos citar o uso do véu pelas mulheres, a busca pela santidade exterior e imagens decorativas do templo. A utilização do vinho alcoólico na ceia e o cumprimento com o ósculo foram outras características culturais observadas.

O templo estava lotado de crianças e anciãos. A meia-idade da igreja é composta pelas duas jovens que fizeram parte do nosso grupo. Essa característica também é observada nas igrejas de etnia estoniana. Os jovens metodistas na Estônia ainda são minoria na igreja, apesar desse quadro estar mudando nos últimos anos. Nessa localidade visitamos um centro de recuperação de viciados em álcool, um grande problema social do país.

Aseri foi nossa última igreja como grupo de evangelismo formado desde Kurassare. Daí em diante, os estonianos de dividiriam entre as diversas tarefas que deveriam desempenhar no Summer Conference. Este é um evento regional, realizado no acampamento da igreja na região norte do país, chamado Camp Gideon. Nesse ano, o evento teve a participação de 200 pessoas e o tema foi “A ceara está pronta”, conforme Lucas 10,2.

O time de brasileiros também tinha diversas tarefas a desempenhar nesse evento, por isso chegamos com alguns dias de antecedência a fim de prepararmos tudo o que era necessário. Nesses dias de preparação conhecemos alguns missionários que estão servindo a Deus naquele país, como Suzan. Ela é uma estadunidense da Geórgia, que passaria um ano na Estônia realizando seminários sobre evangelismo. Conhecemos também uma linda família australiana que tem um ministério junto aos russos, colaborando com o trabalho em orfanatos.

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No Summer Conference tínhamos como primeira tarefa preparar uma Noite Jovem no estilo brasileiro. Além de muita música, testemunho e oração, colocamos os estonianos para dançar os diversos ritmos brasileiros. Outra tarefa era conduzir um momento com as crianças. Através de um teatro, apresentamos o plano de Salvação e mostramos que Jesus é o motivo da nossa alegria.

Também oferecemos um seminário sobre evangelismo para jovens. A partir dos textos que relatam o encontro da mulher samaritana e de Zaqueu com Jesus, abordamos como deve ser o nosso “olhar” em relação àqueles que ainda não conhecem o evangelho.

Estonia12No dia seguinte, tínhamos a responsabilidade de conduzir o culto na tenda principal. Estávamos muito cansados e um pouco apreensivos também. Era madrugada e ainda estávamos cheios de trabalho, escrevendo slides, traduzindo músicas. Minha atribuição no culto seria a ministração da palavra, o que me deixou um pouco apreensivo. Estava preocupado por estar em uma cultura tão diferente, uma igreja diferente. De repente entra no quarto onde estávamos trabalhando um estoniano nos chamando euforicamente para ver algo. Naquela noite Deus nos presenteou com a visão de um fenômeno muito raro de ser observado da Estônia, a Aurora Boreal. Com aquelas cores no céu gravadas em nossa memória fomos dormir, mais confiantes de que Deus estava preparando algo especial para nós naquele evento.

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O culto foi uma benção! Ministramos louvores em inglês, coreografias e a palavra. Em todos os momentos podíamos sentir a presença de Deus naquele lugar. Ao final, intercedemos por todos que ali estavam a fim de que Deus os preparasse para a grande colheita.

Aproveitamos nossos últimos 4 dias para conhecermos a capital medieval do país, Taalin. Visitamos a cidade velha, uma experiência impressionante. É como voltar no tempo! Além das torres que protegiam a cidade, visitamos museus, prédios históricos, igrejas e o incrível museu a céu aberto que representa as diversas vilas estonianas ao longo do tempo.

Foram 24 dias inesquecíveis. Os testemunhos que ouvimos de cada jovem que esteve conosco nos encheram de alegria e da sensação de missão cumprida.

Particularmente, uma experiência marcante foi ver a mudança em um dos jovens que participaram do pequeno grupo de discipulado que conduzi em Saaremaa. No primeiro dia do treinamento falamos sobre dons, ministérios e propósitos de Deus para nossas vidas e esse jovem disse que não tinha nenhum dom e que não sabia qual era o propósito da vida dele.

Ao fim daquele treinamento, esse rapaz me surpreendeu no evangelismo nas ruas. Toda timidez acabou e com ousadia ele se aproximava das pessoas convidando-as ao nosso evento evangelístico. No início dizia que não gostava de orar, mas nas últimas semanas era o primeiro a se candidatar para levantar a voz aos céus e falar com o Pai. Que transformação! Alegria maior quando ele disse que queria ir para a Escola Bíblica para Jovens na Noruega, uma organização que capacita jovens para a missão.

Outro caso foi de um rapaz que aos oito anos foi morar nas ruas. Tornou-se viciado em álcool, tabaco e chegou a usar drogas. Ele chegou ao nosso grupo pra ficar apenas o final de semana do treinamento, porque o pastor que o acompanhava achava que podia causar problemas. Mas Deus começou a agir na vida dele. Durante os 20 dias que ficou conosco, fomos capazes de observar as mudanças que aconteceram na vida dele. A necessidade do cigarro diminuía dia após dia, mas a grande mudança foi na vontade de buscar a Deus em oração. Durante o Summer Conference ele teve que voltar para a sua cidade para uma “reunião”. Quando retornou nos contou que havia sido condenado a um ano e meio de prisão. Ficamos muito tristes com a notícia, mas cremos que a boa obra que Deus começou na vida dele há de ser cumprida.

Como disse no início, na Estônia agora temos amigos e amigas mais chegados que irmãos e irmãs. Ouvimos de um radialista que nos entrevistou uma coisa muito bonita, ele disse que ponte foi criada entre o Brasil e a Estônia. Com certeza! E o desejo de nossos corações é que essa ponte possa continuar nos ligando nesses laços de amor e de comunhão.

Rafael de Souza Oliveira/Projeto Estônia 2011

 

ALGUNS TESTEMUNHOS:

“Quando nós chegamos a Saaremaa eu não sabia o que esperar desta viagem e das pessoas. Era minha primeira experiência com todos. Primeiro de tudo Deus nos modificou. Ele nos deu seu poderoso amor e alegria para compartilhar com outros, com quem não O conhece. Eu senti como Deus trabalhou em mim. Ele renovou minha vida, minhas coisas e minha mente. Segundo, eu vi como as pessoas se abriram para ouvir sobre Deus. Muitas das pessoas no hospital de pacientes especiais e no lar das crianças ficaram felizes com nossa visita. Nós, cristãos/ãs, devemos entender que nosso trabalho é mostrar Deus pela forma como nós vivemos, pelo que nós fazemos e o que não fazemos. Além disso, a viagem fez de nós uma família. Nós não somos brasileiros, estonianos ou russos, nós somos um em Cristo. Nós devemos sempre lembrar disso. Concluindo, eu quero dizer que eu estou muito feliz por Deus ter me permitido estar nessa viagem e fazer o Seu trabalho pela Estônia”. Kristina Luik.


“Todos os participantes puseram seus corações em tudo que fizeram e foi muito especial ver isso. Deus também me tocou pessoalmente. Ele ensinou-me por meio de diferentes situações e eu senti como Deus estava trabalhando em mim. Eu sei que isso é só o começo e Ele ainda tem muito a fazer, mas seu trabalho em mim começou e eu estou ansiosa para ver onde ele levará. Eu quero estar aberta a Ele e segui-Lo todos os dias em tudo que eu fizer”. Grete Lepa.

“Dia a dia nós experimentamos novas experiências que nos aproximaram mais uns dos outros e de Deus. Nós aprendemos como trabalhar efetivamente, especialmente em equipe, mas também como adorar a Deus com tudo que nós, como pessoas, temos, incluindo compartilhar testemunhos, teatro, dança, etc. Diferentes culturas e costumes, hábitos e histórias, tudo isso complementa a equipe e sem qualquer um de nós, não teria sido a mesma coisa. Deus nos trouxe juntos, Deus nos levantou juntos e Deus nos enviou e ainda nos envia para a missão, todos juntos, mas como indivíduos que têm sua própria contribuição a fazer, o seu trabalho. Nós todos, acredito, saímos de nossa zona de conforto em algum momento do trabalho. Para alguns de nós, a parte mais difícil foi convidar pessoas – totalmente estranhas – das ruas, para uma noite evangelística, para outros foi dançar ou falar ao público. Algumas vezes um bom banho era um luxo e nós só podíamos nos imaginar dormindo em uma cama. Ainda assim, as barreiras da linguagem caíram pela existência de amor e unidade – muito mais importante do que qualquer palavra seria. É difícil colocar em palavras todas as experiências, os sentimentos ficarão no campo missionário, mas vale a pena ir novamente e cada vez mais fazer o melhor”. Merlin Metsla.

 

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