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Esperança escatológica marca culto de encerramento do ano letivo na FaTeo

03/12/2015 20h02

Momento de louvor a Deus, iniciando o culto

 

A prédica ministrada pelo Reverendo Eber Borges da Costa, no culto desta quarta (02/12), com base no texto de Lucas 3.1-14, lembrou a celebração do Advento e da Ceia do Senhor, e levou os presentes a refletirem sobre a vinda e morte do Senhor Jesus, a entender que a nossa religiosidade não nos justifica; nossa aparente santidade não basta. É preciso frutos de arrependimento. (leia síntese do sermão abaixo)

 

Reverendo Eber Borges da Costa, que ministrou a prédica nesta quarta

 

Este, que foi o culto de encerramento do ano letivo na FaTeo, como disse o reitor, Prof. Dr. Paulo Roberto Garcia, teve ar de esperança escatológica, apontando o já e o ainda não. Já, porque a celebração do encerramento aconteceu, “na esperança de que vamos terminar o ano com as aprovações, nomeações, com tudo aquilo que esperamos, com as bênçãos de Deus pelo que há de vir”. E ainda não, porque nem todas as notas foram postadas, provas complementares ainda estão sendo feitas.  

 

o reitor, Dr. Paulo Roberto garcia, agradeceu a Deus, ao corpo administrativo, docentes e discentes, pelo ano acadêmico

 

O reitor lembrou que mesmo em tempos de lutas, dores, perdas e tristezas, o corpo acadêmico também foi marcado por “momentos de superação e de vitória, momentos em que pudemos construir coisas juntos e isto nos leva a agradecer a Deus, que nos fortaleceu e conduziu até aqui.”

 

momento de agradecimento pela vida de docentes da FaTeo

 

Enaltecendo o trabalho do corpo docente, quadro administrativo e corpo discente da faculdade, o reitor agradeceu a Deus e a cada um, cada uma que contribuiu para que “este pudesse ser um ano a mais na construção dos sinais do Reino de Deus através da vivência da nossa vocação, vivência daquilo para qual Deus nos chamou e confiou”.

 

Leitura bíblica, com a participação do Reverendo e professor Jonadab Domingues de Almeida, coordenador do Centro de Liturgia, Arte e Homilética da FaTeo

 

Falando ao corpo discente, o reitor ressaltou a valorização do espaço de culto. “Eu fico contente porque tem gente que faz teologia e não foge do culto. Esse é um compromisso com aquilo que nos marca. Quero agradecer e dizer que se chegamos e vencemos lutas até aqui foi com vocês e por vocês”.

 

O pastor da comunidade, no momento da proclamação de perdão

 

 

Encerrando a fala, o Prof. Paulo fez um convite para o primeiro culto do próximo semestre, quando, em virtude de aposentadoria, será feito momento de gratidão pela vida e dedicação do Prof. Dr. Rui Josgrilberg à Faculdade de Teologia. “Aceitamos dentro da lógica da Igreja, mas com dor no coração e ficamos felizes que você continua aqui, do outro lado da rua”, disse, lembrando que o professor continua dando aulas na pós-graduação.

 

A coordenadora do curso de teologia, Dra. Blanches de Paula enfatizou os benefícios do Senhor durante este ano

 

A coordenadora do curso, Profa. Dra. Blanches de Paula, também agradeceu a Deus que tem dado forças para terminar mais uma etapa da vocação. “Deus tem sido gracioso. Agradeço aos colegas às colegas, ao corpo administrativo, a vocês estudantes, embora alguns já tenham colocado no Facebook que terminou, mas ainda não terminou.” Recordando seu professor de homilética, ela alertou: “cuidado com as conclusões. Fechar ciclos é importante.”  

 

Coral Canto da Terra, sob a regência do maestro Jonas Paulo, acompanhado pela pianista Liséte Espíndola

 

Fazendo citação ao salmo 103, sem esquecer-se de nenhum dos benefícios do Senhor, a professora lembrou um marco importante na trajetória acadêmica: “este ano, foi a primeira vez que os cursos de teologia do  Brasil fizeram o Enade. Nós não temos, obviamente, o resultado, mas nos alegramos por encontrar todos e todas, no dia 22 de novembro. Tivemos o comparecimento de 100% dos nossos alunos e alunas presenciais. Então, agradecemos muito também porque é um marco nessa relação entre a formação teológica, os clamores da nossa sociedade e também um sinal de esperança.”

 

Porque recebi do Senhor, o que também vos entreguei. Momento de ceia

 

Esperança para quem sofre

As ofertas do culto desta quarta, que teve a participação do Coral Canto da Terra com as músicas Adoremos ao Senhor e Rio Profundo, foram destinadas a ajuda aos atingidos pelo desastre ambiental em Minas Gerais, através da Igreja Metodista da região de Mariana, e também à família de aluno do 3° ano, que mora em Santo Antonio de Pádua, região noroeste do Rio de Janeiro, e que nesta semana foi atingida por um forte temporal, causando muitos estragos.  

 

 

Síntese do sermão com base no texto de Lucas 3.1-14

Advento é tempo de esperança e expectativa: tempo de preparo. Uma esperança que se funda na fé, na confiança no Deus que dirige a história e não deixará de vir ao encontro daqueles e daquelas que por Ele esperam!

Uma esperança que sabe que esta graça divina pede uma resposta, uma participação humana e, por isso, gera compromisso. Esperança de um lado, compromisso de outro. Advento pede preparo e este preparo, segundo a mensagem de João Batista, é o arrependimento!

João Batista

João Batista não é uma figura muito popular nos dias atuais. Sua mensagem, seu modo de vida, a maneira com morreu destoam do triunfalismo e ostentação que marcam a pregação evangélica atual. No lugar da ostentação, o que vemos é simplicidade.

 

Sua mensagem

A mensagem de João batista alia a esperança e o compromisso: esperança de quem sabe que se aproxima o Reino tão aguardado; compromisso de quem assume novas posturas na vida exatamente porque se aproxima o Reino de justiça.

O perigo da impenitência

Suas palavras mais duras são dirigidas àquelas pessoas que resistem à conversão, que imaginam não ter do que se arrepender! Às pessoas que usam a religiosidade para justificar seus erros e enganos; a moralidade para esconder a indiferença e a insensibilidade com o sofrimento e a injustiça; os rituais religiosos para ocultar sua responsabilidade.

Arrependimento

  João é bem específico em suas exigências: arrependimento envolve ações concretas, não é mero sentimento de culpa ou remorso. Culpa e remorso nos consomem, arrependimento nos liberta!

Mas, não é, também, auto justificação ou barateamento da graça; é mudança de mente e de vida revelada em atos bem concretos: generosidade com os pobres; justiça no proceder e honestidade para com todos.

“Delação premiada?”

Como é difícil assumir o erro e mudar o rumo: o fazemos de forma geral: “Senhor, perdoa os meus muitos pecados!”, sem, no entanto, nomeá-los.  Esse tipo de generalização, ao invés de reconhecer, encobre os pecados. É bem mais fácil nomear os pecados dos outros, numa espécie de “delação premiada”. Falar dos erros e fraquezas dos outros parece nos absolver dos nossos.

A Igreja tornou-se pródiga em apontar os pecados do mundo, mas lenta e condescendente em assumir os seus próprios. Mas, alguém dirá: “Não é essa a tarefa profética da Igreja – denunciar os pecados do mundo?” Sim, é! Mas, falar dos pecados dos outros e não assumir os seus é hipocrisia! Se a Igreja, honesta e corajosamente, assumir seus erros, terá mais legitimidade para denunciar os do mundo.

 

Hoje, celebramos o Advento e a Ceia do Senhor, memorial da morte de Jesus. Essas coisas não podem nos deixar insensíveis e impenitentes. É preciso admitir que sua vinda e sua morte são por causa de nossos pecados.

É preciso entender que a justiça do Reino de Deus virá à medida que nos comprometermos com ela e por ela darmos a nossa própria vida. Nossa religiosidade não nos justifica; nossa aparente santidade não basta. É preciso frutos de arrependimento.

 

 

Texto: Rose Rosa
Fotos: Ricardo Bissolato

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