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Encontro Acadêmico aborda a Missiologia da Diáspora

25/08/2015 21h17

 

Um grupo de estudantes de Teologia participou na manhã desta terça (25) de um encontro acadêmico com os professores Gregg A. Okesson e Dr. Steve Ybarrola, do Asbury Theological Seminary, dos EUA, com o tema: “Missiologia da Diáspora: O movimento global das pessoas e suas teologias.”

 

O encontro aconteceu no auditório do Edifício Ômega e levantou questões a respeito deste recente campo da missiologia denominado Missiologia da Diáspora, o movimento das pessoas, desde os relatos bíblicos que identificam o chamado de Abrão para ser uma bênção (Gn 12) para todas as nações, como um chamado em meio à migração, os movimentos atuais de pessoas pelo mundo e também dentro de seus próprios países e o desafio da Igreja de estar alcançando essas “diferentes” pessoas.

 

Os professores falaram dos números apontados pelas Nações Unidas dando conta de que cerca de 235 milhões de pessoas moram fora de seus países de origem. Esse número triplica em relação às pessoas que migram dentro de seus próprios países para áreas com melhor desenvolvimento. Com isso, pode-se afirmar que 1/7 da população mundial vive fora de seu território de origem. O professor Steve Ybarrola afirmou que muitas vezes, não é preciso ir a outro país para fazer a missão transcultural, porque, literalmente, eles batem a sua porta. Ele lembrou ainda que nesse tempo de mudança, entre uma realidade e outra, o imigrante tem o desejo profundo de ser aceito no seu novo contexto. “Muitos imigrantes tornam-se cristãos e cristãs porque alguns cristãos e cristãs lhes alcançam com amor”.

 

O professor  Steve lembrou que às vezes são os imigrantes os missionários. Ele deu o exemplo dos coreanos que chegam aos EUA e acabam reunindo outros coreanos não cristãos e a partir desse contato o Evangelho é pregado.

 

O professor Gregg Okesson abordou a diáspora no texto bíblico e lembrou que a migração está presente na bíblia e precisamos perceber o que acontece através da migração. Abrão teve seu chamado com a clara indicação de migração para ser bênção para as outras nações. “As pessoas às vezes migram porque desejam e outras vezes porque não têm escolha”. O exemplo usado foi o de José que, forçado a migrar, foi bênção no Egito, inclusive para Israel. Falando do Novo Testamento, o professor falou da migração do próprio Jesus. Lembrando do apóstolo Paulo, que também foi formado na migração, o professor ressaltou que ele era judeu, cresceu em Antioquia e por isso estava familiarizado com o mundo helenizado, “por isso ele era um agente estratégico para a missão”.

 

Por fim, a reflexão da Igreja sobre a manutenção de uma semeadura que vá além das suas próprias fronteiras. “Se realmente queremos alcançar essa vidas com o amor de Deus, o desafio é ir compreendendo o outro, sua cultura, necessidade e como tornar o Evangelho em boas novas para elas e não esperar que elas se tornem como nós”

 

 

Texto: Rose Rosa
Foto: Ricardo Bissolato

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